Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/95703
Title: Moçambique e “uma guerra que parece não ter fim” em Terra Sonâmbula
Authors: Lamas, Isabella 
Bueno, Natália 
Keywords: Moçambique; Mia Couto; Guerra Civil; Luta de libertação; Memória; Mozambique; Mia Couto; Civil War; Liberation struggle; Memory
Issue Date: 2021
Publisher: Universidade Federal do Ceará
Project: info:eu-repo/grantAgreement/EC/H2020/715593/EU 
Serial title, monograph or event: Revista de Ciências Sociais
Volume: 52
Issue: 1
Place of publication or event: Fortaleza
Abstract: Em 4 de outubro de 1992, foi assinado o Acordo Geral de Paz (AGP), pondo fim ao conflito armado que assolou Moçambique por dezesseis anos (1976-1992). Apesar deste dia ser celebrado como o dia da Paz e da Reconciliação e oficialmente marcar o fim da guerra entre a Frelimo e a Renamo, ele também pode ser visto, de forma mais ampla, como o fim de uma era de violência direta e de conflito armado que começou com a Luta Armada de Libertação Nacional (1964-1974) contra o colonialismo português. No romance Terra Sonâmbula, Mia Couto entrelaça duas histórias diferentes, misturando o presente e o passado, e narra a destruição causada por essa “guerra que parece não ter fim”. Argumentamos, assim, que o romance expressa uma ideia de continuidade da guerra em Moçambique que se traduz através de três dimensões: das ligações entre a guerra colonial-libertação e a guerra civil; das memórias daquelas pessoas que a vivenciaram de forma direta ou indireta e da memória pública de forma mais geral; e, por fim, através da permanência de relações de colonialidade na sociedade moçambicana contemporânea. Para construir essa análise, recorremos ao romance Terra Sonâmbula e às gramáticas dos Pós-colonialismo e dos Estudos da Memória.
On 4 October 1992, the General Peace Agreement (GPA) was signed bringing to an end the armed conflict that plagued Mozambique for sixteen years (1976-1992). Even though this day is celebrated as the Day of Peace and Reconciliation, officially marking the end of the war between Frelimo and Renamo, it can also be seen, more broadly, as the end of an era of direct violence and armed conflict that had began with the National Armed Liberation Struggle (1964-1974) against Portuguese colonialism. In his novel Terra Sonâmbula, Mia Couto intertwines two different stories, combining present and past, and uncovers the destruction caused by this “war that seems to have no end”. We argue that this idea of continuity of the war in Mozambique can be understood through three different ways: through the links between the colonial-liberation war and the civil war; through the individual memories of those people who experienced it directly or indirectly and, more broadly, through public memory; and, finally, through the endurance of colonial relations in contemporary Mozambican society. To build our analysis, we drawn on Terra Sonâmbula and on the scholarships on Post-colonialism and Memory Studies.
URI: http://hdl.handle.net/10316/95703
ISSN: 2318-4620
DOI: 10.36517/10.36517/rcs.52.1.d05
Rights: openAccess
Appears in Collections:I&D CES - Artigos em Revistas Internacionais

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