Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98326
Title: Validação da Nova Classificação de Bosniak para Lesões Quísticas Renais em Ecografia com Contraste
Other Titles: Contrast-Enhanced Ultrasound Validation for the New Bosniak Classification of Renal Cysts
Authors: Pinto, Paulo Filipe da Cunha
Orientador: Semedo, Luis Miguel Catarino Curvo
Keywords: Rim; Quisto; Renal; Classificação de Bosniak; Ecografia com Contraste; Tomografia Computorizada; Kidney; Renal; Cyst; Bosniak Classification; Contrast-Enhanced Ultrasound; Computorized Tomography
Issue Date: 9-Jun-2021
Serial title, monograph or event: Validação da Nova Classificação de Bosniak para Lesões Quísticas Renais em Ecografia com Contraste
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Introdução: A classificação de Bosniak encontra-se validada para tomografia computorizada (TC) e ressonância magnética (RM), mas não para ecografia com contraste (EcC) sendo-lhe atribuído atualmente um papel complementar. No entanto, a EcC é uma metodologia segura, sem radiação, sem nefrotoxicidade, realizada em tempo-real e bem tolerada, podendo constituir a primeira linha na caracterização de quistos renais complexos. O presente estudo pretende validar a classificação de Bosniak para a EcC. Materiais e Métodos: Realizou-se um estudo observacional, analítico, transversal e retrospetivo comparando estadiamentos obtidos em TC e em EcC espaçadas num máximo de 6 meses, para um mesmo quisto complexo. A amostra inicial era de 74 doentes dos quais foram selecionados 30 que cumpriram os critérios de inclusão, tendo sido avaliados 35 registos de EcC e 35 TC com contraste de março de 2017 a julho de 2020. Foram registadas as características quísticas quanto à ecogenicidade/radiodensidade, espessura da parede e/ou septos internos, número de septos, calcificações, realce, e ainda presença de nódulos ou irregularidades da parede e/ou septos. Realizaram-se estudos de associação com o teste Qui-Quadrado, concordância com o Kappa de Cohen e de correlação com os postos de Spearman. Resultados: Na EcC foram incluídos 2 (5,7%) quistos estadio I, 15 (42,9%) estadio II, 10 (28,6%) estadio IIF, 6 (17,1%) estadio III e 2 (5,7%) estadio IV. Na TC foram incluídos 4 (11,4%) quistos estadio I, 19 (54,3%) estadio II, 7 (20%) estadio IIF, 3 (8,6%) estadio III e 2 (5,7%) estadio IV. A correlação global entre o estadiamento com EcC e TC foi 0,758, p<0,001; χ2(1)=68,739, p<0,001; e κ=0,542, p<0,001. A correlação para os estadios I, II, IIF em EcC com os correspondentes em TC foi de 0,680, p<0,001; χ2(1)=15,207, p<0,004; e κ=0,468, p<0,004, demonstrando (pela tabela de contingência obtida) que sempre que se obtinha um destes estadios em EcC também se obtinha um semelhante em TC. Discussão: Não foi possível validar globalmente a EcC como metodologia isolada para a Classificação de Bosniak. No entanto, foi possível demonstrar que quando a EcC reporta um estadio I, II ou IIF poderemos estar seguros que o mesmo ocorreria na TC, enquanto que os estadios III e IV reportados na EcC poderão, por vezes, decorrer de sobrestadiamento. Conclusão: A EcC pode constituir a primeira linha na deteção de quistos complexos renais, sobretudo quando há risco aumentado de toxicidade com o contraste de TC ou RM, ou haja contraindicações para estas técnicas.
Introduction: Bosniak Classification is validated for computerized tomography (CT) and magnetic resonance imaging (MRI), but not for contrast-enhanced ultrasound (CEUS) being given to the latter a complementary role. However, CEUS is a safe methodology, without radiation, without nephrotoxicity, and a well-tolerated, real-time procedure, being capable of assuming a leading role in characterizing complex renal cysts. This study intends to validate the Bosniak classification for CEUS. Materials and Methods: An observational, analytical, cross-cut and retrospective study was carried out comparing stages obtained on CT and CEUS spaced up to a maximum of 6 months, for the same complex cyst. The initial sample was of 74 patients of which there were chosen 30 who filled the inclusion criteria, from which there were evaluated 35 CEUS reports and 35 contrast CT scans from March 2017 until June 2020. The cystic characteristics were registered according to echogenicity/radiodensity, wall and/or internal septa thickness, number of septa, calcifications, enhancement, and also the presence of nodular or irregular wall and/or septa. Association studies through the Chi-Square test, agreement with Cohen's Kappa, and correlation with Spearman's posts were performed. Results: In CEUS there were found 2 (5.7%) stage I cysts, 15 (42.9%) stage II, 10 (28.6%) stage IIF, 6 (17.1%) stage III and 2 (5.7%) stage IV. In CT there were found 4 (11.4%) stage I cysts, 19 (54.3%) stage II, 7 (20.0%) stage IIF, 3 (8.6%) stage III and 2 (5.7%) stage IV. The global correlation between CEUS and CT staging was of 0,758, p<0,001; χ2(1)=68.739, p<0.001; and κ=0.542, p<0.001. The correlation for the CEUS’ stages I, II, and IIF with CT correspondents was of 0.680, p<0.001; χ2(1)=15.207, p<0.004; and κ=0.468, p<0.004; demonstrating (through Crosstabs) that whenever one of these stages was obtained in CEUS it was also obtained in CT. Discussion: It was not possible to globally validate CEUS as an isolated methodology for the Bosniak Classification. However, it was possible to demonstrate that when CEUS reports a stage I, II, or IIF we can be sure that a similar one would occur on CT, while stages III and IV reported in CEUS can sometimes be a result of over-staging. Conclusion: CEUS can be the first line in detecting complex renal cysts, especially when there is an increased risk of toxicity with CT or MRI contrast, or there are contraindications for these techniques.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98326
Rights: embargoedAccess
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