Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98488
Title: Fisiopatologia da Polipose Nasal
Other Titles: Pathophisiology of nasal polyposis
Authors: Gonçalves, Ana Matos Torgo
Orientador: Pereira, António Celso Dias Pais
Loureiro, Graça Maria Seabra David
Keywords: Polipose nasal; Rinossinusite crónica; Fisiopatologia nasal; Citocinas; Eosinófilo; Nasal polyposis; Chronic rhinosinusitis; Nasal pathophysiology; Cytokines; Eosinophil
Issue Date: 26-Mar-2021
Serial title, monograph or event: Fisiopatologia da Polipose Nasal
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: A polipose nasal é uma doença inflamatória crónica, caracterizada pelo desenvolvimento de múltiplos pólipos benignos na mucosa nasossinusal, sendo que estes localizam-se, preferencialmente, no meato médio ou ao longo de toda a cavidade nasal. Estes apresentam uma alta prevalência e são responsáveis pelo acréscimo de gravidade clínica em patologia nasal pré-existente e pela sua marcada incapacidade funcional. Os mecanismos fisiopatológicos não estão completamente esclarecidos, mas existem múltiplas vias inflamatórias que explicam o desenvolvimento da polipose nasal, a sua persistência e recidiva.Objetivo: Pretende-se elaborar uma revisão da literatura médica, atualizada, relativamente à fisiopatologia da polipose nasal. Assim, pretende-se elencar os diferentes mecanismos fisiopatológicos, células e mediadores envolvidos; disbiose nasossinusal; distintos fenótipos e endótipos presentes face à coexistência de processos patológicos com expressão clínica nas vias aéreas; enquadramento e procedimentos diagnósticos, incluindo biomarcadores; o enquadramento terapêutico e as novas perspetivas com tratamentos biológicos dirigidos a células e mediadores fulcrais nesta patologia.Métodos: Foi efetuada uma pesquisa bibliográfica, com recurso à base de dados PubMed (NCBI), tendo sido selecionados, de acordo com os aspetos consignados anteriormente, os artigos existentes entre os anos de 2010 e 2020.Resultados: A polipose nasal pode apresentar-se excecionalmente de forma isolada ou, mais frequentemente, associar-se a patologias como a rinossinusite crónica, alergia, asma, hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico, fibrose quística, bem como a outras doenças sistémicas. Os pólipos podem dividir-se em pólipos eosinofílicos e não- eosinofílicos, apresentando padrões de resposta inflamatória distintos. Relativamente aos mecanismos patogénicos da polipose nasal eosinofílica, a maioria dos estudos sustentam um mecanismo de inflamação do tipo 2 com preponderância de interleucinas 4, 5 e 13, provenientes das células linfóides inatas, linfócitos T helper-2 e mastócitos. Admite-se que a disbiose e a interrelação infeciosa recorrente possa permitir uma inflamação complexa dependente de intervenção de células e mediadores que sobrepõem distintos mecanismos de sinalização. Neste sentido, vários estudos sugerem alterações da imunidade inata, alterações da imunidade adaptativa, colonização de microrganismos e remodelação de tecidos considerados fundamentais para o desenvolvimento da polipose nasal. Um subgrupo de doentes pode ainda coexistir com doença respiratória exacerbada pela aspirina. A sua patogénese centra-se na desregulação do metabolismo do ácido araquidónico, que conduz a uma amplificação da inflamação do tipo 2 nas mucosas, determinando um aumento da produção de leucotrienos cisteínicos e uma diminuição da prostaglandina E2. Este subgrupo caracteriza-se por polipose nasal com uma maior gravidade e com taxas de recorrência. O diagnóstico pela história clínica, rinoscopia anterior e endoscopia nasal, pode não ser suficiente para uma perspetiva mais precisa da clínica e do comportamento da doença. Neste sentido, estudos anatomopatológicos de biópsias, lavados e escovados nasais ou culturas microbiológicas são procedimentos adicionais que permitem ganhos de eficiência no estudo do mecanismo presente em cada doente.Conclusão: Com o avanço científico dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos será possível desenvolver novas estratégicas terapêuticas dirigidas e uma administração mais racional da terapêutica.
Introduction: Nasal polyposis is a chronic inflammatory disease characterized by the development of multiple benign polyps in the sinonasal mucosa, but are located preferably in the middle meatus or along the entire nasal cavity. They present a high prevalence and are responsible for increased clinical severity in pre-existing nasal pathology and marked functional disability. The pathophysiological mechanisms are not fully understood, but there are multiple inflammatory pathways that explain the development of nasal polyps, their persistence and recurrence.Objective: It is intended to produce an updated review of the medical literature regarding the pathophysiology of nasal polyps. The aim is to list the different pathophysiological mechanisms, cells and mediators involved; sinonasal dysbiosis; the different phenotypes and endotypes present in relation to the coexistence of pathological processes with clinical expression in the airways; diagnostic framing and procedures, including biomarkers; the therapeutic framing and the new perspectives with biological treatments directed at cells and key mediators in this pathology.Methods: A bibliographic search was conducted on the PubMed (NCBI) database, and articles were selected between 2010 and 2020 according to the aspects previously stated.Results: Nasal polyposis may exceptionally present itself or, more often, be associated with pathologies such as chronic rhinosinusitis, allergy, asthma, hypersensitivity to acetylsalicylic acid, cystic fibrosis and other systemic diseases. Polyps can be divided into eosinophilic and non-eosinophilic polyps, showing distinct inflammatory response patterns. Regarding the pathogenic mechanisms of eosinophilic nasal polyps, most studies support a type 2 inflammation mechanism with a preponderance of interleukins 4, 5 and 13 from innate lymphoid cells, T helper-2 lymphocytes and mast cells. It is accepted that dysbiosis and recurrent infectious interrelation may allow complex inflammation dependent on the intervention of cells and mediators overlapping different signaling mechanisms. Several studies suggest changes in innate immunity, changes in adaptive immunity, colonization of microorganisms and tissue remodeling as fundamental to the development of nasal polyposis. A subgroup of patients may coexist with respiratory disease exacerbated by aspirin. Their pathogenesis focuses on deregulation of arachidonic acid metabolism, which leads to an amplification of type 2 inflammation in the mucosa, leading to increased production of cysteine leukotrienes and a decrease in prostaglandin E2. This subgroup is characterized by more severe nasal polyps and recurrence rates. Diagnosis by clinical history, anterior rhinoscopy and nasal endoscopy may not be sufficient for a more accurate picture of the clinic and the behaviour of the disease. Anatomopathological studies of biopsies, nasal lavage and brushing or microbiological cultures are additional procedures that allow efficiency gains in the study of the mechanism present in each patient.Conclusion: With the advance in knowledge of the pathophysiological mechanisms involved, it will be possible to develop new targeted therapeutic strategies and a more rational administration of the therapy.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98488
Rights: openAccess
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