Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/94728
Title: A relação entre o capital social e a saúde autoavaliada e o impacto de variáveis contextuais: uma análise com base no European Social Survey 2018
Other Titles: The relation between social capital and sef-rated health and the impact of contextual variables: an analysis based on European Social Survey 2018
Authors: Machado, Analúcia Pereira Matera
Orientador: Quintal, Carlota Maria Miranda
Keywords: capital social; saúde autoavaliada; European Social Survey; social capital; self-rated health; European Social Survey
Issue Date: 9-Dec-2020
Serial title, monograph or event: A relação entre o capital social e a saúde autoavaliada e o impacto de variáveis contextuais: uma análise com base no European Social Survey 2018
Place of publication or event: Faculdade de Economia - Universidade de Coimbra
Abstract: Nos últimos anos o capital social tem sido reconhecido como importante elemento para a manutenção e aprimoramento do estado de saúde. Entretanto, a análise das relações entre capital social e saúde é complexa. Este conceito inclui diferentes dimensões, contextos e níveis, e suas relações com a saúde são variáveis dependendo dos grupos sociais analisados. Esta pesquisa se propôs a contribuir com a literatura no debate sobre as relações entre capital social e saúde e como estas relações podem ser influenciadas pelas variáveis contextuais sexo, idade, local de residência, religiosidade e cultura (país de residência). O capital social foi representado por dez variáveis em suas dimensões cognitiva e estrutural. A saúde foi representada pelo estado de saúde autoavaliado, transformado em uma variável binária, interessando de um lado a saúde “boa” e do outro lado a saúde “má”. Foram utilizados dados do European Social Survey, de um conjunto de 21 países Europeus, para o ano de 2018. Para as relações entre as variáveis representativas do capital social e a saúde autoavaliada, de acordo com o teste t de Student, verificou-se haver diferença, ao nível de significância de 5%, entre as respostas observadas para os grupos com capital social alto e capital social baixo, tanto na análise global da amostra quanto na análise em função das variáveis contextuais, exceto para a faixa etária de 15 a 24 anos e para a França. Tais resultados sinalizam uma associação positiva entre capital social e saúde. Para as mesmas relações, entre as categorias das variáveis contextuais, de acordo com o teste Difference-in-Differences, verificou-se haver diferença significativa apenas entre as faixas etárias; sinalizando que apenas esta variável contextual influencia as relações entre capital social e saúde. Em função da heterogeneidade observada para algumas variáveis representativas da dimensão estrutural do capital social, optou-se por repetir as análises sem considerar estas últimas variáveis. Considerando esse subconjunto de variáveis do capital social, no geral os resultados se mantiveram, entretanto, em função das variáveis contextuais, também verificou-se haver diferença ao nível de significância de 5%, para a faixa etária de 15 a 24 anos e para a França; e em relação ao efeito moderador das variáveis contextuais, verificou-se haver diferença significativa, ao nível de significância de 5%, entre Portugal e Reino Unido e entre Espanha e Reino Unido; sinalizando que a variável contextual cultura, para este subconjunto de variáveis do capital social, interfere nas relações entre capital social e saúde. As diferenças observadas nos resultados, apresentados pelos dois grupos de análises, sinalizam que as relações entre capital social e saúde são dependentes das variáveis do capital social consideradas. Os resultados desta pesquisa confirmam a associação positiva entre capital social e saúde. Com relação ao efeito moderador das variáveis contextuais em análise, em termos globais não se encontrou evidência de sua existência. Entretanto, os resultados obtidos sugerem que o capital social é particularmente importante para a saúde dos mais idosos. Pesquisas futuras merecem estratificar as populações e avaliar, para cada estrato, qual a representação do capital social mais significativa.
In recent years, social capital has been recognized as an important element for the maintenance and improvement of health status. However, the analysis of the relation between social capital and health is complex. This concept includes different dimensions, contexts and levels, and their relation with health varies depending on the social groups analyzed. This research aims to contribute to the literature in the debate on the relation between social capital and health and how these relations can be influenced by the contextual variables of gender, age, residence, religiosity and culture (country of residence). Social capital was represented by ten variables in their cognitive and structural dimensions. Health was represented by the self-rated health, transformed into a binary variable, on the one hand being concerned with “good” health and on the other hand with “bad” health. Data came from the European Social Survey 2018, covering a set of 21 European countries. For the relations between the variables representing social capital and self-rated health, according to the Student's t test, there was a difference, at the significance level of 5%, amongst the responses observed for groups with high social capital and low social capital, both in the global analysis of the sample and in the analysis according to contextual variables, except for the age group of 15 to 24 years and for France. These results indicate a positive association between social capital and health. The same relations, between the categories of contextual variables, according to the Difference-in-Differences test, demonstrated a significant difference only between the age groups; indicating that only this contextual variable influences the relation between social capital and health. Due to the heterogeneity observed in some variables representing the structural dimension of social capital, it was decided to repeat the analyzes without considering the latter variables. Considering this subset of social capital variables, in general, the results were maintained; however, due to the contextual variables, there was also a difference at the level of significance of 5%, for the age group of 15 to 24 years and for France; and related to the moderating effect of contextual variables, there was a significant difference, at the 5% level of significance, between Portugal and the United Kingdom, as well as between Spain and the United Kingdom; demonstrating that the contextual variable culture, for this subset of social capital variables, interferes in the relation between social capital and health. The differences observed in the results, presented by the two groups of analyses, indicate that the relations between social capital and health depend on the social capital variables considered. The results of this research confirm the positive association between social capital and health. Regarding the moderating effect of the contextual variables under analysis, in global terms there was no evidence of their existence. However, the results obtained suggest that social capital is particularly important for the health of the elderly. Future researches must stratify the populations and evaluate, for each stratum, which is the most significant representation of social capital.
Description: Dissertação de Mestrado em Gestão e Economia da Saúde apresentada à Faculdade de Economia
URI: http://hdl.handle.net/10316/94728
Rights: openAccess
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