Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98513
Title: Impact of COVID-19 in liver transplantation recipients
Other Titles: Impacto da COVID-19 em recetores de transplante hepático
Authors: Carmo, André Luís Silva do
Orientador: Marques, Cristiana de Campos
Cortes, Dulce Helena Saramago Diogo
Keywords: Transplantação hepática; Recetores; COVID-19; Liver transplantation; Recipients; COVID-19
Issue Date: 31-May-2021
Serial title, monograph or event: Impact of COVID-19 in liver transplantation recipients
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introduction: Since the beginning of the coronavirus infectious disease (COVID-19) pandemic and the fact that liver transplantation (LT) recipients are an immunosuppressed population, a discussion was started if this population was at larger risk of contracting the disease. Many risk factors for disease severity and mortality were proposed however, there is still controversy for this theme and also for the management of the baseline immunosuppression (IS) regimen and target therapy for COVID-19.Objectives: The present work intends to analyze a set of clinical cases and series to conclude on demographic risk factors, baseline regimen and management of the IS, specific therapy for COVID-19 and outcome of these patients.Materials and Methods: A research in MEDLINE and PubMed databases was conducted. A total of 127 articles were identified and 55 included for the final quantitative analysis. The exclusion criteria were: (1) data impossible to differentiate; (2) epidemiological studies; (3) pharmacological studies; (4) surveys; and (5) data unrelated to LT. Statistical analysis was conducted using the chi-square test, spearman rho correlation and logistic regression. Descriptive analyses were presented in number, percentage or mean, standard deviation and range.Results: A total of 111 single cases were analyzed (95 adults and 16 pediatric). Regarding the adult population, 66 (69.47%) were male and the mean age was 58,73 years. The most common comorbidities were obesity/overweight (35.79%), arterial hypertension (33.68%) and diabetes (27.37%). The most used immunosuppressant was tacrolimus (TAC; 74.74%) and mycophenolate mofetil (45.26%). Forty-one patients (43.16%) presented complications during treatment and 12 (12.63%) required invasive ventilation. The mortality rate in the adult population was 20%. Regarding the pediatric population, seven (43.75%) were male and the mean age was 1.28 years. The most used immunosuppressant was TAC (93.75%). Only four patients (25%) presented complications and three (18.75%) required invasive ventilation. Overall mortality for the pediatric population was 18.75%.Discussion: Justifications were presented, based on the literature, for the main statistically significant associations. Whenever possible, comparisons were made with other works similar to the one carried out. Special emphasis was given to comorbidities and immunosuppression.Conclusion: Older age, diabetes, higher white blood cells and support ventilation were associated with worse outcome. Lymphopenia and higher C-reactive protein levels were associated with a severe course of the disease. MMF as a baseline immunosuppression regimen was associated with shock during hospital stay. Overall, the mortality rate was superior in LT recipients than in the general population.
Introdução: Dado o início da pandemia da COVID-19 e ao facto de os recetores de transplantação hepática serem uma população imunodeprimida, iniciou-se discussão se esta se tratava, ou não, de uma população de risco. Foram propostos vários fatores de risco para gravidade de doença e mortalidade, no entanto ainda existe controvérsia não só quanto a este tema, como também relativamente ao manuseamento da imunossupressão de manutenção e terapia específica para a COVID-19. Objetivos: O presente trabalho pretende analisar um conjunto de casos clínicos e séries clínicas de forma a tirar conclusões sobre fatores demográficos de risco, imunossupressão de base e manuseamento da mesma, terapia específica para a COVID-19 e resultado destes doentes.Materiais e Métodos: Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados MEDLINE e PubMed. Um total de 127 artigos foram identificados e 55 incluídos na análise quantitativa final. Os critérios de exclusão foram: (1) informação impossível de diferenciar; (2) estudos epidemiológicos; (3) estudos farmacológicos; (4) questionários; e (5) informação não relacionada com transplantação hepática. Utilizou-se os testes chi-quadrado, correlação de spearman e regressão logística para a análise estatística. As análises descritivas são apresentadas com número e percentagem, juntamente com média e intervalo de alcance.Resultados: Cento e onze casos clínicos foram analisados (95 adultos e 16 pediátricos). No que diz respeito à população adulta, 66 (69.47%) eram do sexo masculino e a média da idade foi de 58.73 anos. A comorbilidade mais comum foi obesidade/excesso de peso (35.79%), hipertensão arterial (33.68%) e diabetes (27.37%). Os imunossupressores mais utilizados foram o tacrolimus (TAC; 74.74%) e o micofenolato mofetil (45.26%). Quarenta e um doentes (43.16%) apresentaram complicações durante o tratamento e 12 (12.63%) necessitaram de ventilação invasiva. A taxa de mortalidade referente à população adulta foi de 20%. Quanto à população pediátrica, sete (43.75%) eram do sexo masculino e a idade média foi de 1.28 anos. O imunossupressor mais utilizado foi o TAC (93.75%). Apenas quatro doentes (25%) apresentaram complicações e três (18.75%) precisaram de ventilação invasiva. A mortalidade da população pediátrica foi de 18.75%.Discussão: Foram apresentadas justificações, baseadas na literatura, para as principais associações estatisticamente significativas. Sempre que possível foram estabelecidas comparações com outros trabalhos semelhantes ao efetuado. Foi dado especial ênfase às comorbilidades e à imunossupressão.Conclusão: Idade avançada, diabéticos, presença de neutrofilia e o uso de ventilação foram associados a pior prognóstico. Elevados níveis de proteína C reativa e de linfopenia foram associados a severidade da doença. O uso de MMF como imunossupressão de base foi associado a choque durante o internamento. A mortalidade dos recetores de transplante hepático infetados com COVID-19 foi superior à mortalidade da população em geral.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98513
Rights: openAccess
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