Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/15488
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dc.contributor.advisorBebiano, Rui-
dc.contributor.authorCardina, Miguel-
dc.date.accessioned2011-07-12T12:41:26Z-
dc.date.available2014-11-04T03:00:06Z-
dc.date.issued2011-03-22-
dc.identifier.citationCARDINA, Miguel - Margem de certa maneira : o maoísmo em Portugal : 1964-1974. Coimbra : [s.n.], 2010por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10316/15488-
dc.descriptionTese de doutoramento em História (História Contemporânea), apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbrapor
dc.description.abstractO presente estudo procura analisar o impacto do maoísmo em Portugal no último decénio da vigência do Estado Novo. Examinam-se aqui as diferentes constelações organizativas dimanadas deste corpo ideológico, iniciando o percurso na estruturação da Frente de Acção Popular e do Comité Marxista-Leninista Português, em 1964, em torno de pressupostos teóricos e políticos que se apresentavam como alternativos aos definidos pelo Partido Comunista Português. Antigo membro do Comité Central e da Comissão Executiva do PCP, Francisco Martins Rodrigues foi o condutor fundamental dessa demarcação, centrada no papel da violência na transformação social, nos contornos de uma política de alianças para o derrube do regime e no alinhamento com a China no conflito que então a opunha à URSS. Apesar da curta experiência do grupo, fortemente atingido pela PIDE em 1965 e 1966, o legado teórico elaborado nesta primeira fase do maoísmo português não deixou de se reflectir na configuração programática das organizações que sucederam a FAP e o CMLP. Caracterizadas por um crescente cisionismo, elas revelaram traços diferenciados a partir de 1970, sobretudo com a irrupção de grupos como o MRPP e O Grito do Povo, mais tarde OCMLP. Apostadas na afirmação de uma «linha de massas», estas organizações desenvolveram um activismo aguerrido, particularmente enraizado nos meios juvenis e estudantis, mas que logrou igualmente assomar a alguns territórios populares e operários. Analisando as práticas e representações produzidas pelo maoísmo português, a segunda parte deste estudo ancora-se no conceito de «imaginário» enquanto magma dinâmico de significados que resulta do agir humano mas que simultaneamente o impulsiona. Observa-se como as imagens de figuras e territórios revolucionários, mesmo que longínquos, como é o caso da China de Mao, adquiriram um carácter mobilizador, que advinha menos do conhecimento detalhado do país do que da energia convocada pela imaginação dessa contra-realidade. Estuda-se ainda o modo como o maoísmo estruturou uma imagem redentora do proletariado, que levou à aferição de uma série de virtudes políticas e à activação de formas de transfiguração do militante em proletário.São ainda rastreados os processos de construção da militância, notando o seu carácter essencialmente juvenil e estudantil, mas também o modo como a exigência do ideal se cruzou com o campo da moralidade e da intimidade. Aborda-se igualmente o acolhimento de determinadas práticas artísticas e culturais que se revelaram indissociáveis do processo de politização. Questão que afectava em primeiro lugar a juventude, examina-se de seguida o posicionamento perante a guerra colonial e as experiências que compuseram o trajecto multiforme que foi da deserção ao exílio. Por fim, estuda-se o modo como este complexo político lidou com as temáticas da tortura, do «porte» e do conflito político na prisão.por
dc.description.abstractThis study seeks to analyze the impact of Maoism in Portugal in the last decade of the dictatorship of the Estado Novo. It examines the different constellations emanate from this ideology, starting in the vertebration of Popular Action Front and Marxist-Leninist Portuguese Committee, in 1964, around theoretical and political assumptions who presented themselves as alternatives to those defined by Portuguese Communist Party (PCP). Former member of the Central Committee and the Executive Committee of PCP, Francisco Martins Rodrigues was the fundamental conductor of this demarcation, centered in the role of violence in social change, the contours of a politics of alliance to overthrow the regime and the alignment with China in the context of the sino-soviet split. Nevertheless, the short experience of the organization, strongly attacked by the PIDE (International and State Defense Police) in 1965 and 1966, produced a theoretical legacy reflected in the next Maoist groups. Characterized by a growing cisionism, these collectives developed some differentiated features from 1970 onwards, mainly after the appearance of groups such as MRPP and O Grito do Povo [The Cry of the People], later OCMLP. This organizations assumed a mass line and a embattled activism, clearly rooted in the juvenile and student environment, despite also appears in some located workers fields. Analyzing the practices and representations produced by Portuguese Maoism, the second part of this study is anchored in the concept of «imaginary» as a dynamic magma of meanings that result from human action and both drive them. The work observe how the image of revolutionary figures and territories, even distant, as the China of Mao, acquired a mobilizing nature, which stemmed less originated from knowledge of the country and more convened by energy of the imagination of this counter-reality. It also examines how Maoism has built a redemptive image of the proletariat, which led to the measurement of a number of political virtues and activated forms of transfiguration of the militant into proletarian.Are still traced the processes of construction of militancy, noting its essentially youth and student character, but also how the requirement of ideal crossed with the field of morality and intimacy. It also discusses how Maoism welcomed certain artistic and cultural practices which proved to be inseparable from the process of politicization. Then examines the position before the colonial war and the experiences that made up the multiform route that came from defection to exile. Finally, we study how this political ambience dealt with themes such torture, police inquisition and the political conflict in prison.por
dc.language.isoporpor
dc.rightsembargoedAccesspor
dc.subjectIdeologias políticas -- Portugalpor
dc.subjectMaoismo -- Portugalpor
dc.titleMargem de certa maneira : o maoísmo em Portugal : 1964-1974por
dc.typedoctoralThesispor
dc.peerreviewedNopor
item.grantfulltextopen-
item.fulltextCom Texto completo-
crisitem.advisor.deptFaculdade de Letras, Universidade de Coimbra-
crisitem.advisor.researchunitCentre for Social Studies-
Appears in Collections:FLUC Secção de História - Teses de Doutoramento
I&D CES - Teses de Doutoramento
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