Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98441
Title: Adesão à terapêutica farmacológica e não farmacológica da patologia hipertensiva arterial: estratégias de aumento de compliance
Other Titles: Pharmacological and non-pharmacological therapeutic adherence in arterial hypertension: compliance improving strategies
Authors: Marta, Marco António Alves
Orientador: Ferreira, António Miguel da Cruz
Keywords: Hipertensão; Hipertensão Resistente; Adesão Terapêutica; Hypertension; Resistent Hypertension; Therapeutic Adherence
Issue Date: 8-Jun-2021
Serial title, monograph or event: ADESÃO À TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA E NÃO FARMACOLÓGICA DA PATOLOGIA HIPERTENSIVA ARTERIAL: ESTRATÉGIAS DE AUMENTO DE COMPLIANCE
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Hypertension has a prevalence of 35-40% worldwide, with an increase of 15-20% expected by 2025. This pathology is associated with cardiovascular morbidity and kidney disease, as well as side effects to the medication itself. Compliance with therapy reduces the associated morbidity and mortality, however 50% does not reach therapeutic targets. Medical inertia and lack of therapeutic adherence are identified as the two main causes. In this article, the role of pharmacological adherence in the management of patients will be reviewed and the definitions and methods used to measure pharmacological adherence will be reviewed. Finally, the impact of therapeutic adherence on blood pressure control will be discussed and strategies to increase it will be systematized. The construction of this work was based on a comprehensive, non-systematic analysis of an extensive documentary record, original articles, guidelines from entities of reference, clinical trials, review articles and randomized control studies. The bibliographic search allowed the identification of 68 articles included in this narrative review. This review showed that the definition of therapeutic adherence that generates the most consensus is from the WHO. There is a consensus to divide it into the subcategories of initiation, implementation, discontinuation, and persistence, in order to more easily identify risk factors for failure of adherence and to develop strategies for its correction. The main risk factors identified were the chronic nature of the therapy, its evolution in terms of complexity, the absence of results and the silent nature of the pathology. The socio-economic level, cultural and family universe and elements that compromise cognition lead to less adherence. With the recent elaboration of the definition of resistant hypertension, pseudo-resistant patients also started to be flagged. However, the evidence shows small changes in the prognosis of these patients, when compared to the true carriers of resistant arterial hypertension if submitted to the same therapeutic protocol. At present, there is no consensus on a gold standard method for measuring adherence. The combination of several methods must be used to measure initiation, implementation and persistence, this strategy being developed individually.Therapeutic adherence is no longer an abstract concept, but is now something very well defined and present in the rationale of medical therapy prescription. Subsequently, through several studies it was possible to identify the risk factors that compromise it in hypertension and resistant hypertension. Over the years, several studies have tried to apply different strategies to extinguish this phenomenon, but none has shown to be effective and cost-effective that would justify its large-scale implementation and its integration in hypertension management guidelines. In this sense, there is a need to develop new methodologies and economically accessible and readily available devices that enable the monitoring of pharmacological adherence in order to help patients achieve therapeutic targets and effectively reduce their cardiovascular risk. In this way, doctors, identifying non-adherent patients, can promote adherence by acting proactively in empowering patients, and, if necessary, adjusting the profile of the therapeutic regimen.This analysis concluded , the most effective methods to manage non-adherence require a careful and attentive approach to the patient, with complex interventions that combine simplified prescription, counseling, self-monitoring, reinforcements and supervision.
A hipertensão arterial tem uma prevalência de 35-40% a nível mundial, sendo expetável um incremento de 15-20% até 2025. Esta patologia associa-se a morbilidade cardiovascular e doença renal, assim como efeitos secundários à própria medicação. O cumprimento da terapêutica reduz a morbilidade e mortalidade associadas, no entanto 50% não atinge os alvos terapêuticos. A inércia médica e falta de adesão terapêutica são apontados como os dois principais fatores causas. No presente artigo será revisto o papel da adesão terapêutica farmacológica na gestão dos pacientes e revistas as definições e métodos utilizados para medir a adesão farmacológica. Por último será discutido o impacto da adesão terapêutica no controlo da pressão arterial e sistematizadas as estratégias para aumentar a mesma. A construção deste trabalho teve por base uma análise compreensiva, não sistemática de um alargado registo documental, de artigos originais, guidelines de entidades de referência, ensaios clínicos, artigos de revisão e estudos controlo randomizados. A pesquisa bibliográfica permitiu a identificação de 68 artigos incluídos nesta revisão narrativa. Esta revisão mostrou que a definição de adesão terapêutica que mais consenso gera é da OMS. Existe um consenso no sentido de a dividir nas subcategorias de iniciação, implementação, descontinuação, e persistência, para mais facilmente identificar fatores de risco de falha da adesão e de elaboração de estratégias para a sua correção. Os principais fatores de risco identificados foram a natureza crónica da terapêutica, a sua evolução em termos de complexidade, a ausência de resultados e a natureza silenciosa da patologia. O nível socio-económico, universo cultural e familiar e elementos que comprometam a cognição conduzem condicionam menor adesão. Com a recente elaboração de definição de hipertensão resistente passaram a ser também sinalizados os pacientes pseudo-resistentes. No entanto a evidência mostra diminutas alterações no prognóstico destes doentes, quando comparados aos verdadeiros portadores de hipertensão arterial resistente se submetidos ao mesmo protocolo terapêutico. Neste momento, não existe um consenso relativamente a um método gold standard para medir a adesão. A combinação de vários métodos deve ser utilizada para medir a iniciação, implementação e persistência, sendo esta estratégia desenvolvida de forma individualizada.A adesão terapêutica deixou de ser um conceito abstrato, sendo agora algo muito bem definido e presente no racional da prescrição de terapêutica médica. Subsequentemente, através de vários estudos foi possível identificar os fatores de risco que comprometem a mesma na hipertensão e na hipertensão resistente. Ao longo dos anos vários estudos tentaram aplicar diferentes estratégias para extinguir este fenómeno, mas nenhum revelou apresentar uma eficácia e um custo-benefício que justificassem a sua implementação em larga-escala e a sua integração em guidelines da gestão da hipertensão arterial. Neste sentido surge a necessidade do desenvolvimento de novas metodologias e dispositivos economicamente acessíveis e prontamente disponíveis que viabilizem a monitorização da adesão farmacológica de forma a ajudar os doentes a atingir os alvos terapêuticos e a efetivamente reduzir o seu risco cardiovascular. Desta forma, os médicos identificando os pacientes não aderentes, podem promover a adesão atuando proactivamente no empoderamento dos pacientes, e se necessário ajustando o perfil do regime terapêutico.Esta análise concluiu que os métodos mais eficazes para gerir a não adesão requerem uma abordagem cuidada e atenta do paciente, com intervenções complexas que combinam prescrição simplificada, aconselhamento, automonitorização, reforços e supervisão.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98441
Rights: openAccess
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