Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/98317
Title: Fatores ansiogénicos em estudantes universitários da saúde na Universidade de Coimbra em 2020
Other Titles: Anxiogenic factors in health university students of the University of Coimbra in 2020
Authors: Sousa, Maria Inês de
Orientador: Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: Ansiedade; Estudantes; Saúde mental; Medicina; Ciências Farmacêuticas; Anxiety; Students; Mental health; Medicine; Pharmacy
Issue Date: 9-Mar-2021
Serial title, monograph or event: FATORES ANSIOGÉNICOS EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DA SAÚDE NA UNIVERSIDADE DE COIMBRA EM 2020
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: Diversos estudos demonstram uma elevada prevalência de perturbações da saúde mental nos estudantes universitários da área da saúde, sendo a ansiedade uma das mais importantes. No entanto, existem poucos estudos com enfoque nos fatores mais relevantes para o desenvolvimento de ansiedade nesta população. O objetivo principal desta investigação era a caracterização de fatores que influenciam os níveis de ansiedade dos estudantes universitários da saúde em Coimbra. Materiais e métodos: Efetuámos um estudo observacional, com recurso a um questionário online, confidencial, anónimo, de preenchimento voluntário. O questionário compreendia cinco secções: características sociodemográficas, questões relacionadas com fatores a estudar, Subescala de Ansiedade da Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS-A), APGAR familiar e Escala de Procrastinação Académica. Foi divulgado aos estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC). Resultados: Numa amostra representativa de 351 respostas, 200 da FMUC e 151 da FFUC, identificámos como ansiogénicos os fatores: género feminino, primeiros anos de frequência no curso, número inferior de horas de sono durante o período letivo e consideração de falta de tempo para atividades de lazer ou com a família. Os estudantes da FMUC, quando comparados com os da FFUC, frequentam mais atividades extracurriculares, estudam em maior percentagem no curso que escolheram como primeira opção no momento de ingressarem no ensino superior e são menos ansiosos. As variáveis: idade (p=0,030), género (p=0,054), ano de frequência (p=0,174), com quem vive durante o período letivo (p=0,409), número aproximado de horas de sono por noite durante o período letivo (p=0,608), consideração de falta de tempo para atividades de lazer ou com a família (p=0,268), funcionalidade familiar (p=0,442) e cotação na Escala de Procrastinação Académica (p=0,935) não demonstraram diferenças estatisticamente significativas entre as amostras de estudantes dos dois cursos.Discussão: Os maiores níveis de ansiedade nos primeiros anos de curso poderão ser justificados por: dúvidas dos estudantes acerca da integração no meio académico, adaptação a um maior nível de exigência e alterações no estilo de vida. A utilização de estratégias de coping pode ajudar a atenuar os níveis de ansiedade ao longo dos anos de curso, o que justifica a consideração de falta de tempo para atividades de lazer ou com a família e o número inferior de horas de sono como fatores ansiogénicos. A maior percentagem de alunos que frequentam o curso que escolheram como primeira opção nos estudantes da FMUC pode estar relacionada com uma melhor capacidade de lidar com a ansiedade, pelo percurso anterior que foi necessário ultrapassar. Questões sociais e individuais podem ainda estar implicadas. Estes resultados devem ser interpretados à luz de anteriores díspares resultados.Conclusão: A identificação de perturbações ansiosas, permitindo intervenção atempada e criando opções de estilos de vida mais adequados pode diminuir o risco de futuros profissionais de saúde adquirirem quadros clínicos de maior severidade. Também a adequação do calendário e de cargas letivas pode ajudar na redução dos níveis de ansiedade. É imperativa a sensibilização da comunidade estudantil para as questões de saúde mental e fatores que as influenciam.
Background: Several studies have shown a high prevalence of mental health disorders among health university students, with anxiety being one of the most important. However, there are few studies focusing on relevant factors for anxiety development in this population. The main objective of this study was to characterize factors that influence the anxiety levels of health university students in Coimbra.Materials and methods: We conducted an observational study, using an online, confidential, anonymous, of voluntary self-filling questionnaire. The questionnaire included five sections: sociodemographic characteristics, questions related to factors to study, Anxiety Subscale of Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS-A), family APGAR and Academic Procrastination Scale. It was shared with students of the Faculty of Medicine of the University of Coimbra (FMUC) and of the Faculty of Pharmacy of the University of Coimbra (FFUC).Results: In a representative sample of 351 responses, 200 medical students and 151 pharmacy students, we identified: female gender, first years of attendance at the course, lower number of sleep hours during the school period and consideration of lack of time for leisure activities or with the family as anxiogenic factors. Medical students attend more extracurricular activities, study in a higher percentage in the course they chose as the first option when entering higher education and are less anxious when compared to Pharmacy students. The variables: age (p = 0.030), gender (p = 0.054), year of attendance (p = 0.174), with whom they live during the school period (p = 0.409), approximate number of sleep hours per night during the school period (p = 0.608), lack of time for leisure activities or with the family (p = 0.268), family functionality (p = 0.442) and Academic Procrastination Scale score (p = 0.935) did not show statistically significant differences between students from Faculty of Medicine and Faculty of Pharmacy. Discussion: The high levels of anxiety in the first years of the course can be explained by: students' doubts about integration in the academic environment, higher levels of demand and changes in lifestyle. Coping strategies can help to decrease anxiety levels over the course, which explains considering lack of time for leisure activities or with the family and the lower number of sleep hours as anxiogenic factors. The higher percentage of students attending the course that they chose as the first option among medical students may be related to a better ability to deal with anxiety, due to the previous path that had to be overcome. Social and individual issues may also be associated. These results must be interpreted in the light of previous disparate results.Conclusion: The identification of anxiety disorders, allowing for timely intervention and creating more appropriate lifestyle options can decrease the risk of future health professionals acquiring more severe clinical conditions. Also, the adequacy of the timetable and teaching load can help to reduce anxiety levels. It is imperative to raise the student community's awareness of mental health issues and factors that influence them.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/98317
Rights: openAccess
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