Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98529
Title: Excesso de Peso e Obesidade: sua Relação com Doenças Crónicas em Doentes Seguidos nos Cuidados de Saúde Primários
Other Titles: Overweight/obesity: it’s relation with and other chronic diseases in primary health care
Authors: Silva, Maria João do Nascimento e
Orientador: Ferreira, António Miguel da Cruz
Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: Excesso de Peso; Obesidade; Doenças Crónicas; Cuidados De Saúde Primários; Overweight; Obesity; Chronic Diseases; Primary Health Care
Issue Date: 16-Mar-2021
Serial title, monograph or event: Excesso de Peso e Obesidade: sua Relação com Doenças Crónicas em Doentes Seguidos nos Cuidados de Saúde Primários
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Introdução: O excesso de peso e obesidade afeta 53.6% da população portuguesa e a tendência é crescente [1]. O excesso de gordura corporal associa-se a um risco aumentado de desenvolvimento de insulinorresistência, patologia cardiovascular, problemas psicológicos e oncológicos [2], tendo impacto negativo na saúde e custos económicos progressivamente mais elevados à medida que a doença se instala e agrava [5]. Torna-se premente avaliar a forma como esta complexa doença se comporta, para que os serviços de saúde possam assegurar uma intervenção adequada e padronizada no seu correto diagnóstico, mas também uma monitorização clínica e tratamento adaptado às necessidades de cada região. Métodos: Com o objetivo de avaliar a prevalência de excesso de peso/obesidade e analisar a relação destes com diversas patologias associadas entre as diferentes regiões de Portugal Continental, entre os anos de 2015 a 2019, procedeu-se à análise descritiva de dados obtidos online na plataforma BI-CSP, dos indicadores 202, 203, 204, 205, 206, 210, 211, 213, 214, 217, 224 e 234 para o total nacional, para as diferentes regiões de saúde e para uma amostra aleatória representativa de ACeS. Calcularam-se razões entre indicadores relativos às comorbidades e indicadores de peso e respetivas dinâmicas de crescimento. Resultados: A ARS Norte é aquela que apresenta a maior proporção de utentes com excesso de peso e obesidade, 36.7%, contrastando com a ARS do Algarve que apresenta os melhores resultados, 18.3%. A ARS Alentejo detém a maior fração de utentes com DM, HTA, DCI, EAM e AIT. Constatou-se que o crescimento do excesso de peso e obesidade, com uma dinâmica de crescimento de +2.12 e +0.73 entre 2015 e 2019 no total nacional, respetivamente, não se fez acompanhar de dinâmicas de crescimento positivas para as razões calculadas entre indicadores de doenças associadas e os indicadores relativos ao peso. Discussão: Existe uma discrepância entre os valores dos indicadores do peso registados nos CSP e os valores nacionais. Verificam-se diferenças na proporção de utentes com excesso de peso ou obesidade entre ARS’s. O crescimento da proporção de utentes com excesso de peso ou obesidade não levou a um crescimento equivalente na proporção de utentes com patologias para as quais existe risco acrescido, o que se pode justificar pela complexidade da doença e presença de fatores limitantes não estudados, como a idade da população, grau de escolaridade, hábitos alimentares e prática de exercício físico.Conclusão: A presença de um IMC aumentado não se associa com rigor a comorbilidades graves. Devem ser avaliados os fatores explicativos de diferenças entre regiões para colmatar desigualdade socioambientais. Apostar na prevenção primária e aplicar uma intervenção sistematizada transversal aos cuidados de saúde que permita uma avaliação regular do estado nutricional do utente com recurso aos parâmetros antropométricos fiáveis para um correto diagnóstico, reencaminhamento e intervenção precoce.
Background: Overweight and obesity affect 53.6% of the Portuguese population and it is growing [1]. Body fat excess increases the risk of developing insulin resistance, cardiovascular, psychological and cancer problems [2], having a negative impact on health and higher costs as the disease sets and worsens [5]. It is urgent to evaluate how this complex disease behaves, so that health services can guarantee an adequate and standardized intervention, correct diagnosis, but also a clinical monitoring and treatment adapted to the needs of each region.Methods: To assess the prevalence of overweight/obesity and analyze their relationship with the various associated pathologies in the different areas of Portugal, between the years 2015 to 2019, it was made descriptive analysis of data obtained online on the BI-CSP platform, indicators 202, 203, 204, 205, 206, 210, 211, 213, 214, 217, 224 and 234 for the national total, for the different Health Regions and for a representative random sample of Health Care Centers. Quotients between indicators and growth dynamics were calculated.Results: The North Health Region is the one with the highest proportion of overweight and obesity, with 36.7%, in contrast to Algarve Health Region, the region with the best results, 18.3%. The Alentejo Health Region has the largest fraction of users with non-insulin-dependent diabetes, arterial hypertension, coronary artery disease, myocardial infarction and transient ischemic stroke. It was also found that the overweight and obesity growth, with a growth dynamic of +2.12 and +0.73 between 2015 and 2019 in the total national, respectively, did not reflect a positive growth dynamic of the quotients calculated between indicators.Discussion: There is a discrepancy between weight values for Health Regions and between the Primary Health Care users and the national values. The increase in overweight or obesity proportions did not lead to an equivalent increase in the higher risk pathologies proportion, which can be justified by the complexity of the disease and the presence of limiting factors not studied, such as age population, educational level, eating habits and physical exercise.Conclusion: The presence of an increased body mass index is not strictly associated with serious health problems. There must be found an explanation for differences between regions to improve equality. Invest in primary prevention and apply a systematic intervention across health care units that allows a regular assessment of the patient's nutritional status using reliable anthropometric parameters for early diagnosis, referencing and intervention.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98529
Rights: openAccess
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