Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/96620
Title: Resposta dos Indicadores Fisiológicos e Eficiência Energética ao Esforço no Processo de Aclimatação
Other Titles: Physiological indicators and energetic efficiency responses to the effort on acclimation process
Authors: Mendes, Andreia Sofia Dimas
Orientador: Santos, Amândio Manuel Cupido
Gomes, Beatriz Branquinho
Keywords: Atletismo; Aclimatação; Protocolos de Aclimatação; Temperatura; Humidade relativa; Track and field; Acclimation; Acclimation protocols; Temperature; Relative Humidity
Issue Date: 14-Jul-2020
Serial title, monograph or event: Resposta dos Indicadores Fisiológicos e Eficiência Energética ao Esforço no Processo de Aclimatação
Place of publication or event: LAI - Laboratório de Aerodinâmica Industrial e FCDEF - Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra
Abstract: O atletismo é a modalidade desportiva mais antiga de que há relatos na história, sendo de prática maioritariamente ao ar livre é influenciado pelas condições ambientais, que podem ser favoráveis ou adversas, influenciando a sua performance. Assim, é importante compreender em que medida as condições climáticas adversas influenciam a performance e que metodologias nos ajudam a atenuar essas influências. O objetivo deste estudo contou com a verificação do impacto causado pelas condições climáticas adversas de um clima como o de Tóquio (34ºC/55% HR) e em que medida o protocolo de aclimatação desenvolvido ajuda a atenuar o impacto negativo na performance avaliada previamente à implementação do mesmo. No estudo participaram 8 sujeitos, com uma média de idades de 37,5±11,2 anos, todos atletas federados na modalidade de atletismo e que competem em provas do calendário regional e nacional de fundo. Numa primeira fase foi avaliada a composição corporal dos atletas, seguindo-se a realização do Teste 1 - VO₂máx. nas duas condições climáticas estudadas – Lisboa (21ºC/55% HR) e Tóquio (34ºC/55% HR), como forma de entender as diferenças nas variáveis frequência cardíaca, concentração de lactato sanguíneo, pressão arterial, consumo de oxigénio, temperatura corporal interna, volume plasmático, eficiência energética e frequência e distância de ciclo de passada, entre os diferentes climas simulados. Na terceira fase foi implementado um protocolo de aclimatação, com sessões realizadas em dias alternados e com uma duração progressiva (40 a 100 minutos), durante duas semanas (6 sessões), com o clima simulado de Tóquio (34ºC/55% HR). Na quarta e última fase foram repetidos os testes de VO₂máx. (Teste 2) com o objetivo de verificar as diferenças entre os climas simulados e em que medida é que os valores verificados no clima adverso foram minimizados. Existem diferenças estatisticamente significativas entre os testes de VO2máx. por patamares nas diferentes condições climáticas simuladas de Lisboa (21ºC/55% HR) e Tóquio (34ºC/55% HR), na primeira fase do estudo – pré-aclimatação. Deste modo, as variáveis fisiológicas como a frequência cardíaca, as concentrações de lactato sanguíneo, a perceção de esforço, a temperatura corporal interna, a percentagem de desidratação, a variação de volume plasmático e o consumo de oxigénio e ventilação aumentam os seus valores médios, para uma mesma intensidade de esforço, o que levou a diminuições na performance, como verificado através das velocidades médias alcançadas às concentrações de 2 e 4 mmol/L. Durante a implementação do protocolo de aclimatação foi observada uma descida dos valores médios da frequência cardíaca com o número de sessões, verificando-se diferenças estatisticamente significativas nos valores médios obtidos na primeira e na última sessão. Na fase de pós-aclimatação os valores médios das variáveis fisiológicas frequência cardíaca, concentrações de lactato sanguíneo, perceção de esforço, temperatura corporal interna, percentagem de desidratação, variação de volume plasmático e consumo de oxigénio e ventilação observaram uma tendência de descida, mostrando assim uma adaptação ao protocolo de aclimatação implementado. Ainda, as variáveis biomecânicas frequência de passada apresentaram uma tendência de aumento dos seus valores médios e uma consequente tendência de diminuição dos seus valores médios de distância de ciclo de passada para a mesma fase de estudo.
As far as we know track and field is the oldest sport in history, with its practice mainly in the outdoor field and consequently, influenced by environmental conditions that directly determine the athlete’s performance. Therefore, it’s important to understand how adverse climatic conditions may influence the performance and develop strategies to minimize that influences. The goal of the study is to verify the impact of Tokyo (34ºC/55% HR) adverse climatic conditions and understand how acclimation protocol helps in minimizing the negative impact in performance. Had participated in the study eight subjects with an average age of 37,50±11,21 years and all federated in track and field sport, and with competitions on regional and national level. The study was developed in four phases, being the first the measurement of athlete’s bodies dimensions. The second phase was the Test 1 - VO₂max. by steps, in two different simulated climatic conditions – Lisbon (21ºC/55% HR) and Tokyo (34ºC/55% HR), as a way to understand the differences between this two conditions in heart rate, blood lactate, blood pressure, oxygen consumption, body internal temperature, plasmatic volume, energetic efficiency and pace frequency and cycle distance. Thirdly, was developed and implemented an acclimation protocol with intermittent-day sessions, with progressive duration (40 to 100 minutes), for two weeks (6 sessions), with the Tokyo (34ºC/55% HR) simulated clime. Lastly, in the fourth phase the VO₂max. by steps test (test 2) was repeated in order to verify the differences between the two simulated climatic situations and verify how variables changed their values. There are statistically significant differences between VO2max tests. by steps in different simulated climatic conditions of Lisbon (21ºC / 55% HR) and Tokyo (34ºC / 55% HR), in the first study phase – pre-acclimation. Physiological variables such as heart rate, blood lactate concentrations, perceived exertion, body temperature, dehydration percentage, plasmatic volume and oxygen and ventilation consumption increased their average values, for the same intensity of effort, which led to decreases in performance, as seen through the average speeds achieved at concentrations of 2 and 4 mmol/L. During the acclimation protocol implementation, a decrease in the HR mean values were observed with the number of sessions, with statistically significant differences in the mean values obtained in the first and last session. In the post-acclimation phase, the mean values of the physiological variables as heart rate, blood lactate concentrations, perceived exertion, body temperature, dehydration percentage, plasmatic volume and oxygen and ventilation consumption had a downward trend, showing an adaptation to the implemented acclimation protocol. Still, the biomechanical stride frequency showed a tendency to increase their average values and a consequent tendency to decrease their average stride cycle distance values for the same study phase.
Description: Dissertação de Mestrado em Biocinética apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física
URI: http://hdl.handle.net/10316/96620
Rights: openAccess
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