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Title: A reassessment of the relationship between earnings inequality and growth for the portuguese economy between 1986 and 2017
Other Titles: Reavaliação da relação entre a desigualdade de ganhos e o crescimento, para a economia Portuguesa entre 1986 e 2017
Authors: Fernandes, Miguel António Murtinho
Orientador: Andrade, João Alberto Sousa
Duarte, Maria Adelaide Pedrosa Silva
Keywords: Desigualdade; Crescimento; VAR; Medidas de desigualdade; Portugal; Inequality; Growth; VAR; Inequality measures; Portugal
Issue Date: 28-Feb-2020
Serial title, monograph or event: A REASSESSMENT OF THE RELATIONSHIP BETWEEN EARNINGS INEQUALITY AND GROWTH FOR THE PORTUGUESE ECONOMY BETWEEN 1986 AND 2017
Place of publication or event: FEUC-CeBER
Abstract: Os resultados da literatura empírica que estuda a relação entre a desigualdade de rendimento e o crescimento, têm sido, muitas vezes, contraditórios. Muito do trabalho empírico é baseado em estudos com vários países, mas alguns autores relevam a necessidade de uma abordagem país a país, pois a desigualdade pode influenciar cada país de maneira diferente. Este trabalho foca-se no estudo do caso português, para o período compreendido entre 1986 e 2017, através de uma análise descritiva da desigualdade salarial em Portugal e através de uma análise empírica com o propósito de determinar o sinal da relação entre crescimento e desigualdade e os mecanismos subjacentes. A trajetória de crescimento do país: inicialmente um crescimento rápido, seguido de um período de estagnação a partir de 2001 e eventualmente chegando à crise da dívida soberana e às suas consequências; e os seus elevados níveis de desigualde e baixos níveis de produtividade e capital humano, fazem de Portugal um importante caso de estudo. A fonte de dados usada é a base de dados Quadros de Pessoal, uma base que contém micro-dados sobre milhões de trabalhadores do setor privado e também a PORDATA. A escolha do modelo empírico para analisar a relação entre crescimento e desigualdade recaiu sobre um VAR com quatro variáveis (Capital Humano, Desigualdade, Investimento e PIB). Através da interpretação das funções impulsos resposta, obtidas através do modelo VAR, concluiu-se que a desigualdade tem um impacto negativo no crescimento, um impacto negativo no capital humano e um impacto inicial negativo no investimento, mas que eventualmente se torna positivo. Tanto o capital humano como o investimento mostraram ter um efeito positivo no crescimento. Foi também possível concluir que os mecanismos do “capital humano”, da “poupança” e da “procura interna” influenciaram a relação entre desigualdade e crescimento.
The empirical literature that studies the relationship between income inequality and growth has often found conflicting results. While much of it is based on cross-country studies, some authors have called for a country-specific approach, since inequality may influence each country differently. This work focuses on the study of the Portuguese case, from 1986 to 2017, by descriptively analyzing earnings inequality in Portugal and by empirically attempting to determine the sign of the relationship between inequality and growth and its underlying mechanisms. The country’s growth trajectory: initially high growth rates, followed by a period of stagnation after 2001, leading up to the sovereign debt crisis and its consequences; and its higher levels of inequality and lower levels of human capital and productivity when compared with other European countries, make it a meaningful case study. The source of data used was Quadros de Pessoal, a micro-database comprised of information about millions of private-sector workers, and the online database PORDATA. In order to examine the relationship between inequality and growth, a VAR model with 4 variables (Human Capital, Inequality, Investment and GDP) was implemented. From the interpretation of the impulse response functions obtained it was found that inequality has a negative impact on growth, a negative impact on human capital and an initial negative impact on investment, eventually becoming positive. Both human capital and investment have a positive effect on growth. There was also evidence that the “human capital”, “savings” and “domestic demand” mechanisms have driven the relationship between inequality and growth in Portugal.
Description: Trabalho de Projeto do Mestrado em Economia apresentado à Faculdade de Economia
URI: http://hdl.handle.net/10316/94396
Rights: openAccess
Appears in Collections:UC - Dissertações de Mestrado

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