Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/25966
Title: Dificuldades de Aprendizagem: conceções dos professores e psicólogos
Authors: Amorim, Fabiana 
Orientador: Albuquerque, Maria Cristina Petrucci de Almeida
Keywords: Professores; CIF-CJ; Alunos; Dificuldades de Aprendizagem; Psicólogos
Issue Date: 2013
Serial title, monograph or event: Dificuldades de Aprendizagem: conceções dos professores e psicólogos
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: O campo de estudo das dificuldades de aprendizagem (DA) tem vindo a desenvolver-se extraordinariamente a partir de 1963, quando Samuel Kirk usou, pela primeira vez, a expressão learning disabilities. Apesar dos progressos efetuados, continuamos envolvidos num emaranhado de definições, classificações e fatores etiológicos em função da perspetiva teórica dos autores. No que respeita a Portugal, há ainda um grande caminho pela frente para uma compreensão mais completa desta problemática. No entanto, é consensual de que para tal, é necessária uma participação e intervenção multidisciplinar que permita melhor descrever, explicar e tratar a evidente complexidade das DA. Com este estudo, pretendeu-se contribuir para o tema e perceber de que modo esta problemática é percecionada pelos profissionais que mais diretamente lidam com ela, mais especificamente, a sua opinião face aos critérios de identificação das DA, sobre o uso que fazem do termo, sobre a legislação portuguesa em relação aos alunos com DA, e sobre a utilização da CIF-CJ no âmbito desta temática. Da amostra constaram 140 indivíduos, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 23 e os 62 anos, que constituíram três grupos amostrais consoante a sua profissão: professores de ensino regular, professores de ensino especial e psicólogos. Todos os participantes responderam a um questionário, elaborado propositadamente para a presente investigação. Os resultados indicam que os diferentes grupos amostrais concordam com os critérios tradicionais de identificação das DA; contudo, revelam não conhecer ainda o critério mais recentemente aprovado de resposta à intervenção (RTI). Os três grupos concordam que, em Portugal, o termo dificuldades de aprendizagem é usado de modo bastante alargado, albergando todos os problemas de aprendizagem existentes nas escolas. Os profissionais são também unânimes ao afirmar que o apoio aos alunos é necessário, mas que em Portugal o mesmo é escasso. No que respeita ao uso da CIF-CJ, verificou-se que os professores do ensino regular são os que menos usam este instrumento, enquanto que, os professores do ensino especial são os que mais usam. No geral, um grupo de profissionais, constituído, sobretudo, por profissionais do ensino especial fez uma apreciação positiva do uso da CIF-CJ no contexto das DA. No entanto, alguns sujeitos alegam a falta de formação fornecida sobre o instrumento. Comparações entre os três grupos amostrais evidenciam que os psicólogos possuem conceções mais restritivas no que se refere à etiologia das DA e à abrangência na utilização do termo.
The study field of learning disabilities (LD) has been developing extraordinarily since 1963, when Samuel Kirk used, for the first time, the expression ‘learning disabilities’. In spite of the made progress, we are still involved in an entangled of definitions, classifications and etiological factors depending on the theoretical perspective of the authors. As far as Portugal is concerned, there is still a long way ahead for a more complete understanding of this issue. However, it is consensual that for such, it is necessary a multidisciplinary participation and intervention which will allow describing, explaining and treating the evident complexity of LD better. With this study, we intended to contribute to the subject, and understand in what way this issue is viewed by professionals who deal with it more directly, more specifically, their opinion in relation to the identification criteria of LD, on their use of the term, and their use of the ICF-CY within this theme. The sample consisted of 140 individuals, of both genders, aged between 23 and 62 years old, who constituted three sample groups according to their profession: regular education teachers, special education teachers and psychologists. All participants answered a survey deliberately elaborated for the present investigation. The results indicate that the different sample groups agree with the traditional criteria of identifying LD; however they reveal not to know the most recently approved criterion of response to intervention (RTI) yet. All three groups agree that in Portugal, the term learning disabilities is used in a very broad way, covering all of the existent learning problems in schools. Professionals are also unanimous when affirming that the support to the students is necessary, but that in Portugal the same is scarce. In what concerns the use of the ICF-CY, it was shown that the regular education teachers are the ones who use this tool the least, while special education teachers are those who use it the most. In general, a group of professionals, consisting mostly of special education specialists made a positive evaluation of the use of the ICF-CY in the context of LD. Nevertheless, some individuals claim the lack of training received on the tool as an excuse not to use it. Comparisons among the three sample groups show that psychologists have more restrictive conceptions regarding the etiology of LD and the coverage in the usage of the term.
Description: Dissertação de mestrado em Psicologia do Desenvolvomento, Aconselhamento e Educação, apresentada à Fac. de Psicologia e Ciências da Educação de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/25966
Rights: openAccess
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