Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/96566
Title: A Representação das Mulheres na Comunicação Organizacional: Análise do LinkedIn das 100 Maiores Empresas Portuguesas e Brasileiras no Dia Internacional das Mulheres
Other Titles: The Representation of Women in Organizational Communication: LinkedIn Analysis of the 100 Largest Portuguese and Brazilian Companies on International Women's Day
Authors: Baeta, Agda Dias
Orientador: Simões, Rita Joana Basílio de
Keywords: pós-feminismo; interseccionalidade; comunicação organizacional; LinkedIn; postfeminism; intersectionality; organizational communication; LinkedIn
Issue Date: 22-Jun-2021
Serial title, monograph or event: A Representação das Mulheres na Comunicação Organizacional: Análise do LinkedIn das 100 Maiores Empresas Portuguesas e Brasileiras no Dia Internacional das Mulheres
Place of publication or event: Portugal
Abstract: The media and cultural products have disseminated feminism according to a neoliberal logic that sums it up to the freedom of choice and the individual empowerment of women, predominantly white, young, thin, without disabilities, middle class, and heterosexuals. From this perspective, they ignore issues related to collective rights, multiculturalism, and the intersectionality of gender with other social categories of oppression - such as race, class, age, weight, disability, and sexuality - depoliticizing the feminist cause. This phenomenon is often called post-feminism, a discursive formation that uses the vocabulary and values of feminisms, as social movements, to establish seemingly new stereotypes of femininity, but that reaffirm the conventional gender hierarchies. Many analyzes of the representation of women in advertising show that Western companies follow this same path in their marketing communication. However, Organizational Communication, in this sense, is little studied. This investigation measured, in the Portuguese and Brazilian contexts, through a Content Analysis, if the companies in their institutional speeches disseminated on LinkedIn demonstrate an understanding of intersectionality and if they have any type of action that contributes to reduce social discrepancies. To this end, the posts of the 100 largest companies in each of the countries, published at the time of the International Women's Day, were analyzed and characteristics related to post-feminism and intersectional feminism were measured. The results confirmed the predominance of post-feminism in the institutional communication of companies, in both countries, with a timid movement towards intersectionality in the Brazilian sample. In Portugal, on the other hand, the direction of the discourse seems to point to diversity, without considering the intersectionality of gender with other axes of oppression that affect women.
A mídia e os produtos culturais têm disseminado o feminismo segundo uma lógica neoliberal que o resume à liberdade de escolha e ao empoderamento individual de mulheres, predominantemente, brancas, jovens, magras, sem deficiências, de classe média e heterossexuais. Sob essa perspectiva, desconsideram questões relacionadas aos direitos coletivos, à multiculturalidade e à interseccionalidade de gênero com outras categorias sociais de opressão – como raça, etnia, classe, idade, peso, deficiência e sexualidade –, despolitizando a causa feminista. Esse fenômeno é, com frequência, intitulado de pós-feminismo. Uma formação discursiva que utiliza o vocabulário e os ideais dos feminismos – enquanto movimentos sociais – para estabelecer estereótipos de feminilidade aparentemente novos, mas que reafirmam as convencionais hierarquias de gênero. Muitas análises sobre a representação das mulheres na publicidade mostram que as empresas ocidentais seguem este mesmo caminho em sua comunicação mercadológica. No entanto, a comunicação organizacional, nesse sentido, é pouco estudada. Esta investigação mensurou, nos contextos português e brasileiro, por meio de uma análise de conteúdo, se as empresas em seus discursos institucionais disseminados no LinkedIn demonstram entendimento sobre interseccionalidade e se possuem algum tipo de ação que contribua para diminuir as discrepâncias sociais. Para isso, foram analisadas as postagens das 100 maiores empresas de cada um dos países, publicadas à época do Dia Internacional das Mulheres, e mensuradas características relativas ao pós-feminismo e ao feminismo interseccional. Os resultados confirmaram a predominância do pós-feminismo na comunicação institucional das empresas, nos dois países, com um tímido movimento em direção à interseccionalidade na amostra brasileira. Já em Portugal, a direção do discurso parece apontar para a diversidade, sem considerar a interseccionalidade de gênero com outros eixos de opressão que afetam as mulheres.
Description: Dissertação de Mestrado em Jornalismo e Comunicação apresentada à Faculdade de Letras
URI: http://hdl.handle.net/10316/96566
Rights: openAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat
AgdaBaeta_versaofinal.pdf2.93 MBAdobe PDFView/Open
Show full item record

Page view(s)

18
checked on Dec 24, 2021

Download(s)

17
checked on Dec 24, 2021

Google ScholarTM

Check


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons