Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98486
Title: Influência da Família na Depressão Perinatal
Other Titles: Family Influence on Perinatal Depression
Authors: Saraiva, Ana David Meirinho Gomes
Orientador: Silva, Inês Rosendo Carvalho e
Keywords: Ansiedade; Depressão; Gravidez; Família; Stress; Anxiety; Depression; Pregnancy; Family; Stress
Issue Date: 7-Jun-2021
Serial title, monograph or event: Influência da Família na Depressão Perinatal
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Introduction: The perinatal period is of big changes and adaptations for pregnant woman, making them more susceptible to depression. Perinatal depression can have huge negative consequences for the pregnant woman, child, family and society. Thus, the objective of this work is to understand the family influence in the appearance of this pathology. Methods: This is a cross-sectional observational study of a sample of pregnant women, among 4 different primary health care units from the center region included for convenience, who answered an online questionnaire with sociodemographic questions, pathological and physiological background and 4 scales: Perinatal Anxiety Screening Scale (ERAP), Anxiety, Depression and Stress Scale (EADS-21), Family Flexibility and Cohesion Rating Scale IV (FACES IV) and Social Support Satisfaction Scale (ESSS). The participants’ family doctors also answered an online questionnaire on medical aspects. A descriptive analysis was carried out and then an inferential statistical analysis between the levels of depression, stress and anxiety and different variables.Results: The sample includes 41 pregnant women who agreed to participate in the study. It was found that only the family variables related to “Satisfaction with the family” (p=0,024) and “Intimacy” (p=0,006) seem to have significant relationship with the levels of perinatal depression. As possible confounding variables influencing these levels, we have the fact that pregnancy is planned (p=0,049), “Satisfaction with friends” (p=0,001) and “Social activities” (p≤0,001). The levels of anxiety and stress showed a statistically significant relationship with “Satisfaction with the family” (p=0,015; p=0,005), “Intimacy” (p= 0,025; p=0,001) and “Chaotic” (p=0,025; p=0,016).Discussion and Conclusion: Despite the small sample, it was proven that high levels of satisfaction with family and intimacy are protective factors for the development of perinatal depression. These family-related risk factors can be easily addressed in the context of family’s doctor appointments and help to detect pregnant women at risk of perinatal depression. Deepening this knowledge will make it possible to prevent and intervene earlier in these cases and, consequently, reduce the harmful effects of this pathology.
Introdução: O período perinatal é de grandes mudanças e adaptações para a grávida, tornando-a mais suscetível à depressão. A depressão perinatal pode ter consequências muito negativas para a própria grávida, criança, família e para a sociedade. Assim, o objetivo deste trabalho é perceber a influência da família no aparecimento desta patologia. Métodos: Este é um estudo observacional transversal de uma amostra de grávidas, entre quatro USF/UCSP da ARS Centro incluídas por conveniência, que responderam a um questionário online com perguntas sociodemográficas, antecedentes patológicos e fisiológicos e a quatro escalas: Escala de Rastreio de Ansiedade Perinatal (ERAP), a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21), Escala de Avaliação da Flexibilidade e Coesão Familiar IV (FACES IV) e a Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS). Também os médicos de família das participantes responderam a um questionário online sobre aspetos clínicos. Foi efetuada uma análise descritiva, seguida de uma análise estatística inferencial entre os níveis da depressão, stress e ansiedade e as diferentes variáveis.Resultados: A amostra incluiu 41 grávidas que aceitaram participar no estudo. Verificou-se que apenas as variáveis da família relativas à “Satisfação com a família” (p=0,024) e “Intimidade” (p=0,006) parecem ter relação significativa com os níveis de depressão perinatal. Como possíveis variáveis de confundimento influenciadoras destes níveis, temos o facto de a gravidez ser planeada (p=0,049), a “Satisfação com os amigos” (p=0,001) e as “Atividades sociais” (p≤0,001). Os níveis de ansiedade e stress demonstraram ter relação estatisticamente significativa com a “Satisfação com a família” (p=0,015; p=0,005), “Intimidade” (p=0,025; p=0,001) e a subescala “Caótica” (p=0,025; p=0,016). Discussão e Conclusão: Apesar da reduzida dimensão da amostra, comprovou-se que elevados níveis de satisfação com a família e de intimidade são fatores protetores para o desenvolvimento de depressão perinatal. Estes fatores de risco relativos à família podem ser facilmente abordados em contexto de consulta de medicina geral e familiar, e ajudar a detetar grávidas em risco de depressão perinatal. Aprofundar este conhecimento permitirá prevenir e intervir mais precocemente nestes casos e, consequentemente, diminuir os efeitos nefastos desta patologia.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98486
Rights: openAccess
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