Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98482
Title: Estratégias de Coping e Ansiedade e Tendência Depressiva nos Estudantes de Medicina
Other Titles: Coping Strategies and Anxiety and Depressive Tendency in Medical Students
Authors: Pinto, Joana Catarina Afonso
Orientador: Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: medicina; estudantes; intervenção; distress; coping; medicine; students; intervention; distress; coping
Issue Date: 18-Mar-2021
Serial title, monograph or event: Estratégias de Coping e Ansiedade e Tendência Depressiva nos Estudantes de Medicina
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: Atualmente, a depressão e a ansiedade são patologias muito frequentes e os estudantes de medicina são especialmente vulneráveis, por se encontrarem expostos a um grande número de fatores stressores, o que pode ter importantes implicações futuras na sua vida e nas suas carreias profissionais. O coping ajuda na adaptação individual, quando se está em stress ou em momentos stressantes. Estudou-se então a perceção do impacto das táticas de coping na ansiedade e tendência depressiva em estudantes de medicina, em diferentes estádios da sua formação, e também o impacto de uma intervenção auto-motivadora nos comportamentos de coping.Materiais e Métodos: Estudo analítico de coorte prospetiva em dois pontos no tempo, com controlo no primeiro tempo, numa amostra quasi-aleatória, representativa da população de estudantes dos 3º e 5º anos, do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), no ano letivo 2020/2021. Foi aplicado um questionário constituído por um inquérito epidemiológico, o Patient Health Questionnaire–4 (PHQ-4) e o BRIEF-COPE. Entre as duas aplicações foi feita uma intervenção informativa e motivacional aos alunos de 3º ano.Resultados: Numa amostra de 101 alunos do 3º ano em setembro e 112 em novembro, verificaram-se diferenças significativas entre o primeiro e o segundo tempo quanto à satisfação com a vida pessoal (p=0,013) e ao distress pelo PHQ-4 (p<0,001), tendo estes sido piores no segundo tempo, e também na componente “Expressão de sentimentos” (p=0,004) do BRIEF-COPE, sendo esta melhor no segundo tempo. No segundo tempo de aplicação verificou-se uma correlação fraca positiva significativa, entre o nível de distress e os itens do BRIEF-COPE, para as estratégias “Utilizar suporte emocional”, “Reinterpretação positiva”, “Aceitação”, “Autodistração” e “Uso de substâncias” e uma correlação fraca negativa significativa nos itens “Planear”, “Auto-culpabilização”, “Desinvestimento comportamental” e “Humor”. Entre os alunos do 3º e 5º ano houve diferenças no local de residência durante o período de aulas (p<0,001), meio de subsistência (p=0,009) e no item “Autodistração” do BRIEF-COPE (p=0,032), sendo mais utilizada pelos alunos do 5º ano, em setembro. Discussão: De entre todas as estratégias de coping, a intervenção realizada resultou num aumento da “expressão de sentimentos” e “planear” e diminuição do “uso de substâncias”, não estando, porém, associada à diminuição do distress nos alunos de 3º ano. Os presentes resultados podem ser reflexo de circunstâncias contextuais educacionais, sociofamiliares e pandémicas numa área que se admite volúvel e que tem resultados díspares na bibliografia. A falta de adesão à resposta na segunda fase de inquérito, pelos alunos do 5º ano, inviabilizou a análise quer de progresso quer comparativa.Conclusão: Após a intervenção, os alunos do 3º ano aumentaram o recurso a estratégias de coping, especificamente “expressão de sentimentos” (p=0,004) e “planear” (p=0,045) e diminuíram o “uso de substâncias” (p=0,020). Não se verificaram alterações nas restantes categorias de coping estudadas. Verificou-se aumento do distress entre os dois tempos estudados (p<0,001), tendo a proporção de alunos do 3º ano com distress severo passado de 6,9%, em setembro, para 31,3%, em novembro. Não se verificaram diferenças significativas no distress entre o 3º e o 5º ano. Os alunos do 3º ano utilizavam menos a estratégia de “autodistração” do que os alunos de 5º ano (p=0,032). Encontrar a melhor forma de intervencionar os estudantes de medicina, com o objetivo de aumentar a adesão a táticas de coping positivas e consequente diminuição do distress, é relevante porque pode significar a qualidade dos futuros médicos em Portugal.
Introduction: Depression and anxiety are very frequent illnesses and medical students who are especially vulnerable because of exposure to a large number of stressors, creating distress, which can have important implications in their future and their professional careers. Coping can help in one’s individual adaptation when stressed or exposed to stressing situations. The perception of the using coping strategies in anxiety and depression, in medical students at different stages of their academic path and also the impact of a self-motivating intervention in coping behaviours was therefore studied.Methods: Prospective cohort analytical study at two points in time, with control in the first period, in an quasi-random sample, size representative of the 3rd and 5th year medical students of the master’s degree in Medicine of the Faculty of Medicine, University of Coimbra, of the 2020/2021 school year. The applied questionnaire consisted of an epidemiological survey, Patient Health Questionnaire–4 (PHQ-4) and BRIEF-COPE. For PHQ4 the distress level was calculated. Between the two questionnaire applications an informative and motivational intervention was made to the 3rd year students.Results: In a sample of 101 3rd year students in September, and 112 students in November there were significant differences regarding the students’ satisfaction with their personal life (p=0,013), their distress by PHQ-4 (p<0,001), worst in November and the “Expression of feelings” (p=0,004) item of BRIEF-COPE, better in November. In the second application time, here was a significant weak positive correlation, between the level of distress and the items in BRIEF-COPE, for the strategies “Use emotional support”, “Positive reinterpretation”, “Acceptance”, “Self-distraction” and “Substance use” and a significant negative correlation in the items “Plan”, “Self-blame”, “Behavioural divestment” and “Humor”. Between the 3rd and 5th year students there were differences in the place of residence during the period of classes (p<0,001), means of subsistence (p=0,009) and in the “Self-distraction” item of BRIEF-COPE (p=0,032), this being used more by the 5th year students, in September. Discussion: Amongst every coping strategy, the performed intervention resulted in an increase in “expression of feelings” and “plan” and in a decrease in the “use of substances” however, this was not associated with a decrease in distress in 3rd year students. The present results may reflect educational, socio-family and pandemic contexts in an area that is admitted as being volatile, and that also has different results in the bibliography. The lack of adherence the second phase of the survey by the 5th year students made the progress and comparative analysis impossible.Conclusion: Second phase measurement in the 3rd year students revealed an increase in the use of coping strategies like “Feelings expression” (p=0,004) and “Planning” (p=0,045) and a decrease of “Substances abuse” (p=0,020) with no other significant alterations in coping strategies. A significant (p<0,001) distress increase was verified from September to November 2020, having the proportion of students with severe distress risen from 6,9% to 31,3%. No distress differences were verified between 3rd and 5th year students in September 2020. Third year students used significantly less “Selfdistraction” (p=0,032) when compared to 5th year students. Finding the best way to intervene medical students, targeting increasing adherence to positive coping tactics and consequent decrease of distress, is relevant as the loss of quality of life of the future doctors in Portugal is at stake.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98482
Rights: openAccess
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