Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98545
Title: Ansiedade: relação com doenças cardiovasculares e fatores socioeconómicos
Other Titles: ANXIETY: RELATIONSHIP WITH CARDIOVASCULAR DISEASES AND SOCIOECONOMIC FACTORS
Authors: Duarte, Rita Maria Moniz
Orientador: Silva, Inês Rosendo Carvalho e
Keywords: Ansiedade; Doenças cardiovasculares; Fatores socioeconómicos; Risco Cardiovascular; Anxiety; Cardiovascular disease; Socioeconomic factors; Cardiovascular risk
Issue Date: 23-Mar-2021
Serial title, monograph or event: ANSIEDADE: RELAÇÃO COM DOENÇAS CARDIOVASCULARES E FATORES SOCIOECONÓMICOS
Place of publication or event: Portugal - FMUC
Abstract: Introdução: A ansiedade é um estado fisiológico, podendo ser acompanhada de manifestações evidentes, que permite ao indivíduo estar em alerta. Esta pode tornar-se patológica, se em excesso e contínua, e assim tornar-se limitadora na vida das pessoas que a experimentam. Por um lado, parece existir uma relação entre a ansiedade e fatores socioeconómicos, cuja causalidade ainda não está totalmente estabelecida. Por outro lado, ainda não é completamente clara a relação existente entre ansiedade e doenças cardiovasculares ou fatores de risco cardiovasculares. Objetivo: Estudar, num grupo de doentes selecionados, a relação existente entre sintomas de ansiedade e fatores de risco cardiovasculares e a doença cardiovascular e de que forma estes se influenciam. O segundo objetivo é relacionar a ansiedade com os fatores socioeconómicos como sexo, religião, rendimentos, nível de escolaridade, situação face ao emprego. Métodos: Estudo observacional transversal, com uma amostra de 179 questionários feitos através de contacto telefónico ou via e-mail, a pacientes previamente selecionados pelo seu médico assistente, de diversas unidades de cuidados primários, tendo sido feita a recolha dos dados entre maio de 2020 e janeiro de 2021, após explicação ao participante do objetivo e âmbito do estudo e após recolher o consentimento para a sua participação. Foi aplicada a escala da Ansiedade (HADS-A) e, na análise dos dados, procedeu-se primeiramente a análise descritiva e, posteriormente, a análise inferencial com recurso a testes não paramétricos como teste U de Mann-Whitney e o teste Kruskal-Wallis.Resultados: Amostra de 179 participantes, 53.1% do sexo feminino, idade média de 51.1±22.02 anos, 50.8% casados ou a viver em união de facto e a maioria com ensino secundário ou universitário (55.1%) e a trabalhar a tempo inteiro (35.8%). Percebeu-se que não existe diferença estatisticamente significativa no nível de ansiedade entre as pessoas que têm e as que não têm doença cardiovascular (p=0.59) nem entre as pessoas com e sem fatores de risco cardiovasculares (p=0.37). Relativamente aos fatores socioeconómicos, percebeu-se significativamente maior nível de ansiedade (p=0.015) no sexo masculino. Discussão e Conclusão: No estudo efetuado, concluiu-se que, provavelmente, haverão outros fatores que se relacionam mais com a ansiedade do que as doenças cardiovasculares e os fatores de risco cardiovasculares, uma vez que não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Estes resultados podem dever-se a estratégias de coping, já utilizadas e incorporadas pelos participantes, para reduzir os níveis da sua ansiedade. Relativamente aos fatores socioeconómicos, não se encontraram diferenças significativas no nível de ansiedade dos participantes exceto no sexo, podendo não ser influenciadores da ansiedade ou terem sido influenciados pelo tamanho da amostra. Consideraram-se limitações deste estudo também a forma como foram aplicados os questionários, ser uma amostra de conveniência e a recolha das doenças cardiovasculares e fatores de risco socioeconómicos ser de autorreporte.
Background: Anxiety is a physiological state, which can be accompanied by evident manifestations, that allows the individual to be alert. This can become pathological if excessive and continuous and thus become limiting in the lives of the people who experience it. On one hand, there seems to be a connection between anxiety and socioeconomic factors, the cause of which has not yet been totally established. On the other hand, the connection between anxiety and cardiovascular diseases or cardiovascular risk factors is still not completely clear.Objective: Studying, in a group of selected patients, the connection between anxiety symptoms and cardiovascular risk factors and cardiovascular disease and how they influence each other. The second objective is to relate anxiety with socioeconomic factors such as gender, marital status, religion, income, education level, employment status.Methods: Transversal observational study, with a sample of 179 questionnaires made through cell phone contact or via email, to patients previously selected by their attending physician, from several primary care units, with data collection between May 2020 and January 2021, after explaining the objective and the purpose of the study to the participant and after obtaining consent for their participation. The Anxiety scale (HADS-A) was applied and in the data analysis, the descriptive analysis was carried out first and, followed by an inferential analysis using non-parametric tests such as the Mann-Whitney U test and the Kruskal-Wallis test.Results: Sample of 179 participants, 53.1% female, average age 51.1 ± 22.02 years old, 50.8% married or married in fact and the majority with high school or university education (55.1%) and working full time (35.8%). It was noticed that there is no statistically significant difference in the level of anxiety between people who have and who do not have cardiovascular disease (p = 0.59) neither in people with and without cardiovascular risk factors (p = 0.37). Regarding socioeconomic factors, it was noticed that there was a significantly higher level of anxiety in males.Discussion and Conclusion: In the study carried out, it was concluded that it is probable that there are other factors that are more related to anxiety than cardiovascular diseases and cardiovascular risk factors, since there was no statistically significant difference between the groups. These results may be due to coping strategies, already used and incorporated by the participants, to reduce their anxiety levels. Regarding socioeconomic factors, there were also no significant differences in the participants' anxiety level except in the gender, meaning that they may not be influencers of anxiety or may have been influenced by the size of the sample. The way the questionnaires were applied and a convenience sample were also considered limitations of this study and the collection of cardiovascular diseases and risk factors being self-reporting.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98545
Rights: openAccess
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