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Title: "I stopped being a Normal Person" – An Anthropological Approach to the 'Medical Gaze' and Diagnostic Category in Bipolar Disorder
Other Titles: "Eu deixei der ser uma Pessoa Normal" – Uma Abordagem Antropológica ao 'Olhar Médico' e a Categoria de Diagnóstico na Perturbação Bipolar
Authors: Kuhn, Hannah Sophia Isabell
Orientador: Quintais, Luís Fernando Gomes da Silva
Keywords: Medical Anthropology; Bipolar Disorder; DSM-III; Medical Gaze; Ethnography; Antropologia Médica; Perturbação Bipolar; DSM-III; Olhar Médico; Etnografia
Issue Date: 6-Dec-2021
Serial title, monograph or event: "I stopped being a Normal Person" – An Anthropological Approach to the 'Medical Gaze' and Diagnostic Category in Bipolar Disorder
Place of publication or event: Universidade de Coimbra
Abstract: A presente dissertação visava investigar o contexto e o efeito da nosologia psiquiátrica no processo de diagnóstico da Perturbação Bipolar. A história deste esteve relacionada com o quadro sociocultural mais amplo do seu surgimento na terceira edição do Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais, DSM-III, em 1980.Partindo do princípio de que a biomedicina é uma prática científica e sociocultural, o quadro teórico da tese centrou-se em conceitos antropológicos e filosóficos relativos às práticas científicas médicas. Contrariando pressupostos de fisiopatologia subjacente como etiologia de doença com a ideia da prática médica moldando sistematicamente os objetos que trata, discutiu-se o conceito do "olhar médico" institucionalizado. Para explorar tensões entre padrões de cuidados de saúde institucionalizados e experiência subjetiva, foi realizado um trabalho etnográfico de campo no Hospital Universitário de Coimbra. Seguindo conceitos de experiência subjetiva de doença (illness) em oposição à observação de doença (disease), foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com seis pacientes diagnosticados com Perturbação Bipolar e cinco psiquiatras assistentes, organizadas em estudos de caso. A análise qualitativa concentrou-se em três aspetos centrais: processo de diagnóstico; comunicação e narrativa relativamente ao diagnóstico; e influência do contexto institucional.O diagnóstico constituiu geralmente um alívio, permitindo aos pacientes receberem ajuda e terminando a incerteza em relação à causa do seu sofrimento. Comunicação relativa à doença referia-se consistentemente ao curso natural da Perturbação Bipolar, que parecia benéfico para aspetos como culpa ou vergonha, e contribuía para sentimentos de alívio. As categorias de diagnóstico do DSM foram úteis, mas limitados, constituindo uma ligação entre tratamento individual e diretrizes institucionalizadas, funcionando como elemento regulador ao mesmo tempo que permitiu uma comunicação padronizada para instituições sociais e legais. Em conjunto, o diagnóstico foi considerado elemento-chave para comunicação interinstitucional, bem como o momento em que experiência da doença (illness) se materializa para ser considerada disease.
This thesis aimed to investigate the context and effect of psychiatric nosology on the diagnostic process of Bipolar Disorder. The history of the diagnosis was related to the broader sociocultural framework of its emergence with the third edition of the Diagnostical and Statistical Manual of Mental Disorders, DSM-III, in 1980. Based on the premise that biomedicine is a scientific and a sociocultural practice, the thesis’ theoretical framework focused on anthropological and philosophical concepts regarding scientific practices in medicine. Countering assumptions of underlying pathophysiological mechanisms as a disease’s etiology with the idea of medical practice systematically shaping the objects it therapizes, the concept of an institutionalized ‘medical gaze’ was discussed. To explore tensions between institutionalized health care patterns and subjective experience, ethnographic field work was performed in the Coimbra University Hospital. Following the concepts of subjective illness experience as opposed to the observation of a disease, semi-structured interviews were conducted with six patients diagnosed with Bipolar Disorder and five psychiatrists treating them, organized into case studies. Qualitative analysis focused on three core aspects: The process of diagnosis, communication and narrative regarding the diagnosis, and the institutional setting’s influence.The diagnosis generally posed a relief allowing for patients to receive help and end their uncertainty towards the cause for their suffering. Communication regarding the disease consistently referred to a natural course of Bipolar Disorder, which seemed beneficial for aspects such as guilt or shame, and contributed to feelings of relief. The DSM and its diagnostic categories were perceived as helpful, yet, limited, constituting a link between individual treatment and institutionalized guidelines, functioning as a regulatory element while enabling standardized communication for social and legal institutions. Altogether, the diagnosis was considered key element for inter-institutional communication as well as the moment in which the illness experience materializes to be considered a disease.
Description: Dissertação de Mestrado em Antropologia Médica e Saúde Global apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia
URI: http://hdl.handle.net/10316/97948
Rights: openAccess
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