Title: Elementos para a definição de uma prática de autor em design gráfico, uma autobiografia do atelier R2
Authors: Alves, Artur Luís Gonçalves de Azevedo Rebelo 
Keywords: Design Gráfico;Assinatura;Autoria;Reflexividade
Issue Date: 21-Jan-2016
Citation: ALVES, Artur Luís Gonçalves de Azevedo Rebelo - Elementos para a definição de uma prática de autor em design gráfico, uma autobiografia do atelier R2. Coimbra : [s.n.], 2016. Tese de doutoramento. Disponível na WWW: http://hdl.handle.net/ 10316/29505
Abstract: O design é, em si, uma disciplina de árdua definição. É-o, não porque os seus objetivos sejam de difícil identificação, mas porque o universo de posturas que rodeiam a profissão é plural e, por vezes, ambivalente. Assim, partindo de um conjunto de perspetivas de síntese acerca da definição da disciplina — que vão desde o debate entre os termos ‘design gráfico’ e ‘design de co- municação’ às diferentes posturas adotadas pelos designers enquanto agentes da prática —, procuramos debater a noção de postura autoral aplicada ao trabalho de um atelier de design. Tendo como enfoque os projetos que realizei enquanto elemento do coletivo R2, e partindo de uma análise geral, apresentar-se-á um conjunto de 11 casos de estudo, selecionados a partir da sua relevância em termos de visibilidade e de um conjunto de contributos centrais no quadro da produção da R2; excluímos, portanto, aqueles em que a autoria não foi possível, tendo-nos de nos submeter unicamente à vontade expressa pelo cliente. Ao mesmo tempo, e porque este é um olhar que tem como enfoque o próprio trabalho, atrubiu-se importância significativa aos elementos con- textuais no sentido em que estes, ao fornecerem um enquadramento geral aos trabalhos, enquadram também o processo de avaliação e os exercícios de recordação necessários à concretização de um trabalho desta natureza. Por outro lado, tratando-se de um atelier de design de comunicação com reconhecimento internacional que desenvolve a sua atividade em várias frentes e que trabalha sobretudo para (e com) a arquitetura e a arte contemporânea em tipologias tão variadas como publicações, cartazes, de- sign expositivo, identidade visual, sistemas de sinalética ou intervenções tipográficas no espaço, o próprio exercício de reflexão operado é enquadrado pelo suporte de trabalho em causa. Seguindo uma estrutura que conjuga o olhar geral, conseguido a par- tir da análise de vários projetos desenvolvidos pelo atelier, com pontos de vista particulares, procuramos demonstrar as sínteses possíveis, de forma a identificar os elementos centrais da postura autoral da R2 que subdivi- dimos entre aqueles que são visuais, elementos estes que estão aliados a um método, a uma abordagem particular e a um processo de trabalho; e aqueles que derivam de uma postura face à prática profissional, à profissão e à disciplina. Este triângulo, que conjuga elementos práticos (gramática) com posturas e formas de estar (ética) e trabalhar (metodologia), é a repre- sentação metafórica daquilo que entendemos ser a prática de autor R2. Por outras palavras, a prática do estúdio assenta em três pilares fundamentais: a ética, a técnica e a estética, sendo que a primeira se baseia na forma como lidamos com diferentes tipologias de projetos, em particular no concernente às encomendas artísticas e dos auto iniciados; a segunda, o método por nós utilizado, singular e único em cada projeto, tendo como ponto de conver- gência a tentativa de saída da nossa zona de conforto; por último, a estética, alicerçada na gramática, ou seja, na importância atribuída à tipografia, que tem uma papel fundamental na prática do atelier, bem como a conferida à relação entre a bi e a tridimensionalidade.
The design is, in itself, a discipline of hard definition. Is, not because its goals are difficult to identify, but because the universe surrounding the profession is plural and sometimes ambivalent. Thus, starting from a set of perspectives on the definition of the discipline — ranging from the debate between the terms ‘graphic design’ and ‘communication design’, to the different postures adopted by designers as agents of practice — we seek to discuss the notion of authorial posture applied to the work of a design studio. Focusing on the projects that I conducted as a member of R2 design studio, and starting from a general analysis, will be presented a group of 11 case studies, selected from their relevance in terms of visibility and a set of core contributions in the context of R2 production; excluded, therefore, those in which the authorship was not possible, taking us to submit ourselves to the will expressed by the client only. At the same time, and because this is a look that focus on own work, it’s assigned a significant importance on contextual elements, in the sense that they, by providing a general frame- work for the work, also fall under the review process and memory exercises needed for the achievement of a work of this nature. On the other hand, because R2 it’s a communication design studio with international recognition that develops its activity on several fronts, and works especially for, and with, architecture and contemporary art — in typologies as varied as publications, posters, exhibition design, visual identity, signage or typographic interventions in space systems (involving the use of various means) —, the reflection exercise itself is framed by the work support in question. Following a structure that combines the overall look, achieved through the analysis of several projects developed by the studio, with particular viewpoints, we seek to demonstrate the possible syntheses, in order to identify the core elements of R2 authorship, which we subdivided among those who are visual — allied to a method, a particular approach and a work process —; and those that arise from a position about professional practice, the profession and the discipline. This triangle, which combines practical elements (grammar) with postures and ways of living (ethics) and work (methodology), is the metaphorical representation of what we believe to be the author’s practice in R2. In other words, the studio practice is based on three fundamental pillars: ethics, technic and aesthetic; the first of which is based on how we deal with different types of projects (particularly regarding artistic commissions and self initiated projects); the second, the method used by us, singular and unique in each project, taking as a point of convergence an attempt to exit our comfort zone; and finally, aesthetics, based on grammar, that is, on the importance attributed to the typography (which has a key role in the studio’s practice), as to the significance given to the relationship between two and three-dimensionality.
Description: Tese de doutoramento em Arte Contemporânea, apresentada ao Colégio das Artes da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/29505
Rights: openAccess
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