Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/96106
Title: Paleomagnetismo do Magmatismo Alcalino Cretácico da Bacia Lusitânica e Implicações para a Curva de Deriva Polar Aparente da Ibéria - Caso de estudo das soleiras de Anços e Lomba dos Pianos
Other Titles: Paleomagnetism of the Cretaceous Alkaline Magmatism of the Lusitanian Basin and Implications for the Apparent Polar Wander Path of Iberia: Study of the Anços and Lomba dos Pianos sills.
Authors: Dinis, Rafael Oliveira
Orientador: Font, Eric Claude
Keywords: Placa Ibérica; Paleomagnetismo; CDPA; Magmatismo Alcalino do Cretácico; Bacia Lusitânica; Iberian Plate; Paleomagnetism; APWP; Cretaceous Alkaline Magmatism; Lusitanian Basin
Issue Date: 2-Sep-2021
Serial title, monograph or event: Paleomagnetismo do Magmatismo Alcalino Cretácico da Bacia Lusitânica e Implicações para a Curva de Deriva Polar Aparente da Ibéria - Caso de estudo das soleiras de Anços e Lomba dos Pianos
Place of publication or event: Departamento de Ciências da Terra - Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
Abstract: A evolução paleogeográfica da Ibéria é ainda motivo de debate. As limitações principais surgem na falta de dados paleomagnéticos confiáveis e de datações radiométricas, bem como a ocorrência de eventos de remagnetização de larga escala. Neste estudo, foram estudadas duas soleiras localizadas na Bacia Lusitânica, Portugal (Anços e Lomba dos Pianos), no sentido de obter novos polos paleomagnéticos de qualidade para a calibração da Curva de Deriva Polar Aparente da placa Ibérica durante o Cretácico. Os resultados das propriedades magnéticas (curvas de magnetização remanescente isotérmica, termomagnéticas e de histerese; anisotropia da suscetibilidade magnética) bem como da petrografia indicam uma mineralogia magnética primária, sendo a titanomagnetite o portador principal da magnetização remanescente nas duas soleiras estudadas. O fabric magnético, determinado pela anisotropia de suscetibilidade magnética (AMS), é oblato no caso de Anços, com um vetor k3 subvertical que permite corrigir as direções magnéticas registada nestas rochas pelo possível basculamento tectónico pós-intrusão. No caso de Lomba dos Pianos, não foi possível determinar um fabric magnético bem definido. Os padrões de desmagnetização de 228 amostras de Anços (AN) e 187 amostras de Lomba dos Pianos (LP) são estáveis e permite calcular um polo paleomagnético de Plong=26.0º, Plat= -71.1º (A95=0.93º) para Anços e Plong=20.2º, Plat=-78.0º (A95=1.42º) para Lomba dos Pianos. A comparação da direção destes novos polos com polos de referência indica uma idade de 88-94 Ma para as duas soleiras estudadas, consistente com a idade do primeiro pulso do magmatismo alcalino do Cretácico que afetou a Bacia Lusitânica. Uma análise estatística dos dados paleomagnéticos de AN e LP indica que a variação secular não foi minimizada, devido a um tempo relativamente curto inerente ao resfriamento destes corpos. Deste modo, foi recalculado um polo paleomagnético para o intervalo de 88-94 Ma a partir da média dos polos geomagnéticos virtuais de AN, LP e outras soleiras estudadas por outros autores.A partir da compilação de dados já existentes com o novo polo obtido a 88-94 Ma, foi feita uma reconstituição paleogeográfica da evolução da placa Ibérica no intervalo de 160-60 Ma. Neste modelo, a Ibéria sofre um movimento de rotação anti-horário de ~30º a partir do fim do Cretácico inferior, acompanhado de uma deriva da placa para leste, provavelmente controlada pela abertura da Baia da Biscaia. Depois do Albiano (<100 Ma), a subida da placa Africana faz a Ibéria colidir com a placa Euroasiática, levando à posterior formação dos Pirenéus durante o Terciário. Porém, a ~60 Ma, este modelo apresenta um hiato entre a Ibéria e a Eurásia, sugerindo a existência de uma antiga crosta oceânica ou de um corredor continental.
The paleogeographic evolution of the Iberian Plate is still a matter of debate. Main limitations arise from the lack of reliable paleomagnetic data and radiometric dating, aswell as the occurrence of widespread remagnetization events. Here, were studied two sills located in Lusitanian Basin, Portugal (Anços and Lomba dos Pianos), in order to obtain new high quality paleomagnetic poles to the calibration of the APWP of Iberian Plate during the Cretaceous. The magnetic properties (isothermal remanent magnetization, thermomagnetic and hysteresis curves; anisotropy of magnetic susceptibility - AMS) and petrographic results indicates a primary magnetic mineralogy, with titanomagnetiteas the main carrier of the remanent magnetization in both sills. The magnetic fabric determined by AMS is oblate in the Anços sill, with a subvertical k3 vector tallowing the correctionof the magnetic directions registered in the rocks by possible post-intrusion tilting. InLomba dos Pianos sill, the magnetic fabric showed scattered directions. Demagnetization patterns of 228 samples of Anços (AN) and 187 samples of Lomba dos Pianos (LP)are stable and allowed to calculate a paleomagnetic pole with Plong=26.0º, Plat= -71.1º (A95=0.93º) for Anços and Plong=20.2º, Plat=-78.0º (A95=1.42º) for Lomba dosPianos. The comparison of the directions of the new poles with reference poles indicates an age of 88-94 Ma for both studied sills, consistent with the age of the first pulse of CretaceousAlkaline Magmatism that affected the Lusitanian Basin. A statistic analysis ofthe paleomagnetic data of AN and LP shows that the paleosecular variation was not minimized, due to a relatively short time of cooling of these bodies. Alternatively, a new paleomagnetic pole was recalculated for the 88-94 Ma interval based on the mean of the virtualpaleomagnetic polesof AN and LP, and other sills studied previously by other authors.Based on this compilation, a new paleogeographic reconstruction of the Iberian Plate is proposed in the interval of 160-60 Ma. In this model, the Iberia suffers a counterclockwise rotation of ~30º from the end of the Late Cretaceous, accompanied with an Eastern plate drift, probably controled by the opening of the Biscay Bay. After the Albian (<100 Ma), the northward drift of the African plate led Iberia to collide with the Euroasiatic plate, leading to the posterior formation of the Pyrennes in the Tertiary. However, at ~60 Ma this model shows a gap between the Iberia and the Euroasiatic plates, suggesting the presence of an old oceanic crust or a continental corridor.
Description: Dissertação de Mestrado em Geociências apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia
URI: http://hdl.handle.net/10316/96106
Rights: openAccess
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