Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/94548
Title: Análise Exploratória da Levenson Self-Report Psychopathy Scale numa Amostra de Agentes das Forças de Segurança e de Civis
Other Titles: Exploratory Analysis of the Levenson Self-Reported Psychopathy Scale in a Sample of Law Enforcement Agents and Civilians
Authors: Panão, Edgar António Santos
Orientador: Fonseca, António Castro
Keywords: Psicopatas bem-sucedidos; Forças de segurança; LSRP; Successful psychopaths; Law enforcement agencies; LSRP
Issue Date: 24-Feb-2020
Serial title, monograph or event: Análise Exploratória da Levenson Self-Report Psychopathy Scale numa Amostra de Agentes das Forças de Segurança e de Civis
Place of publication or event: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
Abstract: O conceito de psicopatia tem sido, desde há muitos anos, objeto de numerosas investigações, que geralmente o descrevem como uma grave perturbação da personalidade. Essa tradição está bem representada nos trabalhos de H. Cleckley e de R. Hare, dois autores que marcaram profundamente a investigação sobre a psicopatia desde a segunda metade do século passado. Em contrapartida, mais recentemente, alguns investigadores têm sugerido também que os traços psicopáticos podem contribuir para o bom desempenho em carreiras que envolvem risco, perigo, ou dominância social (Baker & Heuven, 2006; Lilienfeld et al. 2014; Lykken, 1995; Newmann & Rucker-Reed, 2004). Para designar tais casos, introduziu-se a expressão de psicopatas bem-sucedidos. Assim, criminosos e heróis podem ser considerados como dois lados da mesma moeda (Falkenbach, McKinley, & Larson, 2017). Uma das profissões que, com alguma frequência, é mencionada na literatura para ilustrar essa faceta positiva da psicopatia é a das forças policiais. No imaginário popular, a representação desses agentes da autoridade anda associada à ideia de força, de ausência de medo, de gosto pelo risco, de uma certa insensibilidade emocional, de disposição para dominar os outros e de grande capacidade para se manter calmo e alerta em situações de perigo. Mas os dados da investigação que apoiam uma tal crença são ainda muito escassos. O objetivo deste estudo foi analisar eventuais traços psicopáticos nas forças de segurança portuguesas, utilizando a escala de autoavaliação da psicopatia de Levenson (LSRP) e comparando-os com os de uma amostra da comunidade. Mais concretamente, administrou-se essa escala a uma amostra de conveniência constituída por 124 civis e 63 agentes das forças de segurança dos dois sexos. Além disso, recolheram-se também algumas informações sociodemográficas. Os resultados dessa comparação mostraram que os agentes das forças de segurança obtiveram pontuações significativamente mais elevadas do que as dos civis na escala global (LSRP) e no seu fator 1 (subescala de psicopatia primária); mas, quando se controlava o efeito de outras variáveis concorrentes (v.g. nível de escolaridade ou idade), essas diferenças desapareciam ou situavam-se a um nível de significância muito baixo (p < ,10). Numa primeira leitura, estes resultados parecem fornecer uma confirmação, se bem que muito ténue, da hipótese segundo a qual as forças de segurança apresentam mais traços psicopáticos do que os civis. Porém, a interpretação destes resultados requer alguma prudência, uma vez que a amostra das forças da ordem era pequena (e, sobretudo, incluía poucos elementos do sexo feminino), o estudo das propriedades psicométricas desta escala de psicopatia a nível nacional está ainda por fazer e, além disso, as diferenças registadas entre os dois grupos, embora estatisticamente significativas, eram muito ténues. Em consequência, fazem-se diversas sugestões para futuros estudos sobre os traços psicopáticos nas forças da ordem.
The concept of psychopathy has been the subject of numerous investigations for many years. These generally describe it as a serious personality disorder. Such tradition is well represented in the studies of H. Cleckley and R. Hare, two authors who have profoundly marked the study of psychopathy since the latter half of the last century. Recently, however, some researchers have suggested that psychopathic traits may be useful in careers that involve risk, danger, or social dominance (Baker & Heuven, 2006; Lilienfeld et al. 2014; Lykken, 1995; Newmann & Rucker-Reed, 2004). Thus, the term “successful psychopaths” was introduced to designate such cases. In this sense, criminals and heroes could be considered as two sides of the same coin (Falkenbach, McKinley, & Larson, 2017). One of the professions used in the literature to illustrate this positive facet of psychopathy has been that of the police officer. In popular imagination, police forces are associated with ideas of strength, absence of fear, a taste for risk-taking, a certain emotional insensitivity, willingness to dominate others and great ability to remain calm and alert in dangerous situations. Yet the research data based on such belief remains scarce.The aim of this study was to analyse possible psychopathic traits in the Portuguese police forces by using the Levenson's Self-Report Psychopathy Scale (LSRP) and comparing them with a community sample. The scale was specifically administered to a convenience sample consisting of 124 civilians and 63 law enforcement agents of both genders. Furthermore, some sociodemographic data was also collected. The results obtained in this study have shown that police officers obtained statistically superior results than of the civilians in the global score and in factor 1 (primary psychopathology subscale) of the scale of psychopathy (LSRP); although, when controlling the effect of other competing variables (e.g. educational level or age), those differences disappeared or were at a very low level of significance (p < ,10). At first sight, these results seem to provide confirmation, although very slightly, of the assumption that law enforcement forces have more psychopathic traits than the civilians. However, the interpretation of these results requires some caution, since the sample of the police was small (and mainly included a small number of women), the study of the psychometric properties of this psychopathy scale at the national level remains to be made, and, moreover, the differences between the registered groups, although statistically significant, were close to none. As a result, several suggestions were made for future studies based on the matter of psychopathic traits in the law enforcement agencies.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Psicologia apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
URI: http://hdl.handle.net/10316/94548
Rights: openAccess
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