Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98590
Title: Perioperative Morbi-mortality Analysis of Septal Myectomy during Aortic Valve Replacement
Other Titles: Análise da Morbi-mortalidade Peri-operatória da Miectomia Septal durante a Substituição Valvular Aórtica
Authors: Meirinhos, Sara João Velho Moreira Machado
Orientador: Coutinho, Nuno Gonçalo Costa Freitas
Correia, Pedro Filipe Marques
Keywords: Substituição Valvular Aórtica; Miectomia Septal; Estenose Aórtica; Morbi-mortalidade; Perioperatória; Aortic Valve Replacement; Septal Myectomy; Aortic Stenosis; Morbi-mortality; Perioperative
Issue Date: 28-May-2021
Serial title, monograph or event: Perioperative Morbi-mortality Analysis of Septal Myectomy during Aortic Valve Replacement
Place of publication or event: Serviço de Cirurgia Cardiotorácica
Abstract: Introduction: The treatment of aortic valve disease and, in particular, aortic valve stenosis (AS), has evolved significantly in the last decade with the development of percutaneous techniques, namely transcatheter aortic valve replacement (TAVR). Patients with severe AS usually have asymmetric septal hypertrophy (ASH), which can be treated by performing concomitant septal myectomy (CSM) during surgical aortic valve replacement (SAVR). The relevance of this project is the existence of scarce bibliography regarding this subject and the increasing number of TAVR procedures that are performed worldwide, which do not correct or deal with ASH. The aim of the study was to analyze the perioperative morbidity and mortality of patients submitted to CSM during SAVR compared to patients submitted to isolated SAVR. Methods: This was a retrospective study of observationally collected data from patients undergoing either isolated SAVR (161) and SAVR combined with septal myectomy (97) at the Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), from January 2018 to December 2019. Data were retrieved from clinical records during February 2021. Chi- square and t-student tests were used to establish associations and differences between variables, respectively, to determine causes of morbidity. The evaluation of perioperative echocardiographic data was analyzed using paired samples t-test and the comparison between groups was made by using the t-student test for independent samples. The Kaplan-Meier curves were used to analyze the mean overall survival between surgical groups. A p-value inferior to 0.05 was considered statistically significant. Results: Patients submitted to CSM during SAVR were significantly older compared to patients undergoing isolated SAVR (71.5±8.7 vs. 73.8±7.3; p=.023). The majority of patients from both groups had heart failure NYHA class II. Hypertension was the most common comorbidity. Comparing the echocardiographic data between patients’ groups, only the post-operative peak gradient was significantly higher in patients submitted to CSM (22.4±10.8 vs. 29.9±28.1; p=.028), but none of the groups showed to be superior in terms of change in echocardiographic perioperative data values. Age was found as the only variable associated with performing CSM (OR=1.037; 95% CI 1.003-1.071; p=.031). The mean cardiopulmonary bypass (p=.453) and aortic cross-clamp (p=.928) times did not differ between groups, supporting that CSM does not increase the duration of the surgery. Comparing CSM+SAVR versus isolated SAVR, postoperative complications and the duration of in-hospital stay were equivalent (p=.378). There was no difference in the survival distribution between groups (p=.161). This study agrees that CSM is a safe and effective procedure. The importance of proceeding CMS can help the decision of the Heart Team between options like SAVR or TAVR for the treatment of AS. Conclusion: Perioperative morbidity and mortality is not increased by the procedure of CSM during SAVR.
Introdução: O tratamento da doença valvular aórtica e, em particular, da estenose valvular aórtica (AS), evoluiu significativamente na última década com o desenvolvimento das técnicas percutâneas, nomeadamente a TAVR (transcatheter aortic valve replacement). Pacientes com AS grave apresentam, geralmente, hipertrofia septal assimétrica (ASH), que pode ser tratada pela realização de miectomia septal concomitante (CSM) durante a substituição valvular aórtica (SAVR). A relevância do projeto passa pela existência de uma bibliografia escassa relativa a este assunto e do aumento, quase exponencial, de realização da TAVR um pouco por todo o mundo, sendo importante enfatizar que esta técnica não corrige nem aborda a ASH. O objetivo do estudo foi analisar a morbi-mortalidade peri-operatória de pacientes submetidos a miectomia septal durante a substituição valvular aórtica em comparação a doentes submetidos a substituição valvular aórtica isolada.Métodos: Tratou-se de um estudo observacional retrospetivo, que analisou dados de doentes submetidos a SAVR isolada (161) e SAVR associada a miectomia septal (97) no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), de janeiro de 2018 a dezembro de 2019. Os dados clínicos foram colhidos a partir dos processos clínicos hospitalares durante fevereiro de 2021. Testes qui-quadrado e t-student foram usados para estabelecer associações e diferenças entre as variáveis, respetivamente, para determinar as causas de morbilidade. A avaliação dos dados ecocardiográficos perioperatórios foi realizada por meio do método paramétrico t-teste e a comparação entre os grupos foi feita pelo teste t-student para amostras independentes. As curvas de Kaplan-Meier foram utilizadas para analisar a sobrevida global média entre os grupos cirúrgicos. Um p-value inferior a 0,05 foi considerado estatisticamente significativo.Resultados: Os pacientes submetidos a CSM+SAVR mostraram ser significativamente mais velhos, quando comparados com os pacientes submetidos a SAVR isolada (71,5 ± 8,7 vs. 73,8 ± 7,3; p = 0,023). A maior parte dos pacientes de ambos os grupos apresentaram insuficiência cardíaca classe II da NYHA. A hipertensão arterial foi a comorbilidade mais comum. Comparando os dados ecocardiográficos entre os grupos de pacientes, apenas o gradiente máximo pós-operatório foi significativamente superior nos pacientes submetidos a CSM (22,4 ± 10,8 vs. 29,9 ± 28,1; p = 0,028), mas nenhum dos grupos mostrou ser superior em termos de mudança nos valores de dados ecocardiográficos perioperatórios. Apenas a idade mostrou ser uma variável associada à realização de CSM (OR = 1,037; IC95% 1,003-1,071; p = 0,031). Os tempos médios de circulação extracorpórea (p=.453) e de clampagem aórtica (p=.928) não diferiram entre grupos, o que suporta o facto de que a CSM não aumenta a duração da cirurgia. Comparando os grupos CSM+SAVR versus SAVR isolada, a frequência de complicações pós-cirúrgicas e a duração do internamento hospitalar são equivalentes entre ambos (p=.378). Não houve diferença na distribuição de sobrevivência entre os grupos (p = 0,161). O presente estudo corrobora a tese de que a CSM é um procedimento seguro e eficaz. A importância de proceder à CSM ajuda na decisão da equipa médica e cirúrgica a optar entre técnicas como a SAVR ou TAVR para o tratamento da AS.Conclusão: A morbi-mortalidade perioperatória da SAVR não é aumentada pela realização da CSM durante a SAVR.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98590
Rights: openAccess
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