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Title: O EFEITO MODERADOR DO HUMOR NA RELAÇÃO ENTRE OS MECANISMOS DE CONTROLO E A CRIATIVIDADE: UM ESTUDO COM COMERCIAIS
Other Titles: THE MODERATING EFFECT OF HUMOR ON THE RELATIONSHIP BETWEEN CONTROL MECHANISMS AND CREATIVITY: A STUDY WITH COMMERCIALS
Authors: Pereira, Luís Filipe dos Santos
Orientador: Coelho, Filipe Jorge Fernandes
Dimas, Isabel Cristina Dórdio
Keywords: mecanismos de controlo; criatividade; humor; desempenho; control mechanisms; creativity; humor; performance
Issue Date: 3-Dec-2020
Serial title, monograph or event: O EFEITO MODERADOR DO HUMOR NA RELAÇÃO ENTRE OS MECANISMOS DE CONTROLO E A CRIATIVIDADE: UM ESTUDO COM COMERCIAIS
Place of publication or event: FEUC-Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Abstract: Os colaboradores representam a organização, aos olhos dos clientes, por isso, os seus comportamentos são fundamentais para a satisfação dos clientes. Um bom preditor para o sucesso financeiro é a satisfação dos clientes, para isso os colaboradores têm de usar a sua predisposição criativa, para gerar experiências satisfatórias. A criatividade é um fator chave na gestão das equipas de comerciais, e no crescimento sustentável das organizações. Este enquadramento revela uma necessidade e para suprir esta realidade, este estudo investiga a relação entre os mecanismos de controlo informais e a criatividade dos colaboradores, e o efeito moderador dos tipos de humor nesta relação. Os resultados alcançados revelam que há uma relação positiva entre os mecanismos de controlo, o humor afiliativo e o auto-aperfeiçoador e a criatividade dos colaboradores. Por outro lado, verificou-se que o humor agressivo, o auto-destrutivo e o humor auto-aperfeiçoador moderam o efeito dos mecanismos de controlo na criatividade. Isto sugere que o humor dos colaboradores deve ser alvo de ponderação consciente, para assim se assegurar de que os mecanismos informais geram comportamentos criativos. Palavras-chave: Mecanismos de controlo, criatividade, humor e desempenho.A criatividade é a habilidade dos colaboradores para produzir ideias novas e construtivas que têm o potencial de contribuir para o bem da organização (Shalley et al., 2000), e que como é um fenómeno complexo, por conseguinte, são muitas as forças que a afetam, envolvendo diversas influências, dependendo de diversos atributos individuais e situacionais (Mumford & Gustafson, 1988). Dada a complexidade, a criatividade reveste-se de extrema importância no mundo empresarial, e em geral, os mecanismos de controlo são usados para alinhar os comportamentos dos colaboradores com os desígnios da organização (Rodrigues et al., 2015). Um dos fatores que influencia a criatividade dos colaboradores é o uso de humor. O uso de humor seja com uma expressão cómica ou gesto, pode reduzir os impactos negativos de situações preocupantes, e é por isso que a literatura tem mostrado evidências, de que o humor está ligado ao pensamento criativo, na resolução de problemas (Murdock & Ganim, 1993; Romero & Cruthirds, 2006).Este estudo vai ao encontro de muitos outros, já aqui mencionados, onde se constata que os tipos de humor afiliativo e auto-aperfeiçoador, aumentam a criatividade. Este facto verifica-se porque este tipo de humor positivo não agride ninguém, diminui a tensão e facilita as relações interpessoais, talvez porque este humor está relacionado com aspetos internos como a alegria, autoestima, mas também com a extroversão e a intimidade, para assim produzir emoções de satisfação do relacionamento. Por exemplo, o humor auto-aperfeiçoador é utilizado nas organizações, onde o colaborador tem como intenção a melhoria da sua imagem no grupo e da organização. O humor agressivo está relacionado com a utilização do sarcasmo, provocação, ridicularização, mas parece não dificultar a criatividade dos colaboradores, talvez pela proximidade dos colaboradores da equipa, ou pela capacidade mental forte e emocional mais positiva, o que os impede de ter efeito negativo no relacionamento do grupo, ou no pensamento criativo para o desbloqueio de soluções. Já no caso do humor auto-destrutivo o facto de divertir os outros destruindo a sua imagem, parece fazer ganhar a aprovação dos outros, minimizando os pensamentos negativos devido ao comportamento bem-humorado. As evidências de carências emocionais, presentes neste tipo de humor, parece ainda, ajudar a reduzir o status, para desta forma se tornar mais aceite e acessível.Finalmente, constatou-se que o humor auto-aperfeiçoador atenua a relação positiva entre o controlo cultural e a criatividade, é possível que este efeito seja explicado pelo facto de a perfeição poder ser inimiga da experimentação, uma vez que esta implica correr riscos. Já no caso do humor auto-destrutivo os resultados revelaram que este tipo de humor acentua a relação positiva do autocontrolo com a criatividade, talvez porque, desta forma cria as ruturas necessárias para resolver os problemas apresentados, e por outro lado, é o utilizador deste tipo de humor, que de certa forma influencia o relacionamento da equipa. Ainda se constatou, que este tipo de humor acentua o efeito positivo do controlo social na criatividade, uma vez que melhora a persuasão criando afeto concordante positivo, minimizando a discórdia e ajuda ainda na interiorização dos valores e compromissos mútuos, sugerindo correções de forma subtil, que este tipo de humor permite, talvez devido à interação aberta e acessível com os colegas e clientes. Finalmente, obteve-se alguma evidência de que o humor agressivo acentua a relação entre o controlo social e a criatividade.
Employees represent the organisation in the eyes of customers, so their behaviour is fundamental to customer satisfaction. A good predictor of financial success is customer satisfaction, so employees must use their creative predisposition to generate satisfactory experiences. Creativity is a key factor in the management of sales teams, and in the sustainable growth of organizations. This framework reveals a need and to meet this reality, this study investigates the relationship between informal control mechanisms and the creativity of employees, as well as the moderating effect of humor types in such relationship. The results achieved are that there is a positive relationship between the informal control mechanisms, the affiliative and self-improving mood, and the creativity of employees. In addition, aggressive and self-destructive moods have moderated the relationship between control mechanisms and creativity. This suggests that the humour of employees should be subject to conscious consideration in order to ensure that informal controls generate creative behaviour. Keywords: Control mechanisms, creativity, humor and performance.Creativity is the ability of employees to produce new and constructive ideas that have the potential to contribute to the good of the organization (Shalley et al., 2000), and that as it is a complex phenomenon, therefore, there are many forces that they affect, involving different influences, depending on several individual and situational attributes (Mumford & Gustafson, 1988). Given the complexity, creativity is extremely important in the business world, and in general, control mechanisms are used to align employee behaviors with the organization's designs (Rodrigues et al., 2015). One of the factors that influences the creativity of employees is the use of humor. The use of humor, whether with a comic expression or gesture, can reduce the negative impacts of worrying situations, which is why the literature has shown evidence that humor is linked to creative thinking, in problem solving (Murdock & Ganim , 1993; Romero & Cruthirds, 2006).This study meets many others, already mentioned here, where it is found that the types of affiliate and self-improving humor, increase creativity. This is due to the fact that this type of positive humor does not harm anyone, reduces tension and facilitates interpersonal relationships, perhaps because this humor is related to internal aspects such as joy, self-esteem, but also to extraversion and intimacy, so produce emotions of relationship satisfaction. For example, self-improvement humor is used in organizations, where the employee has the intention of improving his image in the group and in the organization. Aggressive humor is related to the use of sarcasm, provocation, ridicule, but it does not seem to hinder the creativity of the collaborators, perhaps due to the proximity of the team collaborators, or due to the more positive and strong mental and emotional capacity, which prevents them from having a negative effect. in the group relationship, or in creative thinking to unlock solutions. In the case of self-destructive humor, the fact of amusing others by destroying their image, seems to win the approval of others, minimizing negative thoughts due to good-natured behavior. The evidence of emotional needs, present in this type of humor, also seems to help to reduce the status, in order to become more accepted and accessible.Finally, it was found that self-improving humor attenuates the positive relationship between cultural control and creativity, it is possible that this effect is explained by the fact that perfection can be the enemy of experimentation, since experimentation involves taking risks. In the case of self-destructive humor, the results revealed that this type of humor accentuates the positive relationship between self-control and creativity, perhaps because, in this way, it creates the necessary disruptions to solve the problems presented, and on the other hand, it is the user of this type of humor, which in a way influences the team's relationship. It was also found that this type of humor accentuates the positive effect of social control on creativity, since it improves persuasion, creating positive concordant affection, minimizing discord and also helping to internalize mutual values ​​and commitments, suggesting subtle corrections, that this type of humor allows, perhaps due to open and accessible interaction with colleagues and customers. Finally, there was some evidence that aggressive humor accentuates the relationship between social control and creativity.
Description: Dissertação de Mestrado em Marketing apresentada à Faculdade de Economia
URI: http://hdl.handle.net/10316/94746
Rights: openAccess
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