Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/94096
Title: Uma Ausência Tornada Presente: “Gestos & Fragmentos” (1982)
Authors: Branco, Sérgio Dias 
Keywords: Cinema; Política; 25 de Abril; Cinema português
Issue Date: Apr-2021
Serial title, monograph or event: Palavrasemovimento: “Vamos Falar de Cinema Português 1960 - 2000”
Issue: 12
Place of publication or event: Lisboa
Abstract: “Gestos & Fragmentos: Ensaio Sobre os Militares e o Poder” (1983) integra uma trilogia na filmografia de Alberto Seixas Santos que inclui “Brandos Costumes” (1975), obra começada em 1972 no período fascista e terminada já depois do 25 de Abril de 1974, e “Paraíso Perdido” (1992), filme mais tardio sobre os traumas existenciais associados ao passado colonial português. Cada um deles, olha para a Revolução dos Cravos adoptando uma perspectiva singular: focando-se na transição entre períodos históricos no caso de “Brandos Costumes” e centrando-se na relação com um passado que se tornou longínquo, mas permanece marcante, em “Paraíso Perdido”. “Gestos & Fragmentos” é um filme directamente sobre a revolução, dirigido quase uma década após os acontecimentos e produzido pelo Grupo Zero, Cooperativa de Cinema, uma estrutura indissociável do cinema que emergiu na revolução. “A Lei da Terra” (1977), sobre a Reforma Agrária, foi uma obra colectiva desse grupo. Na década de 1980, o 25 de Abril era sobretudo uma ausência no cinema português, como o confirmaria “Um Adeus Português” (1986), realizado poucos anos depois e construído exactamente em torno dessa ausência. “Gestos & Fragmentos” é um filme que contempla essa ausência e a torna presente, sem a querer decifrar completamente. A dimensão reflexiva do ensaio cinematográfico revela-se sobretudo na sua capacidade para questionar e redefinir as formas de representação no cinema — e até de problematizar o próprio conceito de representação. “Gestos & Fragmentos” faz isso através da combinação de vozes com diferentes modalidades discursivas: do militar Otelo Saraiva de Carvalho, do filósofo Eduardo Lourenço, e do cineasta estado-unidense Robert Kramer que interpreta um jornalista a investigar o processo revolucionário e contra-revolucionário.
URI: http://hdl.handle.net/10316/94096
Rights: openAccess
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