Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/96469
Title: Prevenção da Ideação Suicida: Contributos da Autocompaixão e da Tolerância Emocional ao Sofrimento
Other Titles: Preventing Suicidal Ideation: Contributions of Self-Compassion and Emotional Distress Tolerance
Authors: Sena, Gonçalo Amorim
Orientador: Freitas, Paula Cristina Oliveira Castilho
Keywords: Suicidalidade; Entrapment; Experiências de ameaça e subordinação percebida na infância; Autocompaixão; Tolerância Emocional ao Sofrimento; Suicidality; Entrapment; Recall of perceived threat and subordination in childhood; Self-compassion; Emotional Distress Tolerance
Issue Date: 29-Jul-2021
Serial title, monograph or event: Prevenção da Ideação Suicida: Contributos da Autocompaixão e da Tolerância Emocional ao Sofrimento
Place of publication or event: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
Abstract: O risco de suicídio é considerado um problema significativo na saúde pública, em diversas faixas etárias, percorrendo várias culturas. De facto, existe uma variedade de fatores sociais, psicológicos, biológicos, clínicos e culturais que predizem a suicidalidade, como a depressão, o isolamento, a desesperança, entrapment e experiências adversas na infância. Contudo, é importante também perceber que fatores poderão proteger as pessoas de experienciar ideação suicida. Pouco ainda se sabe sobre o contributo da autocompaixão e da tolerância emocional ao sofrimento na prevenção da suicidalidade, apesar de algumas evidências do seu impacto no curso da saúde mental, sugerindo um menor sofrimento psicológico. Assim, o presente estudo teve como objetivo explorar o papel mediador do entrapment na relação entre as experiências de ameaça e subordinação na infância e a suicidalidade moderado pela autocompaixão e tolerância emocional ao sofrimento. Especificamente, hipotetizou-se que a autocompaixão e a tolerância emocional ao sofrimento teriam um papel moderador tanto na relação entre experiências de ameaça e subordinação percebida na infância e suicidalidade, como entre entrapment e suicidalidade. A amostra deste estudo foi composta por 398 participantes, em que 228 (57.3%) são do género feminino e 170 (42.7%) do género masculino. Os resultados mostraram que existe uma associação significativa entre todas as variáveis. Além disso, evidenciaram que as componentes autobondade e humanidade comum da autocompaixão moderaram a relação entre o entrapment e a suicidalidade, e que a tolerância emocional ao sofrimento moderou a relação entre experiências de ameaça e subordinação percebida na infância e suicidalidade, quando controlado o efeito da depressão. A autobondade, a humanidade comum e a tolerância emocional ao sofrimento parecem ser variáveis com potencial protetor na prevenção da suicidalidade.
Suicide risk is considered a major health problem, regardless of age and across cultures. In fact, there is a variety of social, psychological, biological, clinical, and cultural factors that predict suicidality, such as depression, isolation, hopelessness, entrapment, and adverse early life experiences. However, it is also important to understand which factors may protect people from experiencing suicidal ideation. Little is known about the contribution of self-compassion and distress tolerance in preventing suicidality, despite some evidence pointing out their buffering role in psychological suffering. Thus, our aim was to explore the mediator role of entrapment in the relationship between experiences of threat and subordination in childhood and suicidality, moderated by self-compassion and emotional distress tolerance. More specifically, we hypothesized that self-compassion and emotional distress tolerance would moderate both the relationship between recall of early life threat and submissiveness experiences and suicidality, and the relationship between entrapment and suicidality. We tested these hypotheses among a non-clinical sample of 398 participants (228 females and 170 males, accounting for 57.3% and 42.7% of the sample, respectively). Results revealed significant associations between all study variables. Moreover, results showed that self-kindness and common humanity - self-compassion components, moderated the relationship between entrapment and suicidality, and that emotional distress tolerance moderated the relationship between recall of experiences of threat and submissiveness during childhood and suicidality, when controlling for depression. Self-kindness and common humanity components of self-compassion and emotional distress tolerance seem to be potential protective variables in preventing suicidality.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Psicologia apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
URI: http://hdl.handle.net/10316/96469
Rights: openAccess
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