Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/92607
Title: "Se as vozes não voltam não se escreve este livro": África, sobrevivências e a monumentalização do nome em Comissão das Lágrimas de António Lobo Antunes
Authors: Vecchi, Roberto 
Keywords: Literatura e massacre; Vozes; Memória traumática; 27 de Maio de 1977; Angola póscolonial; Literature and massacre; Voices; Traumatic memory; May, 27th 1977; Post-colonial Angola
Issue Date: 2021
Publisher: Department of Spanish and Portuguese, University of California Santa Barbara
Serial title, monograph or event: Santa Barbara Portuguese Studies
Volume: 6
Place of publication or event: Santa Barbara
Abstract: Comissão das lágrimas (2011) abre exceções no âmbito dos romances de António Lobo Antunes. As continuidades são inúmeras, numa obra das mais singulares da literatura portuguesa contemporânea, sobretudo vinculadas à permanência de África no centro da narrativa. Mas a opção por uma das páginas mais opacas da história angolana pós-descolonização (o massacre de 27 Maio), remete para uma preocupação da narrativa para incorporar memórias altamente em risco, arrancando-as do esquecimento orquestrado e do silêncio definitivo. O ensaio incorpora o tema do massacre, aprofundando o papel das vozes caóticas oriundas do passado traumático. A pergunta crítica da obra, também o seu desafio interpretativo, é se é possível articular uma memória perante a fratura definitiva entre sujeito e experiência, ou seja, o intestemunhável?
Comissão das lágrimas (2011) marks an exception among António Lobo Antunes' novels. The continuities are innumerable, strictly connected to the permanence of Africa at the centre of the narrative in one of the most singular works of contemporary Portuguese literature. Nevertheless, the choice of one of the darkest periods in post-colonial Angolan history (the massacre of 27th May) entails a concern for the narrative incorporating highly risky memories, thus subtracting them from the orchestrated oblivion and the definitive silence. The present essay incorporates the topic of the massacre, deepening the role of chaotic voices from this traumatic past. The critical question of the work, as well as its interpretative challenge, is whether it is possible to articulate a memory in face of the definitive fracture between subject and experience, that is, the impossibility to witness?
URI: http://hdl.handle.net/10316/92607
ISSN: 1077-5943
Rights: openAccess
Appears in Collections:I&D CES - Artigos em Revistas Internacionais

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