Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10316/82119
Title: Lesão Renal Aguda em Cuidados Intensivos Pediátricos: Epidemiologia e Fatores de Risco
Other Titles: Acute Kidney Injury in Pediatric Intensive Care: Epidemiology and Risk Factors
Authors: Aquino, Carolina Ramos Freire Soares de 
Orientador: Dias, Andrea Sofia da Silva
Oliveira, Guiomar Gonçalves
Keywords: lesão renal aguda; criança; cuidados intensivos pediátricos; fatores de risco; acute kidney injury; child; pediatric intensive care; risk factors
Issue Date: 30-May-2018
Serial title, monograph or event: Lesão Renal Aguda em Cuidados Intensivos Pediátricos: Epidemiologia e Fatores de Risco
Place of publication or event: Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra
Abstract: Introduction: Acute kidney injury (AKI) is a complex clinical condition that remains poorly defined. It is associated with an important increase of morbidity and mortality, mainly in pediatric intensive care units (PICU). The aim of this study is to characterize the epidemiology of AKI in PICU and investigate its risk factors. Material and Methods: An observational exploratory study with prospective data collection was conducted in children and adolescents (0-18 years) admitted to PICU of a tertiary care pediatric hospital in a six-month period. We applied the Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) criteria for AKI diagnosis. Clinical and demographic data were recorded and the variables were analyzed with the IBM SPSS Statistics 22 software, considering 0.05 as the level of significance.Results: The study included 112 children, of which 32 had AKI. The incidence of AKI was 28.6% and 22.3% of children developed AKI during PICU stay. The diagnosis was made until second day in median: 59.4% of the cases fulfilled the creatinine criteria, 68.8% the urinary output criteria and 28.1% of children fulfilled both criteria. The KDIGO grades 1, 2 and 3 were found in 50.0%, 28.1% and 21.9% of the AKI cases, respectively. The renal recovery was total in 56.3% of cases, partial in 28.1% and there was no recovery in 15.6% of cases. Invasive ventilation (p-value=0.028), use of inotropic drugs (p-value=0.043) and shock (p-value=0.043) were more frequent in children with AKI. The number of deaths was significantly higher in the group that developed AKI (15.6% versus 1.3%, p-value=0.007). Shock was associated with mortality in children with AKI (p-value=0.01). Conclusion: AKI is a common complication in PICU, mostly until the second day of admission. The serum creatinine and the urinary output criteria should both be considered for diagnosis. The identification of risk factors such as invasive ventilation, inotropic drugs and shock should lead to careful monitoring and prompt treatment. Shock is a risk factor for mortality in children with AKI.
Introdução: A lesão renal aguda (LRA) é um problema clínico complexo e ainda mal definido com importante morbimortalidade associada, particularmente em cuidados intensivos pediátricos. Este estudo tem como objetivo caraterizar a epidemiologia e pesquisar fatores de risco para o desenvolvimento de LRA durante o internamento em cuidados intensivos pediátricos.Materiais e Métodos: Efetuou-se um estudo observacional de caráter exploratório, com colheita prospetiva de dados, em crianças e adolescentes (0-18 anos) internados num período de seis meses no serviço de cuidados intensivos de um hospital pediátrico de nível III, aplicando a classificação Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO). Registaram-se vários parâmetros clinico-demográficos e as variáveis foram analisadas através do programa IBM SPSS Statistics 22, considerando como nível de significância o valor 0,05. Resultados: O estudo incluiu 112 crianças, das quais 32 tiveram LRA. A incidência de LRA foi de 28,6% e o desenvolvimento desta durante o internamento foi de 22,3%. O diagnóstico efetuou-se em mediana ao segundo dia: 59,4% dos casos pelo critério de creatinina, 68,8% pelo débito urinário e 28,1% por ambos os critérios. A distribuição pelos graus KDIGO 1, 2 e 3 foi de 50,0%, 28,1% e 21,9%, respetivamente. A recuperação renal foi total em 56,3% dos casos, parcial em 28,1% e não houve recuperação em 15,6% dos casos. Ventilação invasiva (p=0,028), uso de inotrópicos (p=0,043) e presença de choque (p=0,043) foram mais frequentes no grupo de crianças com LRA. O número de óbitos foi significativamente superior no grupo de crianças com LRA (15,6% versus 1,3%, p=0,007). A presença de choque associou-se a mortalidade nas crianças com LRA (p=0,01).Conclusão: A LRA é uma complicação comum em cuidados intensivos pediátricos, maioritariamente até ao segundo dia de internamento. Tanto o critério de creatinina como o de débito urinário devem ser considerados para o diagnóstico. A identificação de fatores de risco como uso de ventilação invasiva, inotrópicos e choque deve conduzir a uma monitorização cuidadosa para um diagnóstico e tratamento atempados. O choque revelou ser um fator de risco para mortalidade nas crianças com LRA.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: https://hdl.handle.net/10316/82119
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

Show full item record

Page view(s) 50

477
checked on Apr 23, 2024

Download(s) 50

695
checked on Apr 23, 2024

Google ScholarTM

Check


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons