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Title: O papel da vinculação e das memórias de infância no comportamento de jogo
Other Titles: THE ROLE OF ATTATCHMENT AND CHILDHOOD MEMORIES IN GAME BEHAVIOR
Authors: Andrade, Filipa Martins
Orientador: Paixão, Rui Alexandre Paquete
Keywords: Jogo; Memórias de Infância; Impulsividade; Funcionamento Emocional; Game; Childhood Memories; Impulsivity; Emotional Functioning
Issue Date: 20-Nov-2020
Serial title, monograph or event: O PAPEL DA VINCULAÇÃO E DAS MEMÓRIAS DE INFÂNCIA NO COMPORTAMENTO DE JOGO
Place of publication or event: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
Abstract: O jogo, enquanto construto patológico, deriva da interação mal adaptativa entre fatores individuais, estruturais e situacionais, expressando-se na incapacidade do indivíduo de suprimir o impulso de jogar, gerando constante ansiedade para satisfazer essa necessidade. Dada a prevalência do jogo patológico na população e da escassez de estudos realizados em Portugal, destaca-se a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre o mesmo. Este estudo visa, assim, verificar a relação entre as memórias de infância, o funcionamento emocional (considerando os níveis de impulsividade e a vinculação no adulto) e os comportamentos de jogo.Para tal, recorreu-se a uma metodologia quantitativa operacionalizada por meio de questionários, nomeadamente Questionário sociodemográfico, Escala de Memórias Precoces de Calor e Afeto (EMWSS), Escala de Dificuldades na Regulação Emocional (EDRE), Escala de Impulsividade de Barratt (BIS-11), Escala de Vinculação no Adulto (EVA) e South Oaks Gambling Screen (SOGS). A recolha de dados foi conduzida com 133 participantes, 58 do sexo masculino e 75 do sexo feminino.A análise de dados permitiu caracterizar os comportamentos de jogo dos participantes como tendencialmente offline, com baixa frequência, indiferença na altura do dia em que jogam, preferência por estarem sozinhos aquando da prática e especialmente recorrendo ao euromilhões e a apostas desportivas. Aproximadamente 37% dos participantes perfizeram os critérios associados à categorização de jogadores de risco e cerca de 8% de jogadores patológicos. Os resultados do presente estudo permitiram ainda constatar evidências de uma relação entre as memórias de infância e os comportamentos de jogo, sendo que as memórias de infância mais negativas estão associadas a comportamentos de jogo mais severos. Finalmente, foi possível constatar uma relação entre determinadas dimensões do funcionamento emocional e os comportamentos de jogo, nomeadamente quanto à impulsividade motora e ao não planeamento, ainda que a divergência do sentido da relação sinalize a necessidade de investigação adicional.
Gaming behavior, as a pathological construct, derives from the poorly adaptive interaction between individual, structural and situational factors, expressing itself in the individual's inability to suppress the urge to play, generating constant anxiety to satisfy this need.Given the prevalence of pathological gambling in the population, the need to deepen knowledge about it is highlighted. Thus, this study aims to verify the relationship between childhood memories, emotional functioning (considering the levels of impulsivity and attachment in adults) and game behaviors.To this end, we used a quantitative methodology operated through questionnaires, namely Sociodemographic Questionnaire, Scale of Early Memories of Heat and Affection (EMWSS), Scale of Difficulties in Emotional Regulation (EDRE), Barratt's Impulsivity Scale (BIS- 11), Adult Binding Scale (EVA) and South Oaks Gambling Screen (SOGS). Data collection was conducted with 133 participants, 58 male and 75 female.Data analysis enabled us to characterize the participants' game behaviors as tendentially strictly offline, with low frequency, indifference at the time of the day when they play, preference for being alone when practicing and especially resorting to euromilhões and sports betting. Approximately 37% of the participants fulfilled the criteria associated with the categorization of risk players and about 8% of pathological players. The results of the present study also provided evidence of a relationship between childhood memories and game behaviors, with the most negative childhood memories being associated with more severe game behaviors. Finally, it was possible to verify a relationship between certain dimensions of emotional functioning and game behaviors, namely in terms of motor impulsiveness and non-planning, even though the divergence in the meaning of the relationship signals the need for further investigation.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Psicologia apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
URI: http://hdl.handle.net/10316/94464
Rights: openAccess
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