Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98534
Title: Gravidez Pós-Cirurgia Bariátrica: Resultados Maternos e Fetais
Other Titles: Pregnancy After Bariatric Surgery: Maternal and Fetal Outcomes
Authors: Carvalho, Maria João Travassos
Orientador: Barros, José Joaquim Sousa
Silva, Maria Isabel dos Santos da
Keywords: Gravidez; Cirurgia Bariátrica; Obesidade; Resultados Maternos; Resultados Fetais; Pregnancy; Bariatric Surgery; Obesity; Maternal Outcomes; Fetal Outcomes
Issue Date: 22-Mar-2021
Serial title, monograph or event: Gravidez Pós-Cirurgia Bariátrica: Resultados Maternos e Fetais
Place of publication or event: Coimbra, Portugal
Abstract: A obesidade é uma patologia extremamente prevalente na atual sociedade, surgindo, cada vez mais, mulheres em idade reprodutiva com excesso de peso e obesidade, que muitas vezes condiciona recurso a terapêutica cirúrgica, nomeadamente a cirurgia bariátrica. Consequentemente, verifica-se um número crescente de gravidezes que ocorrem num contexto pós-cirurgia bariátrica. Neste artigo de revisão, pretendeu-se esclarecer os resultados maternos e fetais associados a uma gravidez nesse contexto, assim como entender de que modo são influenciados pelo tipo de cirurgia bariátrica realizada e pelo intervalo de tempo decorrido entre cirurgia e gravidez.Efetuou-se uma pesquisa na base de dados informática PubMed, tendo sido selecionados artigos originais e de revisão relevantes publicados na língua inglesa e francesa entre fevereiro de 2010 e agosto de 2020, e nas bases de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), Direção-Geral da Saúde (DGS) e Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal (SPOMMF), tendo sido incluídas fact sheets, normas, orientações, circulares normativas e recomendações destas mesmas entidades.Numa gravidez pós-cirurgia bariátrica, em comparação com as gestações ocorridas em mulheres com Índice de Massa Corporal (IMC) idêntico ao IMC prévio à cirurgia bariátrica, existe um risco diminuído de diabetes gestacional, distúrbios hipertensivos gestacionais, parto pós-termo, recém-nascidos grandes para a idade gestacional (GIG) e macrossómicos, indução e instrumentação do parto, analgesia epidural e complicações do parto. Por outro lado, existe um risco aumentado de recém-nascidos leves para a idade gestacional (LIG). Existe, ainda, um risco semelhante de malformações congénitas, internamento em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) Neonatal e um Índice de Apgar semelhante. Existem resultados inconclusivos em relação ao aumento ponderal gestacional e à mortalidade perinatal e neonatal, ao risco de abortamento precoce, parto pré-termo (PPT), recém-nascidos com baixo peso e parto por cesariana.Quando comparada com uma cirurgia do tipo restritivo, uma cirurgia malabsortiva está associada a um risco aumentado de malformações congénitas e recém-nascidos com baixo peso, a um risco diminuído de recém-nascidos GIG, a um risco semelhante de patologia hipertensiva gestacional, abortamento precoce, parto por cesariana e a uma mortalidade neonatal comparável. Por fim, existem resultados incoerentes relativamente ao risco de diabetes gestacional, PPT, recém-nascidos LIG e ao aumento ponderal gestacional.Quando realizada uma comparação com uma gravidez ocorrida após os 12-24 meses pós-cirurgia bariátrica, uma gravidez ocorrida antes desse período está associada a um risco semelhante de diabetes gestacional, patologia hipertensiva gestacional, recém-nascidos GIG, parto por cesariana e a um Índice de Apgar equiparável. Encontra-se, igualmente, relacionada com um risco de parto instrumentado diminuído. No entanto, os resultados não foram conclusivos no que diz respeito ao aumento ponderal gestacional e ao risco de PPT, recém-nascidos LIG e internamento em UCI Neonatal.Uma cirurgia bariátrica compreende resultados maternos e fetais positivos numa gestação subsequente, o que a torna um procedimento válido e seguro em mulheres com intenção de engravidar futuramente. Pelos benefícios demonstrados relativamente a uma cirurgia do tipo misto ou malabsortivo, o procedimento de escolha será uma cirurgia restritiva, sendo recomendado um intervalo de tempo entre cirurgia e gravidez superior a 12-18 meses, eventualmente 24 meses, de modo a ultrapassar o período de perda ponderal ativa pós-cirurgia.
Obesity is an extremely prevalent pathology in today's society, with many women of reproductive age being overweight and obese, who often make use of surgical therapy, namely bariatric surgery. Consequently, there is an increasing number of pregnancies that occur in a post-bariatric surgery context. In this review article, it was intended to clarify the maternal and fetal outcomes associated with pregnancy in this context, as well as to understand how they are influenced by the type of bariatric surgery performed and by the time elapsed between surgery and pregnancy.Research was done in the PubMed database and selected the most relevant original and review articles published in English and French between February 2010 and August 2020, and in the World Health Organization (WHO), Direção-Geral da Saúde (DGS) and Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal (SPOMMF) databases, including fact sheets, rules, guidelines, normative circulars and recommendations from these same entities.In a post-bariatric surgery pregnancy, compared to pregnancies in women with a Body Mass Index (BMI) identical to the BMI prior to bariatric surgery, there is a decreased risk of gestational diabetes, gestational hypertensive disorders, post-term delivery, large for gestational age (LGA) and macrosomal newborns, labor induction and instrumentation, epidural analgesia and delivery complications. On the other hand, there is an increased risk of small for gestational age (SGA) newborns. There is also a similar risk of congenital malformations, admission to the Neonatal Intensive Care Unit (NICU) and a similar Apgar score. There are inconclusive results regarding gestational weight gain and perinatal and neonatal mortality, the risk of early abortion, preterm birth, low birth weight newborns and caesarean delivery.When compared to a restrictive surgery, a malabsorptive surgery is associated with an increased risk of congenital malformations and low birth weight newborns, a decreased risk of LGA newborns, a similar risk of gestational hypertensive disorders, early abortion, caesarean section and comparable neonatal mortality. Finally, there are inconsistent results regarding the risk of gestational diabetes, preterm birth, SGAnewborns and gestational weight gain.When compared to a pregnancy that occurred 12-24 months after bariatric surgery, a pregnancy before that period is associated with a similar risk of gestational diabetes, gestational hypertensive disorders, LGA newborns, caesarean delivery and a comparable Apgar score. It is also related to a reduced risk of instrumented delivery. However, the results were not conclusive regarding the gestational weight gain and the risk of preterm birth, SGA newborns and admission to the NICU.A bariatric surgery comprises positive maternal and fetal outcomes in a subsequent pregnancy, which makes it a valid and safe procedure for women intending to become pregnant in the future. For the benefits demonstrated in relation to a mixed or malabsorptive type of surgery, the procedure of choice is a restrictive surgery, with a recommended time interval between surgery and pregnancy of more than 12-18 months, possibly 24 months, in order to surpass the period of active weight loss after surgery.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98534
Rights: openAccess
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