Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98410
Title: Perturbação Obsessivo-Compulsiva: O Impacto da Pandemia COVID-19
Other Titles: Obsessive-Compulsive Disorder: The Impact of the COVID-19 Pandemic
Authors: Carvalho, Sofia Silveira
Orientador: Santos, António João Ferreira de Macedo e
Andrade, Joana Carolina Teixeira
Keywords: Coronavírus; COVID-19; Pandemia; Perturbação Obsessivo-Compulsiva; Yale-Brown Obsessive-Compulsive Scale; Coronavirus; COVID-19; Obsessive-compulsive disorder; Pandemic; Yale–Brown Obsessive–Compulsive Scale
Issue Date: 27-May-2021
Serial title, monograph or event: Perturbação Obsessivo-Compulsiva: O Impacto da Pandemia COVID-19
Place of publication or event: Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Portugal
Abstract: Introduction: With the official declaration of COVID-19 disease as a pandemic, public health measures were taken. These, although essential, have negative consequences on the mental health of the population, especially on those who previously suffered from mental health problems. Regarding obsessive-compulsive disorder (OCD), it was expected that the pandemic environment could be translated into an exacerbation of its symptoms. This study aimed to analyze the impact of COVID-19 pandemic on the severity of OCD symptoms.Methods: An observational, analytical, and retrospective study was developed between September 2020 and January 2021, at the Psychiatry Department of the Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. To obtain the data, a sample of 30 patients was interviewed and the following assessment tools were applied: Yale-Brown Obsessive-Compulsive Scale Symptom Checklist (Y-BOCS-SC); Yale-Brown Obsessive-Compulsive Scale (Y-BOCS); Fear of COVID-19 Scale (FCV-19S); and Beck Depression Inventory-II (BDI-II). When applying the Y-BOCS, each participant was asked to first answer according to what they felt at the time of the interview and, afterwards, in agreement with what they felt before the pandemic. Demographic variables and possible changes in therapy during the pandemic were also evaluated.Results: There were no significant differences between the severity of obsessive-compulsive symptoms (Y-BOCS score) during the pandemic, in comparison with the pre-pandemic period (p=.358). It was also found that, during the pandemic, patients had mild depressive symptoms (BDI-II score’s median = 15,0 (IQR=19)) and moderate fear of COVID-19 (FCV-19S score’s median = 13,0 (IQR=9)). The individuals who experienced improvement of the OCD symptomatology during the pandemic were older (p=.035) and the frequency of married patients was higher (p=.048), compared to groups of patients that experienced maintenance or worsening of OCD symptoms.Discussion: The results obtained did not validate the study hypothesis, which may be due to the fact that patients have found in COVID-19 pandemic external and internal validation for their symptoms. Other possibilities are the aggravation of OCD not occurring immediately, a decrease in the insight with a consequent reduction in the reporting of symptoms, or even the fact that they are more confined to environments over which they have greater control.Conclusion: The COVID-19 pandemic, specifically in this sample, does not seem to have contributed to an exacerbation of obsessive-compulsive symptoms. However, we cannot exclude that, in some patients with OCD, their clinical condition may worsen, and therefore it is essential to maintain close medical monitoring of all these individuals.
Introdução: Com a declaração do surto da doença COVID-19 como pandemia, tomaram-se medidas de saúde pública. Estas, apesar de imprescindíveis, têm consequências negativas na saúde mental da população, especialmente na daqueles que sofriam previamente de patologia psiquiátrica. No caso da Perturbação Obsessivo-compulsiva (POC), o ambiente pandémico poderá traduzir-se numa exacerbação da sua sintomatologia. Este estudo pretendeu analisar o impacto da pandemia COVID-19 na gravidade dos sintomas da POC.Métodos: Estudo observacional, analítico e retrospetivo, realizado entre setembro de 2020 e janeiro de 2021, no Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Os dados foram obtidos por meio de uma entrevista a uma amostra de 30 doentes, com a aplicação das seguintes escalas: Yale-Brown Obsessive-Compulsive Scale Symptom Checklist (Y-BOCS-SC); Yale-Brown Obsessive-Compulsive Scale (Y-BOCS); Fear of COVID-19 Scale (FCV-19S) e Beck Depression Inventory-II (BDI-II). Na aplicação da escala Y-BOCS, pediu-se a cada participante que, primeiramente, respondesse de acordo com o que sentia no momento da entrevista e, posteriormente, em concordância com o que sentia antes do início da pandemia. Avaliaram-se, ainda, variáveis demográficas e possível alteração da terapêutica durante a pandemia.Resultados: Não houve diferenças estatisticamente significativas entre a gravidade da sintomatologia obsessivo-compulsiva (score total da Y-BOCS) durante a pandemia, em relação ao período pré-pandémico (p=.358). Apurou-se ainda que, durante a pandemia, os doentes apresentaram sintomatologia depressiva leve (mediana do score do BDI-II = 15,0 (AIQ=19) pontos) e medo moderado da COVID-19 (mediana do score da FCV-19S = 13,0 (AIQ=9) pontos). Os indivíduos que experienciaram melhoria da sintomatologia eram mais velhos (p=.035) e a frequência de doentes casados era superior (p=.048), relativamente aos grupos em que se verificou manutenção ou agravamento dos sintomas.Discussão: Os resultados obtidos não validaram a hipótese em estudo, podendo dever-se ao facto de os doentes terem encontrado na pandemia COVID-19 validação externa e interna para os seus sintomas. Outras possibilidades são o agravamento do quadro clínico não ser imediato, ter havido uma diminuição do insight com consequente redução do relato dos sintomas ou ainda a circunstância de estarem mais confinados a ambientes sobre os quais têm maior controlo.Conclusão: Especificamente nesta amostra, a pandemia COVID-19 parece não ter contribuído para uma exacerbação da sintomatologia obsessivo-compulsiva. Contudo, não é de excluir que alguns doentes com POC possam sofrer um agravamento do seu quadro clínico, sendo imprescindível manter um acompanhamento médico próximo de todos estes indivíduos.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98410
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

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