Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/23307
Title: Arquitectura escavada
Authors: Antunes, Marco José 
Orientador: Bandeirinha, José António
Keywords: Arquitectura, estudos; Espaço na arquitectura; Luz na arquitectura; Chilida, Eduardo, 1924-2002, obra
Issue Date: Dec-2012
Citation: Antunes, Marco José Santos -Arquitectura escavada : materialidade da luz e do espaço como protagonistas na arquitectura. Coimbra, 2012
Abstract: Vivemos num mundo que aclama a imagem. Abrimos revistas de arquitectura contemporânea, e percebemos que a imagem visual é o seu destaque. A arquitectura tornou-se num objecto de consumo. “Chapas perfuradas, desdobradas ou onduladas, vidros serigrafados e cortes oxidados convertem-se em protagonistas quando esquecemos a Luz e Espaço.”4 Mesmo em livros de História, as construções são catalogadas consoante o estilo baseada em proporções e geometria construtiva de fachadas. São retratos de apelo à exterioridade da arquitectura, apenas “vista” por fora. Assim, um dos principais motivos do ensaio se inserir na arquitectura escavada, foi o facto destas construções se cingirem a qualidades de habitabilidade, deixando de parte o apelo à exuberância da imagem exterior. Mais do que vivida, a arquitectura tem-se revelado um bem de consumo, apenas transformada em ícones visuais. “Dir-se-ia que a arquitectura tende a evoluir para a rarefacção dos significados em favor dos sentidos. E essa extrema luminosidade das formas obscurece ou deprime os valores temporais da civilização”.5 A profundidade e “invisibilidade” da arquitectura escavada despertam uma capacidade de suscitar emoção, num confronto entre fobia e curiosidade. A sua dinâmica espacial e os rasgos criados para a luz natural entrar no edifício, surgem de um modo completamente diferente do que estamos habituados. A luz e o vazio tornam-se no mais importante. Acreditando que arquitectura deve ser capaz de regenerar um campo emotivo de emoções, estes elementos serão os protagonistas da dissertação. Iremos procurar neste ensaio, a materialidade da luz e do vazio em arquitecturas escavadas. Apesar de relacionada com o mundo subterrâneo, o ensaio incide não só nestes casos, como em qualquer arquitectura que pratique a experiência de subtracção de matéria. De que modo arquitectos, escultores, ou outros artistas, fazem uso destas qualidades (embora sem matéria física), como elementos suscitadores de emoção e significado às obras. Para muitos arquitectos, o espaço é apenas tratado como o resultado físico entre as paredes, no entanto, tratado como elemento concreto, torna-se num factor dignificatório da arquitectura, chegando a criar espaços sublimes e de transcendência. “As formas animam o espaço e dela vivem, mas o espaço, embora não vejamos, constitui forma (…) ”.6 No mesmo sentido, iremos elevar a luz a matriz fomentadora de emotividade. “A luz é um material com propriedades concretas. É minha intenção que a possamos viver fisicamente.”7 Metodologia No primeiro capítulo, iremos fazer breves apontamentos conjugando um paralelismo entre a arquitectura primitiva, de caverna e troglodita, com uma arquitectura contemporânea que retorna a interagir com o envolvente, querendo fazer parte dele. Descrevo como “apontamentos”, pois a vastidão do tema daria para a criação de várias dissertações, e são apenas referências introdutórias do tema principal. O capítulo II aspira retirar importância à imagem visual da arquitectura. Partindo de uma visão histórica até à transformação da arquitectura como bem de consumo. Será analisado o modo de ver a forma ao longo dos tempos, até novas preocupações arquitectónicas face ao impacto visual da arquitectura, que tende a retirar-lhe significado. No terceiro capítulo, irá ser abordado o espaço. Pretende-se abordar obras e arquitectos que procuram a materialidade do vazio, desde uma época em que o “space of abscense”8 era tratado como algo ancestral, até ao espaço como gerador matriz de projectos. Artistas que procuram o vazio na subtracção da matéria, arquitectos que tratam o vazio como algo positivo e concreto, ou a criação de ambientes díspares pela dicotomia entre cheios e vazios. O quarto capítulo pretende destacar o modo como a luz pode ser manipulada e controlada para conferir uma quarta dimensão, distinta e sensorial na espacialidade arquitectónica. Iremos em busca da sua emoção corporal e espiritualidade muitas vezes representada, ou a sua focalização que estimula e comove o espaço. O capítulo final trata sobre a obra utópica de Tindaya, do escultor Eduardo Chillida. A inclusão desta obra é justificada por ir ao perfeito encontro com a teorização da dissertação. A sua importância é salientada pois seria um projecto construído apenas com pretensões espaciais e luminosas, escavado no coração de uma montanha. O culminar da obra de Chillida e também deste ensaio. e também deste ensaio.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitectura, apresentada ao Departamento de Arquitectura da F. C. T. da Univ. de Coimbra.
URI: http://hdl.handle.net/10316/23307
Rights: openAccess
Appears in Collections:FCTUC Arquitectura - Teses de Mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat
Marco Antunes_Arquitectura Escavada.pdf37.8 MBAdobe PDFView/Open
Show full item record

Page view(s) 1

2,455
checked on Sep 15, 2021

Download(s) 20

1,017
checked on Sep 15, 2021

Google ScholarTM

Check


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.