Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98341
Title: The impact of COVID-19 on Hip Fractures' Treatment, Mortality and Morbidity
Other Titles: O Impacto da COVID-19 no Tratamento, Mortalidade e Morbilidade de Fraturas da Anca
Authors: Oliveira, Luís Duarte Alexandre
Orientador: Fonseca, Fernando Manuel Pereira da
Oliveira, João Pedro Moreira de
Keywords: Fraturas da Anca; Fraturas Patológicas; COVID-19; Morbimortalidade; Epidemiologia; Hip fractures; COVID-19; Mortality; Morbidity; Epidemiology
Issue Date: 17-Jun-2021
Serial title, monograph or event: The impact of COVID-19 on Hip Fractures' Treatment, Mortality and Morbidity
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Portugal
Abstract: Introduction: SARS-CoV-2 pandemic has spread rapidly, and Orthopedic departments had to adapt quickly to treat urgent patients, like hip fracture patients. Morbimortality in these patients tend to be high, as they are typically old and frail and early surgical intervention (<48h) is one of the key aspects to improve outcomes. This paper aimed to evaluate if SARS-CoV-2 had an impact in these patients’ treatment and if delays to surgery were noted.Materials and Methods: Research was made in several databases, as costume for narrative reviews. Original articles, meta-analysis, systematic literature reviews and narrative reviews were assessed, focusing primarily on hip fractures patient’s epidemiology, mortality and morbidity during the pandemic.Results: Hip fractures incidence was different among studies, but prevalence increased. Some studies that recorded time to surgery noted delays that were either inside or outside the 48h period. Mortality rates were significantly higher in the periods studied.Discussion: Concomitant SARS-CoV-2 infection and hip fracture was associated with increased mortality and complications rate. Studies suggest that immobilization and longer hospitalization periods might increase the chance of infection, so timely performed surgery should be considered in every patient, even in those infected, giving the fact that surgery contributes to stabilization of these patients. Most studies that respected the 48h time-to-surgery rule got better outcomes. Conclusion: Covid-19 will be a long-lasting reality, especially in older and frailer populations like hip fracture patients. In order to improve outcomes in these patients, hospitals should focus on finding ways to perform surgeries within the first 48h.
Introdução: A infeção por SARS-CoV-2 tem-se espalhado rapidamente por todo o mundo, fazendo com que diversos serviços, incluindo os serviços de Ortopedia, se tivessem de adaptar rapidamente de modo a que doentes urgentes, como aqueles com fraturas da extremidade proximal do fémur, continuassem a ser tratados. A morbilidade nestes doentes, tipicamente mais velhos e com diversas co-morbilidades costuma ser alta, no entanto sabe-se que uma rápida intervenção cirúrgica, nas primeiras 48h, é um dos aspetos fundamentais para que tenham um prognóstico mais favorável. Esta revisão pretendeu avaliar o efeito que a pandemia de SARS-CoV-2 teve nestes doentes, principalmente no que toca a atrasos até às suas cirurgias, taxas de mortalidade e morbilidade. Materiais e Métodos: Foi feita uma pesquisa bibliográfica em diferentes bases de pesquisa, onde foram analisados diversos estudos como artigos originais, meta-análises, revisões sistemáticas e revisões narrativas, focada essencialmente na epidemiologia, mortalidade e morbilidade destes doentes durante a pandemia.Resultados: A incidência variou consoante os estudos, no entanto a prevalência desta patologia aumentou, dentro do grupo das patologias ortopédicas. Vários estudos relataram atrasos nas suas cirurgias, incluindo atrasos maiores que 48h. Foi relatada uma taxa de mortalidade significativamente maior, quando comparado com períodos semelhantes dos anos anteriores. Discussão: Doentes com fraturas da extremidade proximal do fémur e infeção concomitante por SARS-CoV-2 tiveram taxas de mortalidade e morbilidade maiores, quando comparados com doentes não infetados. Vários estudos sugerem que longos períodos de imobilização, como é o caso de doentes que aguardam cirurgia para a sua fratura da extremidade proximal do fémur, podem aumentar o risco de infeção e de morte. Para além disso, crê-se que o tratamento cirúrgico em doentes infetados pode contribuir para a estabilização da função pulmonar, e por isso do doente. É por isso fundamental que estes doentes sejam operados atempadamente para que tenham um prognóstico mais favorável, sendo esta hipótese corroborada por diversos estudos que mostraram melhores resultados quando estes doentes foram operados no intervalo das 48h.Conclusão: Doentes com fraturas da extremidade proximal do fémur terão de continuar a ser operados, mesmo com as restrições inerentes à pandemia de SARS-CoV-2, que se adivinha duradoura. Dentro do SNS, deverá ser dada especial atenção de modo a que o tempo até à cirurgia não ultrapasse as 48h, com vista à melhoria do prognóstico nestes doentes.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98341
Rights: openAccess
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