Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98340
Title: Conhecimento e Estigma da Doença Mental em Estudantes do Ensino Superior
Other Titles: Knowledge and Stigma of Mental Illness in College Students
Authors: Fonseca, Ana Laura Cruz
Orientador: Silva, Inês Rosendo Carvalho e
Madeira, Nuno Gonçalo Gomes Fernandes
Keywords: Doença mental; Conhecimento da Doença Mental; Estigma; Estudantes do Ensino Superior; Mental Illness; Knowledge of Mental Illness; Stigma; College Students
Issue Date: 25-Mar-2021
Serial title, monograph or event: Conhecimento e Estigma da Doença Mental em Estudantes do Ensino Superior
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: INTRODUÇÃO: A doença mental é um problema que atinge todas as faixas etárias, embora seja cada vez maior a prevalência entre os jovens, nomeadamente em estudantes do ensino superior. As patologias mentais, como quaisquer outras, podem influenciar a qualidade de vida e, consequentemente, ter impacto no percurso académico dos jovens que destas sofrem. Os conhecimentos sobre esta tópico, assim como o estigma associado são fundamentais para perceber melhor em que áreas sensibilizar os jovens para um tema com tanta importância.O presente estudo tem como objetivos avaliar o que sabem sobre doença mental os estudantes do ensino superior da área da saúde comparativamente a estudantes de outras áreas, a nível nacional, e perceber a possível influência de variáveis sociodemográficas, bem como áreas de estudo e traços de personalidade.MÉTODOS: Estudo transversal baseado num questionário online de autopreenchimento enviado a estudantes do ensino superior de todo o país através das suas instituições e divulgação em redes sociais. Avaliou-se o nível de conhecimento sobre doença mental (MAKS: Mental Health Knowledge Schedule) e estigma associado (MICA: Mental Illness Clinicians’ Attitudes Scale), bem como traços de personalidade (NEO-FFI-20: Neo-Five Factor Inventory (com 20 itens)) e variáveis sociodemográficas, relacionadas com contacto prévio com doença mental e relacionadas com os cursos. Foi feita estatística descritiva e inferencial para caracterizar conhecimentos e perceber as diferenças entre os alunos da área da saúde vs outras áreas e relação dos conhecimentos, estigma, contacto com doença mental (DM) e traços de personalidade.RESULTADOS: A amostra integrou 1856 participantes, dos quais 60.3% frequentavam cursos da área da saúde. Analisando-se os conhecimentos sobre Doença Mental (MAKS), não se verificaram diferenças entre os grupos, de uma forma global, sendo as médias de classificação do grupo de estudantes de saúde de 47.88±4.91 e do grupo não-saúde de 48.38±4.73, correlacionando-se significativamente este conhecimento com o estigma (MICA) (-0.243, p<0.001). As patologias mentais melhor classificadas como tal foram “Esquizofrenia”,” Doença Bipolar” e” Depressão”. Obtiveram piores pontuações os itens “Stress”, “Luto” e “A maioria das pessoas com problemas de saúde mental vão a profissionais de saúde para obter ajuda”, em ambos os grupos de estudantes, havendo diferenças significativas nesta parte, com melhores pontuações no grupo de estudantes de saúde.O contacto prévio com DM relacionou-se significativamente com maior conhecimento sobre patologias mentais (p<0.001) e menor estigma (p<0.001). O contacto com DM no contexto de Prática Clínica associou-se significativamente a menos estigma (p=0.001). Verificou-se uma relação significativa entre o contacto com DM por Antecedentes Pessoais e menor Estigma (p=0.002), bem como maior conhecimento sobre DM (p<0.001).Com o estigma também se correlacionaram traços de personalidade de Abertura à Experiência (ρ=-0.180, p<0.001), Amabilidade (ρ=-0.179, p<0.001) e Conscienciosidade (ρ=-0.103, p<0.001). Já os traços de personalidade Neuroticismo (ρ=0.980, p<0.001), Abertura à Experiência (ρ=0.137, p<0.001) e Conscienciosidade (ρ=0.121, p<0.001) foram associados a maior conhecimento de DM.DISCUSSÃO: Independentemente da área de ensino superior frequentada, demonstrou-se a desinformação sobre a benignidade das situações “Luto” e “Stress”, bem como o maior conhecimento relativamente a patologias mentais graves, resultados comparáveis aos de outros estudos congéneres. Foi encontrada, à semelhança de outros trabalhos, a correlação inversa do conhecimento acerca de patologias mental com o estigma a estas associado, sem diferenças significativas destas escalas entre os dois grupos estudados.Neste estudo a principal limitação foi o questionário ter sido divulgado por via online, podendo não ter chegado de forma homogénea à população em estudo, causando um viés de voluntarismo.CONCLUSÃO: Verificou-se, nesta amostra de estudantes do ensino superior, que um maior nível de conhecimentos em Doença Mental esteve relacionado com um menor estigma. Relativamente aos estudantes de saúde parece ser a prática clínica e os conhecimentos sobre as patologias mentais os principais contributos para um menor estigma, enquanto nos estudantes de outras áreas poderá ser o contacto com DM através de familiares, de amigos e/ ou de antecedentes pessoais e os traços de personalidade os mais determinantes para um maior conhecimento sobre atitudes estigmatizantes e consequentemente, menor estigma.
INTRODUCTION: Mental illness is a problem that affects all age groups, however, the prevalence among young people is increasing, particularly among college students. Mental pathologies, like any other, can influence a person's quality of life and, consequently, may have an impact on the academic path of young people who suffer from them. Knowledge about this area, as well as the associated stigma, are fundamental to better understand in which areas to raise young people's awareness of a topic of such importance.The present study aims to know what college students in the health field know about mental illness compared to students in other areas, at national level, and to understand the possible influence of sociodemographic variables, as well as areas of study and personality traits.METHODS: Cross-sectional study based on an online self-filled questionnaire sent to college students across the country through its institutions and dissemination on social networks. It was evaluated the level of knowledge about mental health (MAKS: Mental Health Knowledge Schedule) and associated stigma (MICA: Mental Illness Clinicians' Attitudes Scale), as well as personality traits (NEO-FFI-20: Neo-Five Factor Inventory (with 20 items)) and sociodemographic variables, related to previous contact with mental illness and course-related. Descriptive and inferential statistics were used to characterize knowledge and understand the differences between students in the health field vs other areas and the relationship between knowledge, stigma, contact with mental illness and personality traits.RESULTS: The sample included 1856 participants, of whom 60.3% attended courses in the health field. Through the analysis of the knowledge about Mental Health (MAKS), it was verified that there were no differences between the groups, in a global way, with the average classification of the group of health students being 47.88±4.91 and the non-health group of 48.38±4.73, being this knowledge significantly correlated with the stigma (MICA) (-0.243) (p<0.001). The mental pathologies best classified as such were "Schizophrenia", "Bipolar Disease" and "Depression". The items that obtained the worst scores were "Stress", "Mourning" and "Most people with mental health problems seek help from health professionals" in both groups of students, with significant differences in this part, with better scores in the group of health students. Previous contact with DM was significantly related to greater knowledge about mental pathologies (p<0.001) and less stigma (p<0.001). Contact with mental illness in the context of Clinical Practice was significantly associated with less stigma (p=0.001). There was a significant relationship between contact with DM by Personal History and less Stigma (p=0.002), as well as greater knowledge about DM (p<0.001).Personality traits of Openness to Experience (ρ=-0.180, p<0.001), Kindness (ρ=-0.179, p<0.001) and Conscientiousness (ρ=-0.103, p<0.001) were also correlated with stigma.The personality traits Neuroticism (ρ=0.980, p<0.001), Openness to Experience (ρ=0.137, p<0.001) and Conscientiousness (ρ=0.121, p<0.001) were associated with greater knowledge of mental illness.DISCUSSION: Regardless of the area of college attended, it was demonstrated the lack of information about the benignity of the situations "Mourning" and "Stress", as well as greater knowledge regarding serious mental pathologies, results overlapping other studies.It was found, like other studies, the inverse correlation of knowledge about mental pathologies with its stigma, even though there were no significant differences in these scales between the two groups studied.In this study, the main limitation was that the questionnaire was distributed via online, and it may not have reached the study population homogeneously, causing a voluntarism bias.CONCLUSION:It was found, in this sample of college students, that a higher level of knowledge of Mental Illness was related to a lower stigma. Relatively to health students, clinical practice and knowledge about mental pathologies seem to be the main contributors to less stigma, while in students from other areas it may be the contact with DM through family, friends and/ or personal history and the personality traits the most determinants for greater knowledge about stigmatizing attitudes and, consequently, less stigma.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98340
Rights: embargoedAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat
Ana LAURA Fonseca_2015237526.pdf1.6 MBAdobe PDFView/Open
Show full item record

Page view(s)

16
checked on Aug 12, 2022

Download(s)

6
checked on Aug 12, 2022

Google ScholarTM

Check


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons