Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98426
Title: Influência do estado civil na qualidade de vida de pessoas com diabetes
Other Titles: Influence of the marital status in the quality of life among people with diabetes
Authors: Gomes, Catarina Pestana
Orientador: Silva, Inês Rosendo Carvalho e
Simões, José Augusto Rodrigues
Keywords: Diabetes Mellitus; Qualidade de vida; Estado civil; Diabetes Mellitus; Marital status; Quality of life
Issue Date: 10-Mar-2021
Serial title, monograph or event: Influência do estado civil na qualidade de vida de pessoas com diabetes
Place of publication or event: ARS Centro
Abstract: Background: Diabetes mellitus is a group of metabolic diseases characterized by chronic hyperglycemia resulting from defects in insulin secretion, insulin action, or both. Type 1 Diabetes (DM1) is more common in children and adolescents. Type 2 Diabetes (DM2) is an important cause of morbility and mortality worldwide. It’s important to prevent and delay the onset and evolution of complications. The disease and its complications results not only in medical costs but also in worse health perception. The perception of health/health-related quality of life is influenced by sociodemographic factors and they should be studied. Objective: The aim of this study was to measure the perception of mental and physical health in diabetic patients and the influence of their marital status. It also measures the influence of other sociodemographic factors.Methods: Cross-sectional observational study with a convenience sample of patients with DM from the Caminhos de Cértoma’s Family Health Unit (USF), Coimbra Centro’s USF, VitaSaurium’s USF and As Gândra’s USF. Data was collected between July 2020 and January 2021. It was performed after the medical consultation and informed consent through an interview with the ones who accepted. The questionnaire was about sociodemographic and clinical characterization. The perception of health was measured by 12-Item Short-Form Health Survey (SF-12). Kolmogorov-Smirnov test with Lilliefors significance correction was used to examine if variables were normally distributed which were not. Non parametric statistic tests Kruskal-Wallis, Mann-Whitney and Spearman were also applied. Results: Sample of 60 individuals, 58.3% male gender, presenting a mean of age 68,88±13,85 years. The majority of the individuals was married or in a civil union (68.3%), had lower levels of education (63,3%), were catholic Christians or non-catholics (96,7%), retired (71,7%) and tendentially with lower socioeconomic status (15%). The perception of mental and physical health related with marital status was not statistically significant. There was a weak negative correlation with statistical meaning between the perception of health and the age of the patients (mental health ρ=-0.143 and p= 0.276, and physical health ρ=-0.266 and p=0.040). Only the perception of physical health was associated with statistical meaning in gender and educational level (p= 0.003 and p=0.034). There was no association with statistical meaning in the perception of health related to employment status, religion and socioeconomic status.Conclusion: The study didn’t reveal an association with statistical meaning of marital status and the perception of health probably because of the small size of the sample. However, the perception of health in diabetic patients seems to be related with other sociodemographic variables which would be interesting to study later (sex, age, educational level, employment status, religion, socioeconomic status).
Introdução: A Diabetes Mellitus integra um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia crónica resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambas. A Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) engloba uma minoria de pessoas diagnosticadas com a doença, sendo a comum em crianças e adolescentes. A Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) constitui uma importante causa de morbilidade e mortalidade à escala global sendo importante prevenir ou atrasar o aparecimento e evolução das complicações associadas. Tanto a doença em si como as suas complicações acarretam não só custos em saúde como também compromete a perceção de saúde do doente. A perceção de saúde e qualidade de vida relacionada com a saúde é influenciada tanto por fatores relacionados com a doença como sociodemográficos, sendo fundamental estudá-la em associação com todos os fatores envolvidos, nomeadamente o estado civil da pessoa.Objetivo: Avaliar a perceção de saúde física e mental num grupo de pessoas diagnosticadas com DM e influência do seu estado civil nesta perceção. Avaliar também a influência de outras variáveis sociodemográficas.Métodos: Estudo observacional e transversal em amostra de conveniência de pessoas com DM das Unidades de Saúde: USF Caminhos de Cértoma, USF Coimbra Centro, USF VitaSaurium e USF As Gândras. A colheita de dados iniciou-se no mês de maio de 2020 e terminou em janeiro de 2021 contando com 60 pessoas com diabetes. Foram recrutados doentes que se mostraram disponíveis para responder a uma entrevista telefónica após a consulta médica e assinatura de consentimento informado. A entrevista consistiu num questionário com caracterização sociodemográfica e clínico-laboratorial. A perceção de saúde foi avaliada pela 12-Item Short-Form Health Survey (SF-12). Foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov com correlação de significância de Lillefors para verificar a normalidade que não foi verificada. Posteriormente foram utilizados testes estatísticos não paramétricos de Kruskal-Wallis, Mann-Whitney e Spearman. Resultados: Amostra de 60 indivíduos com diabetes, sendo a maioria (58,3%) do sexo masculino, com uma média de idades 68,88±13,85 anos. A maioria dos inquiridos estavam casados ou em união de facto (68,3%), tinham 1º ciclo/antiga 4ª classe ou menos (63,3%), eram cristãos católicos ou não católicos (96,7%) reformados (71,7%) e 15% rendimentos abaixo dos 1029€. Quanto à perceção de saúde tanto física como mental não se verificou uma associação estatisticamente significativa com o estado civil. Quanto à idade, obtivemos uma fraca correlação estatisticamente significativa (na saúde mental: ρ=-0.143 e p= 0.276, e na saúde física ρ=-0.266 e p=0.040). Em relação ao sexo e ao nível de escolaridade apenas foi encontrada uma associação estatisticamente significativa a nível da saúde física (p=0,003 e p=0.034 respetivamente). No que se refere à situação de emprego, religião e rendimento não houve associação estatisticamente significativa.Conclusão: Não se ter encontrado uma associação estatisticamente significativa do estado civil em relação à perceção de saúde pode dever-se ao facto de a amostra ter sido pequena. Contudo, a perceção de saúde nas pessoas com diabetes parece estar relacionada também com outras variáveis sociodemográficas que será importante estudar no futuro com amostras de maiores dimensões (sexo, idade, nível de escolaridade, situação face ao emprego, religião e rendimentos).
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98426
Rights: openAccess
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