Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10316/111089
Title: Aurora, uma estudante insubmissa. Género, intolerância e contestação na Universidade de Coimbra na I República
Authors: Vaquinhas, Irene 
Keywords: Universidade de Coimbra; Polícia académica; 1ª República; Aurora Teixeira de Castro; Mobilização estudantil; História das mulheres e do género; University of Coimbra; Academic police; First Republic; Student mobilisation; History of women and gender studies
Issue Date: Dec-2023
Publisher: ISCTE
Serial title, monograph or event: Ler História
Issue: 83
Place of publication or event: Lisboa
Abstract: No ano de 1916, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, a aluna Aurora Teixeira de Castro, após saber que reprovara a um exame, interpela alguns membros do júri sobre a avaliação, atitude apoiada por dois colegas, com palavras agressivas. De imediato é instaurado um processo de polícia académica aos estudantes, o que desencadeou um movimento de solidariedade para com as “vítimas” bem como de contestação aquela Faculdade e à Universidade de Coimbra. Em articulação com várias fontes, este processo permite a análise das relações de género no ensino superior bem como das polarizações políticas ativadas. Os atos de rebeldia desencadeados por uma mulher da primeira geração das licenciadas em Direito em Portugal assinalam uma rutura com o arquétipo feminino tradicional associado à submissão, o que traduz as mudanças que a 1ª República produzia nas identidades de género e na contestação dos símbolos do poder.
In 1916, Aurora Teixeira de Castro, a student at the University of Coimbra Faculty of Law, on learning that she had failed an exam, questioned some members of the jury and challenged their decision, supported by two fellow students using aggressive language. As a result, a case was filed with the academic police against the students, which would lead to a movement in solidarity with the “victims” and in protest against the Law Faculty in particular. The analysis of the proceeding provides a study of gender relations in higher education and an opportunity to contextualise the political protests set in motion by the case. The rebellious behaviour triggered by an individual who was one of the first generation of women to graduate in law in Portugal, also signalled a breaking point with the traditional female archetype associated with submission and would reflect significant changes in gender identities and challenges the symbols of power under the First Republic.
URI: https://hdl.handle.net/10316/111089
ISSN: 2183-7791
DOI: https://doi.org/10.4000/lerhistoria.12819
Rights: openAccess
Appears in Collections:I&D CHSC - Artigos em Revistas Internacionais

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