Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98449
Title: SAÚDE DOS REFUGIADOS NA FORMAÇÃO ACADÉMICA - Perceção dos estudantes de Medicina
Other Titles: REFUGEE HEALTH IN ACADEMIC CURRICULUM - Medical students perception
Authors: Costa, Ana Margarida Mota Magalhaes
Orientador: Figueiredo, Inês Jorge de
Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: refugiados; saúde; conhecimento; estudantes de Medicina; Portugal; refugee; health; knowledge; Medical students; Portugal
Issue Date: 31-May-2021
Serial title, monograph or event: SAÚDE DOS REFUGIADOS NA FORMAÇÃO ACADÉMICA - Perceção dos estudantes de Medicina
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Enquadramento: A saúde dos refugiados continua a ser uma temática pouco ensinada nas Faculdades de Medicina de Portugal apesar de em algumas se notar evidência de ensino em Unidades Curriculares específicas. O aumento dos pedidos de asilo e padrão crescente no número dos indivíduos deslocados faz com que seja premente encontrar lacunas da formação académica, de forma a identificar soluções para uma melhor formação e preparação dos médicos para lidar, de forma individualizada, com esta população.Objetivos: Analisar a inclusão da “Saúde dos refugiados” na formação académica de Medicina de Portugal.Métodos: Estudo observacional, transversal e descritivo. A população alvo foram os estudantes das Faculdades de Medicina em Portugal que se encontram a frequentar os anos clínicos do Mestrado Integrado em Medicina - MIM (terceiro ao sexto ano inclusive). O instrumento utilizado foi o questionário “Saúde dos refugiados na formação académica” e a difusão realizou-se através de plataformas digitais específicas. A análise de dados foi descritiva para a perceção e conhecimento dos estudantes e as sugestões foram estudadas por análise qualitativa, através de análise de conteúdo.Resultados: A amostra deste estudo consistiu em 203 estudantes de Medicina em Portugal, sendo 79.8% do sexo feminino e tendo 97% idade entre os 15-29 anos. Para 71.9%, houve relato de não ter tido contacto com a temática “Saúde dos refugiados” ao longo do percurso académico, enquanto 75.4% considerou relevante a abordagem da mesma na formação académica. Cerca de 59.6% dos estudantes quantificou como insuficiente o grau de informação transmitido pela instituição académica (nível 1). A maioria (94.6%) dos respondentes considerou as doenças infeciosas mais prevalentes nos refugiados quando comparadas à restante população portuguesa, sendo que 76.8% considerou a mesma tendência para as doenças psiquiátricas. Aproximadamente 89% dos inquiridos referiu não ter conhecimento sobre os cuidados de saúde previstos por lei para os refugiados e 38.4%considerou de extrema necessidade a criação de um Plano Nacional de Saúde dirigido aos mesmos. A maioria considerou importante rastreios protocolados a todos os refugiados(75.9%) e referiu entender a vacinação como uma prioridade (87.2%). Cerca de 69% dos estudantes autoavaliou-se como “muito mal preparado” para lidar com utentes refugiados enquanto futuro profissional de saúde. Surgiram ainda propostas de intervenção para uma maior inclusão da “Saúde dos refugiados” no currículo académico médico em Portuga, nomeadamente capacitação dos estudantes através de Unidades Curriculares, estágios em centros de acolhimento a refugiados e/ ou contacto com profissionais de saúde que cuidam desta população específica.Conclusão: Com base nos resultados obtidos, concluiu-se existir uma insuficiente inclusão da temática “Saúde dos Refugiados” no currículo académico, bem como baixos graus de conhecimento cultural, científico e legislativo sobre o tema na amostra de estudantes de Medicina em Portugal. Um maior foco nesta temática durante o curso, tanto a nível teórico como prático, foi considerado necessário pelos estudantes para colmatar estas lacunas.
Background: Refugee health is still not widely taught in Medical Schools in Portugal although there is some evidence of teaching in some specific courses. The increasing asylum applications and growing pattern of displaced individuals makes it urgent to find gaps inacademic syllabuses, as a way to finding solutions to improve education and preparation of doctors to deal with this population in an individualized way.Aims: To analyze the inclusion of refugee health in the medical curriculum in Portugal.Methods: Observational, cross-sectional and descriptive study. The target population was themedical students in Portugal attending the clinic years of the Integrated Masters in Medicine(IMM). The instrument used was the questionnaire “Refugee health in medical education”,created from scratch, and the dissemination was done through digital platforms. Data analysis was descriptive for the perception and knowledge of the students and their suggestions were analyzed using qualitative methods through content analysis.Results: The study sample consisted of 203 medical students from Portuguese universities, where 79.8% were female and 97% were between 15-29 years old. In 71.9%, there was no report of contact with the subject “Refugee health” during academic years while 75.4%considered it a relevant subject to be taught. Approximately 59.6% of the students consideredthe level of knowledge taught by the university insufficient (level 1). The majority (94.6%) of the responders reported believing that infectious diseases are more prevalent in refugeescompared to the remaining Portuguese population, and 76.8% reported the same for psychiatric diseases. Nearly 89% of the responders stated not having knowledge on the legal rights for healthcare access for refugees and 38.4% considered essential the creation of a National Health Plan for this population. The majority (75.9%) also considered systematic testing protocols for all refugees extremely important and stated believing that vaccination was priority (87.2%). Approximately 69% of the sample self-evaluated as “poorly prepared” to dealwith refugees as a future healthcare professional. There were also proposals for interventions suggested for a better inclusion of “Refugee health” in medical education in Portugal, namely capacity building of students through courses, placements in refugee centres and/ or contact with healthcare professionals that work with that specific population.Conclusion: Based on the data obtained, it was possible to observe an insufficient inclusionof “Refugee health” in the medical curriculum and low levels of cultural, scientific and legislative knowledge on the subject in the sample of medical students in Portugal. A bigger focus in this subject, both at a theoretical and practical level, was considered by the students as necessary to shorten these gaps.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98449
Rights: openAccess
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