Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98346
Title: Critérios de qualidade em endoscopia digestiva alta – poderá a sedação profunda influenciar a sua aplicação?
Other Titles: Performance measures for upper gastrointestinal endoscopy – Can deep sedation influence their applicability?
Authors: Andrade, Ana Raquel Martins
Orientador: Almeida, Nuno Miguel Peres de
Keywords: endoscopia digestiva alta; critérios de qualidade; anestesia; Esophagogastroduodenoscopy; quality standards; anesthesia
Issue Date: 2-Jun-2021
Serial title, monograph or event: CRITÉRIOS DE QUALIDADE EM ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA – PODERÁ A SEDAÇÃO PROFUNDA INFLUENCIAR A SUA APLICAÇÃO?
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: A endoscopia digestiva alta (EDA) é amplamente utilizada na sua valência diagnóstica e terapêutica. Uma EDA de alta qualidade proporciona melhores “outcomes” em termos de saúde, e implica a aplicação dos critérios descritos pela “guideline” da ESGE/UEG. Embora os critérios per-procedimento sejam dependentes da colaboração e tolerância do doente, não está explicito o papel da anestesia.Objetivo: Este estudo pretende avaliar se o recurso a anestesia influencia o cumprimento dos critérios de qualidade para a EDA publicados pela ESGE.Materiais e métodos: Foi realizado um estudo observacional, prospetivo, de caso-controlo, que permitiu, com recurso a dois questionários, analisar o cumprimento dos parâmetros de qualidade publicados pela ESGE e a satisfação do doente após a realização da EDA, com ou sem anestesia. Foi feita a análise estatística inferencial entre os dois grupos (sem anestesia vs. com anestesia).Resultados: O recurso a anestesia teve um impacto estatisticamente significativo (p<0,05) na maioria dos indicadores de qualidade: taxa de exames completos (77,2% vs. 98,6%); tempo de inspeção (6,2±3,5 vs. 8,7±2,7); captura de imagens adequadas (78,0% vs. 97,3%); biópsias de lesões gástricas pré-neoplásicas (59,3% vs. 90,4%). O mesmo sucedeu em relação à satisfação do doente, com base numa escala numérica crescente de 0-10 (5,4±2,9 vs. 9,1±1,1). O principal motivo de exame incompleto foi a intolerância do doente (81,8%), exclusivamente presente em doentes não anestesiados. As complicações foram mínimas (3,6%), ligeiras e não mostraram correlação com o uso de anestesia (p= 0,41).Discussão: A sedação profunda dos doentes submetidos a EDA, provou ser determinante na aplicabilidade dos critérios de qualidade da ESGE. Eliminando por completo a intolerância por parte do doente, proporcionou a realização de exames completos, com correta identificação e gestão de patologias esófago-gástricas, potenciando assim a efetividade do exame. Verificou-se, com igual relevância, que proporcionou melhor experiência para o doente, sem prejuízo da sua segurança. Conclusão: A administração de anestesia deve ser ponderada, sempre que possível, nos doentes submetidos a EDA, visto que é fundamental para garantir a alta qualidade do procedimento.
Introduction: Esophagogastroduodenoscopy (EGD) is widely performed, both as adiagnostic and therapeutic procedure. A high quality EGD enables better health outcomes, provided that it matches with the performance measures published in ESGE/UEG guideline. Although intra-procedural performance measures are dependent on patient factors such as intolerance, there is no reference to sedation practices. Objective: This study aims to evaluate whether deep sedation influences EGD performance measures established by ESGE.Methods: A prospective, observational, case-control study was carried out, using two questionnaires to assess performance measures and patient satisfaction after EGD was performed, either with or without anesthesia. Subsequently, inferential statistical analysis between the two groups (unsedated vs. sedated) was performed.Results: Anesthesia use had a statistically significant impact (p<0,05) on most quality indicators: completeness of the exam (77.2% vs. 98.6%); inspection time (6,2±3,5 vs. 8.7±2.7); accurate photodocumentation (78.0% vs. 97.3%); biopsies of gastric pre- neoplastic lesions (59,3% vs. 90,4%); patient satisfaction based on an increasing numerical scale of 0-10 (5.4±2.9 vs. 9.1±1.1). The main reason for an incomplete procedure was patient intolerance (81.8%), exclusively in unsedated patients. Complications were rare (3.6%), of mild degree, and showed no correlation with the use of anesthesia.Discussion: Deep sedation of patients submitted to EGD proved to be determinant in the applicability of the ESGE quality indicators. Patient intolerance was observed to be completely eliminated, which enhanced procedure completeness, adequate pathology identification and management, and therefore, the effectiveness of the exam. Equally important was the patient experience improvement, without this entailing further risk of complications.Conclusion: Anesthesia administration should always be considered in patients undergoing EGD, since it is fundamental to ensure high-quality procedure.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98346
Rights: openAccess
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