Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/87914
Other Titles: Cognição Artificial: Delegação de Inteligência na Era Digital
Artificial Cognition: Intelligence Delegation in the Digital Era
Authors: Arrones, Andrés Pachón
Orientador: Quintais, Luís Fernando Gomes da Silva
Keywords: Inteligência Artificial; ecologias cognitivas; caixa preta; mito do progresso; neuromitologia; Artificial Intelligence; cognitive ecologies; black box; myth of progress; neuromythology
Issue Date: 23-Jul-2019
Place of publication or event: Madrid - Porto
Abstract: O fenómeno da Inteligência Artificial (IA) é actualmente apresentado como um objecto de estudo relevante para pensar em como a nossa cognição é construída e distribuída entre humanos e tecnologias, uma vez que a IA modificará, de maneira significativa, as formas em que produzimos e acedemos ao conhecimento do mundo, mantendo uma posição controversa sobre os limites entre o humano e o artificial. O que é proposto neste trabalho não é que a IA sirva como modelo para estudar funções cognitivas, mas que o estudo da sua construção possa servir para descrever como a nossa ecologia cognitiva é socialmente construída, onde as tecnologias, como mediadores, terão tanta responsabilidade quanto nós, humanos, na construção da realidade. Com este propósito, foi desenvolvido um trabalho de campo, de forma colaborativa, com um programador informático, a fim de monitorizar a actividade sociotecnológica da IA a partir da sua prática de programação. Através do conhecimento empírico adquirido com a construção dos modelos de Neuronal Networks para Visão Artificial, procuramos aceder à complexidade interna dessa tecnologia, cujo sucesso e eficiência tornaram invisível o trabalho social que está na origem do fenómeno da IA, como os discursos em que se sustenta o bom funcionamento das suas técnicas. Através do estudo antropológico desta actividade pretende-se oferecer ao leitor a possibilidade de observar o interior das caixas pretas da IA, os mediadores que as compõem e o tipo de articulações que ocorrem entre si. Para isso, o estudo concentrar-se-á na análise do léxico neuromitológico utilizado durante a programação da IA, para entender como delegamos inteligência às tecnologias da IA e aos artefactos que as incorporam, delegando responsabilidades a mediadores, humanos e não humanos, cuja existência desconhecemos. O objectivo deste estudo é abrir a caixa preta dessa tecnologia de forma a reduzir o poder dos indivíduos e instituições que gerem os mediadores necessários para aceder ao conhecimento do mundo na nossa era digital, porque, quanto maior o sucesso que a tecnologia alcança, mais escura é a complexidade interna do aparato e dos factos que oferece, porque só reparamos no seu funcionamento adequado, e não no processo e mediadores que o tornam possível. Finalmente, propõe-se uma prática experimental que nos permita especular sobre novas formas de produzir conhecimento juntamente com o paradigma cognitivo da IA, e reflectir sobre o poder implícito na produção de conhecimento científico e técnico, no sentido de pensar em alternativas futuras para a nossa ecologia cognitiva.
The phenomenon of Artificial Intelligence (AI) is currently presented as a relevant study object to think about how our cognition is constructed and distributed between humans and technologies, since AI will significantly modify the ways in which we produce and have access to the knowledge of the world, maintaining a controversial position on the boundaries between the human and the artificial. What is proposed in this work does not imply that AI serves as a model for studying cognitive functions, but that the study of its construction can be useful to describe how our cognitive ecology is socially constructed, where technologies as mediators will have as much responsibility as we humans in the construction of reality. With this purpose, a collaborative field work was developed with a computer programmer in order to monitor the sociotechnological activity of AI from its programming practice. Through the empirical knowledge acquired with the construction of the Neuronal Networks models for Artificial Vision, we seek to access the internal complexity of this technology, whose success and efficiency have made invisible the social work that is the origin of the AI phenomenon, such as the discourses on which it is based the proper functioning of its techniques. Through the anthropological study of this activity it is intended to offer the reader the possibility of observing the interior of the AI black boxes, the mediators that compose them and the type of links that occur between them. To this end, the study will focus on analyzing the neuromythological lexicon used during the IA programming to understand how we delegate intelligence to AI technologies and to the artifacts that incorporate them, delegating responsibilities to human and non-human mediators whose existence we are not aware of. The purpose of this study is to open the black box of this technology as a way of reducing the power of the individuals and institutions that generate the mediators needed to access the world's knowledge in our digital age, because the greater the success that technology achieves, the darker the internal complexity of the apparatus and the facts it offers, because we only notice its proper functioning, not the process and mediators that make it possible. Finally, is proposed an experimental practice that allows us to speculate on new ways of producing knowledge together with the cognitive paradigm of AI, and reflecting on the power that is implicit in the production of scientific and technical knowledge, in the sense of thinking about future alternatives to our cognitive ecology.
Description: Dissertação de Mestrado em Antropologia Social e Cultural apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia
URI: http://hdl.handle.net/10316/87914
Rights: closedAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat Login
Cognição_Artificial_Pachón_Andrés.pdf12.55 MBAdobe PDF    Request a copy
Show full item record

Page view(s)

35
checked on Sep 24, 2020

Download(s)

28
checked on Sep 24, 2020

Google ScholarTM

Check


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons