Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98396
Title: Alterações cognitivas na menopausa
Other Titles: Cognitive changes in menopause
Authors: Silva, Mariana Catarina Freitas
Orientador: Carvalho, Maria João da Silva Fernandes Leal
Keywords: Menopausa; Estradiol; Progesterona; Cognição; Memória; Menopause; Estradiol; Progesterone; Cognition; Memory
Issue Date: 8-Mar-2021
Serial title, monograph or event: Alterações cognitivas na menopausa
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: A mulher na menopausa experiencia uma série de alterações, entre as quais modificações cognitivas. Estas têm sido amplamente estudadas pela comunidade científica com o intuito de perceber se a sua etiopatogénese está relacionada com as alterações hormonais verificadas durante a menopausa. Esta hipótese surgiu após a descoberta de recetores cerebrais das hormonas esteroides sexuais e adicionalmente tem sido investigado o efeito neuroprotetor da terapêutica hormonal. Este trabalho tem como objetivos analisar quais as principais alterações cognitivas na pós-menopausa e qual a sua etiopatogénese, bem como, pretende averiguar se existe evidência de neuroprotecção aquando da utilização de terapêutica hormonal.Métodos: Para esta revisão narrativa, foi utilizada uma pesquisa sistemática na base de dados Pubmed e foram selecionados artigos entre os anos de 2010 e 2020.Resultados: As hormonas esteroides sexuais têm sido descritas com efeitos neuroprotetores pela sua capacidade de regular e modular alguns processos cerebrais importantes para a cognição entre os quais são exemplo, a regulação de serotonina e neurotransmissão de acetilcolina, função mitocondrial e efeitos anti-inflamatórios.Entre as alterações cognitivas experienciadas na menopausa destacam-se a Doença de Alzheimer (DA) e a demência. Alterações no padrão do sono e sintomas depressivos e de ansiedade podem contribuir para desenvolver perturbações cognitivas. A terapêutica hormonal (TH) tem-se revelado promissora nestas áreas, dado que, na DA tem a capacidade de reduzir agregação de proteínas tau, atenuar hiperfosforilação de proteínas ou intervir na homeostase do cálcio, processos importantes na fisiopatologia desta doença. O sono é importante para um bom desempenho cognitivo, na menopausa pode sofrer alterações, muitas vezes relacionadas com afrontamentos noturnos. A TH tem demonstrado conseguir atenuá-los, melhorando assim a qualidade do sono. Os sintomas depressivos e ansiedade têm sido associados a maior risco cognitivo por se acompanharem de níveis elevados de cortisol, processo que tem sido associado a alterações de memória preditoras do desenvolvimento de DA e demência. Alguns estudos têm revelado melhoria destes sintomas com a utilização da TH. Apesar de todos estes benefícios esperados e demonstrados em alguns estudos com a utilização de TH, a evidência não é consensual. A hipótese da janela da oportunidade tem adquirido evidência, e defende que o tempo ótimo para a introdução da TH situa-se entre a peri-menopausa e a pós-menopausa recente. Neste período a TH terá efeitos neuroprotetores.Conclusão: As alterações cognitivas mais prevalentes na menopausa são a DA e a demência, especula-se sobre a possibilidade interventiva da TH na cognição. Contudo, ainda não é consensual a utilização da TH como forma preventiva ou terapêutica para estas alterações. Parece haver um efeito neuroprotetor da TH no período sugerido pela hipótese da janela de oportunidade, todavia a duração da intervenção desta terapêutica necessita de investigação adicional.
Introduction: Menopausal women undergo through a myriad of changes, including cognitive ones. These changes have been widely studied by the scientific community in order to understand whether their etiopathogenesis are related to hormonal changes occurred during menopause. This hypothesis arises with the discovery of brain receptors for sex steroid hormones along with the research on the neuroprotective effect of hormone therapy.This work aims to explore the main cognitive changes in postmenopausal women and their etiopathogenesis, in addition to delve into the evidence of neuroprotection when using hormonal therapy.Methods: For this review, a systematic search was used in Pubmed database and articles were selected from the years 2010 to 2020.Results: Steroid hormones have been described with neuroprotective effects due to their ability to regulate and modulate some brain processes important for cognition, such as serotonin regulation, acetylcholine neurotransmission, mitochondrial function and its anti-inflammatory effects.Among the cognitive changes experienced during menopause, Alzheimer's Disease (AD) and dementia stand out. Changes in sleep patterns, depressive and anxiety symptoms can contribute to the development of cognitive disorders. Hormone therapy (HT) has shown to be promising given the ability to reduce aggregation of tau proteins, attenuate protein hyperphosphorylation or intervene in calcium homeostasis, all important processes in the pathophysiology of AD. Sleep is important for a good cognitive performance and in menopause it is affected, often due to hot flashes at night. HT has been able to mitigate them, thus improving sleep quality. Depressive symptoms and anxiety have been associated with a higher cognitive risk because they are accompanied by high levels of cortisol, a process that has been associated with changes in memory that predict the development of AD and dementia. Some studies have shown an improvement in these symptoms with the use of HT.Despite all these expected and demonstrated benefits with the use of HT in some studies, evidence is not consensual. The window of opportunity hypothesis has acquired growing evidence and argues that the optimal time for the introduction of HT is between perimenopause and early postmenopause. During this period it will have neuroprotective effects.Conclusion: The most prevalent cognitive changes at menopause are AD and dementia, and it is speculated the interventional possibility of HT in cognition. However, there is still no consensus on the use of HT as a preventive or therapeutic approach for these changes. There seems to be a neuroprotective effect of HT in the period suggested by the window of opportunity hypothesis, however the length of this therapy needs further investigation.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98396
Rights: openAccess
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