Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98553
Title: Fisiopatologia da Vitamina D3 no Parto Pré-termo
Other Titles: Physiopathology of Vitamin D3 in Pre-Term Birth
Authors: Rodrigues, Bárbara Filipa Rebelo
Orientador: Areia, Ana Luísa Fialho Amaral
Pinto, Anabela Mota
Keywords: fisiopatologia da vitamina D3; parto pré-termo; gravidez; vitamin D3 pathophysiology; preterm birth; pregnancy
Issue Date: 18-Nov-2020
Serial title, monograph or event: Fisiopatologia da Vitamina D3 no Parto Pré-termo
Place of publication or event: Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra (FMUC), Portugal
Abstract: A vitamina D3, para além da sua ação no equilíbrio mineral ósseo, exibe efeitos extra-esqueléticos. A sua fisiopatologia está interligada com a sua deficiência, sendo que esta afeta cerca de 20 a 40% das grávidas a nível mundial, tendo sido proposto que poderá influenciar desfechos obstétricos e neonatais adversos. Destes, destaque para o parto pré-termo (PPT) que, perante a sua etiologia multifatorial, constitui a principal causa de morbilidade e mortalidade neonatal e, por isso, permanece uma preocupação para a comunidade científica.O objetivo deste artigo de revisão bibliográfica foi efetuar uma atualização sobre o papel da vitamina D durante a gravidez, a associação entre baixos níveis de 25-hidroxivitamina D3 (25(OH)D3) e o PPT e o consequente impacto na saúde da gestante e do recém-nascido prematuro. Adicionalmente, pretendeu-se analisar a forma como estes resultados podem contribuir para futuras orientações obstétricas. Tais factos irão ser suportados por artigos publicados nos últimos dez anos.Na gravidez existem três mecanismos de adaptação na homeostasia da vitamina D3 materna: o aumento de 1,25-dihidroxivitamina D3 (1,25(OH)2D3); a passagem da 25(OH)D3 através da placenta; e o aumento da concentração da proteína de ligação da vitamina D (DBP). Desta forma, a concentração de 25(OH)D materna na altura do parto apresenta uma estrita relação com a deficiência de vitamina D neonatal. Os estudos sugerem que a deficiência de vitamina D (<30 nmol/L) no sangue materno e a sua insuficiência (<50 nmol/L) aumentam o risco de PPT (respetivamente, OR 1,23, 95% IC 1,05-1,43 e OR 1,28, 95% IC 1,08-1,52). Por outro lado, níveis de 25(OH)D de pelo menos 100 nmol/L reduziram em 60% o risco de PPT, espontâneo e iatrogénico, e, assim, a sua suficiência poderá ser encarada como um fator protetor. Os níveis insuficientes de 25(OH)D no sangue do cordão umbilical conduzem a uma intensificação da inflamação placentária no PPT, confirmando-se a atividade anti-inflamatória e imunorreguladora da vitamina D. Os recém-nascidos prematuros são, quanto às reservas de vitamina D, um grupo vulnerável ao nascimento, devido à inadequada suplementação dos mesmos e à hipovitaminose materna, já que esta afeta negativamente o crescimento fetal. Verifica-se que a suplementação com uma dose mais elevada de vitamina D, na ordem dos 800 UI/dia, é mais eficaz e melhor tolerada neste grupo.Em conclusão, a hipovitaminose D materna é um fator de risco modificável de PPT, que tem consequências adversas na saúde dos seus descendentes. No entanto, a suplementação com vitamina D3 isolada durante a gravidez ainda não é uma intervenção preventiva com benefícios estatisticamente significativos no PPT, permanecendo ainda discutível a sua administração na rotina pré-natal. Assim, a extrapolação dos presentes resultados deve ser cautelosa e torna-se urgente consciencializar médicos e investigadores relativamente a estes tópicos, para que futuras investigações possam ser desenvolvidas neste âmbito, de forma a melhorar os cuidados pré-natais.
In addition to its action on bone mineral balance, vitamin D3 displays extra-skeletal effects. Its pathophysiology is connected to its deficiency, which affects nearly 20 to 40% of pregnant women worldwide, and it has been suggested that it may influence adverse obstetric and neonatal outcomes. Among these, is preterm birth (PTB) which, given its multifactorial aetiology, constitutes the main cause of neonatal morbidity and mortality and, thus, remains a concern for the scientific community.The purpose of this bibliographic review article was to provide an update on the role of vitamin D during pregnancy, the association between low levels of 25-hydroxyvitamin D3 (25(OH)D3) and PTB and its consequent impact on the health of pregnant women and premature newborns. Additionally, the intent was to analyse how these results can contribute to future obstetric guidance. These facts will be supported by articles published over the last ten years.In pregnancy, there are three adaptation mechanisms in maternal vitamin D3 homeostasis: the increase in 1,25-dihydroxyvitamin D3 (1,25(OH)2D3); the passage of 25(OH)D3 through the placenta; and the increase in the concentration of the vitamin D binding protein (DBP). Thus, the concentration of maternal 25(OH)D at the time of delivery is closely related to neonatal vitamin D deficiency. Studies suggest that vitamin D deficiency (<30 nmol/L) in maternal blood and its insufficiency (<50 nmol/L) increase the risk of PTB (respectively, RR 1.23, 95% CI 1.05-1.43 and RR 1.28, 95% CI 1.08-1.52). On the other hand, levels of 25(OH)D of at least 100 nmol/L reduced the risk of spontaneous and iatrogenic PTB by 60%. Therefore, its sufficiency can be perceived as a protective factor. Insufficient levels of 25(OH)D in umbilical cord blood lead to an intensification of placental inflammation during PTB, confirming the anti-inflammatory and immunoregulatory action of vitamin D. Premature newborns are, in terms of vitamin D reserves, a vulnerable group at birth due to their inadequate supplementation and to maternal hypovitaminosis, as this negatively affects foetal growth. It appears that supplementation with a higher dose of vitamin D - around 800 UI/day - is more effective and better tolerated within this group. In conclusion, maternal hypovitaminosis D is a PTB modifiable risk factor, which has adverse consequences on the health of offspring. However, supplementation with vitamin D3 alone during pregnancy is still not a preventive measure with statistically significant benefits in PTB, and its administration as part of the prenatal routine remains debatable. Therefore, extrapolation of the present results must be cautious. It is urgent to make doctors and researchers aware of these topics so that future research may be developed within this area in order to improve prenatal care.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98553
Rights: embargoedAccess
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