Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98338
Title: Síndrome de apneia obstrutiva do sono e desenvolvimento craniofacial
Other Titles: OBSTRUCTIVE SLEEP APNEA SYNDROME AND CRANIOFACIAL DEVELOPMENT
Authors: Semedo, Ana Sofia Coimbra
Orientador: Paiva, Sofia Margarida Marques
Keywords: síndrome de apneia obstrutiva do sono; obstrução da via aérea; desenvolvimento craniofacial; obstructive sleep apnea syndrome; airway obstruction; craniofacial development
Issue Date: 31-May-2021
Serial title, monograph or event: SÍNDROME DE APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO E DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL
Place of publication or event: Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Portugal
Abstract: A síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS) é definida pela obstrução das vias aéreas superiores, com repercussões na ventilação pulmonar durante o sono. Com uma prevalência de até 5% na população pediátrica, esta implica a sobreutilização dos cuidados de saúde e constitui uma causa de morbilidade na infância. Neste grupo etário, a etiologia mais frequente é a hipertrofia das tonsilas palatinas e/ou faríngeas. A sintomatologia é pouco específica, sendo a roncopatia a manifestação mais frequente. No entanto, tem impacto na qualidade de vida da criança, com possíveis consequências futuras. Existe evidência de causalidade entre a SAOS e determinadas alterações craniofaciais, mas este tópico ainda é alvo de controvérsia. O desenvolvimento craniofacial é um fenómeno complexo, provavelmente influenciado por fatores genéticos e adquiridos. O objetivo desta revisão sistemática é avaliar a existência de anomalias do desenvolvimento craniofacial em crianças diagnosticadas com SAOS, comparando-as com crianças sem SAOS. O estudo deste tema permitirá uma melhor prestação de cuidados, com tratamento mais precoce e melhor prognóstico. A pesquisa bibliográfica recorreu às bases de dados eletrónicas PubMed e EMBASE. Os critérios de inclusão foram: (1) artigos publicados entre 2010 e a data da pesquisa bibliográfica; (2) estudos randomizados e controlados, estudos de caso-controlo, estudos de coorte e revisões sistemáticas; (3) participantes em idade pediátrica; (4) estudo da correlação da SAOS com o desenvolvimento craniofacial; (5) SAOS diagnosticada por anamnese, questionários, exame físico e/ou polissonografia (PSG); (6) avaliação craniofacial clínica ou por cefalometria.A colheita de dados abrangeu: (1) características sociodemográficas da população em estudo (idade, sexo e raça); (2) características clínicas (diagnóstico, sintomatologia, escalas de avaliação e exame físico); (3) dados da PSG; (4) dados cefalométricos. A presente revisão incluiu 9 artigos. A intervenção foi o diagnóstico de SAOS, realizado por métodos válidos, em todos os artigos. Para a análise craniofacial, todos os autores recorreram a radiografia cefalométrica, associando ou não um exame clínico. A análise incluiu 13 variáveis, divididas pelos planos ântero-posterior/sagital, vertical e transversal. Os resultados foram alvo de uma interpretação sistematizada e qualitativa. As alterações na estrutura craniofacial em crianças com SAOS foram mais acentuadas a nível do retrognatismo mandibular, padrão de crescimento vertical, arcadas mandibulares estreitas e presença de mordida cruzada. As alterações sagitais da base do crânio foram as menos significativas. Nas limitações, destaca-se a heterogeneidade entre estudos e alguns potenciais fatores confundidores, tais como a idade, sexo, raça e gravidade da patologia. Apesar das limitações e falta de evidência estatística em alguns casos, verificamos certas tendências no desenvolvimento, com possível impacto na qualidade de vida destes doentes, a nível clínico. Em conclusão, não obtivemos uma relação causal entre a SAOS e as alterações craniofaciais. No entanto, a avaliação craniofacial poderá ser um instrumento adjuvante no diagnóstico. De facto, se um doente apresentar alterações faciais típicas, tais como maloclusão de classe II, fácies alongada e arcadas mandibulares estreitas, deve levantar a suspeita de SAOS e ser referenciado a consulta de Otorrinolaringologia (ORL), para investigação precoce.
Obstructive sleep apnea syndrome (OSAS) is defined by obstruction of the upper airways, with repercussions on pulmonary ventilation during sleep. With a prevalence up to 5% of the paediatric population, it is a common cause of childhood morbidity, and it implicates an overuse of health-related care. In children, the main etiology of OSAS is tonsil and adenoid hypertrophy. The symptoms are nonspecific, and snoring is the most frequent manifestation. However, this disease has an impact on the patients’ quality of life, with future consequences.Evidence suggests that a causal relationship exists, between OSAS and certain craniofacial anomalies. However, this topic remains controversial. Craniofacial development is a complex process. It is probably influenced by both genetic and acquired factors. This systematic review aims to evaluate the presence of craniofacial development anomalies in children diagnosed with OSAS, comparatively to children without OSAS. The study of this topic will improve patient care, with early treatment and better prognosis.Our bibliographic research included PubMed and EMBASE electronic databases. The inclusion criteria were: (1) publications between 2010 and the date of bibliographic research; (2) randomized controlled trials, case-control studies, cohort studies and systematic reviews; (3) participants in paediatric age; (4) study of the correlation between OSAS and craniofacial development; (5) OSAS diagnosed by medical history, questionnaires, physical exam and/or polissonography (PSG); (6) clinical or cephalometric craniofacial evaluation.The data collection included: (1) sociodemographic features of study population (age, sex and race); (2) clinical features (diagnosis, symptoms, evaluation scales and physical examination); (3) PSG data; (4) cephalometric data. This review included 9 articles. The intervention was the diagnosis of OSAS, which was done by valid methods in all articles. The craniofacial evaluation was done with cephalometric radiography and some studies also included a clinical assessment. The results comprised 13 variables, which were divided by three planes: sagittal, vertical and lateral.We performed a systematic and qualitative interpretation of the results. The main differences were found regarding mandibular retrognatia, vertical growth pattern, narrow jaws and crossbite. The sagittal cranial base measures revealed the least differences between groups.Our study revealed some limitations. We highlight the heterogeneity between studies and some cofounding factors, namely the participants’ age, sex, race and disease severity. Despite the limitations and lack of statistic evidence of some results, we found a tendency to a certain growth pattern. This pattern may have clinical impact on the patients’ quality of life. In conclusion, we did not find a causal relationship between OSAS and craniofacial development. However, the craniofacial evaluation can be useful as an adjuvant tool on the diagnosis of OSAS. In fact, if a patient presents typical facial features (class II maloclusion, long face and narrow jaws) it should be a red flag for OSAS. Therefore, this patient should be referred to an Otolaryngologist (ENT) consult for early evaluation.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98338
Rights: openAccess
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