Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/93671
Title: A Sociedade Literária Patriótica de Lisboa: sociabilidade e cultura política
Other Titles: The Sociedade Literária Patriótica de Lisboa: sociability and political culture
Authors: Silva, Diana Sofia Tavares da
Orientador: Araújo, Ana Cristina Cardoso Santos Bartolomeu de
Keywords: Liberalismo; Vintismo; Sociedades Patrióticas; Sociabilidade Política; Cidadania; Liberalism; Vintismo; Patriotic Societies; Political Sociability; Citizenship
Issue Date: 14-Oct-2020
Serial title, monograph or event: A Sociedade Literária Patriótica de Lisboa: sociabilidade e cultura política
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: A formação de sociedades patrióticas em Portugal no triénio liberal (1820-1823), período durante o qual se terão edificado cerca de dezoito, distribuídas por Lisboa (que concentra o maior número), Porto, Coimbra, Setúbal, Santarém, Covilhã, Alfândega da Fé, Faro, Funchal e Angra, representou um volte-face dos paradigmas de participação política e de vivência da cidadania que até então vigoravam. Destinadas a proporcionar ao país espaços onde os cidadãos pudessem, face à magnitude do momento histórico que atravessavam, pensar, conversar e discutir sobre os acontecimentos que atingiam Portugal no rescaldo da revolução de agosto de 1820, as sociedades patrióticas nascem, fundamentalmente, para proteger e auxiliar o movimento liberal no seu complexo processo de radicação.Orientadas sob propósitos, por um lado, claramente instrutivos, de entre os quais ressaltam a consciencialização para a importância da mobilização política, da educação cívica, da sociabilidade intelectual e da defesa dos ideais liberais e, por outro lado, manifestamente pragmáticos, como a vigilância da atuação dos homens e das instituições ligados ao regime recém-instaurado e, simultaneamente, daqueles que, repudiando-o, conspiravam o seu fim, as sociedades patrióticas são, muitas vezes, tidas como o pulso da Revolução. De todas as sociedades patrióticas quantas Portugal conheceu no período pós-revolução, a Sociedade Literária Patriótica de Lisboa, estabelecida em Lisboa a 2 de janeiro de 1822, foi a que reuniu maior número de sócios (cerca de 269 nomes, dos quais constam conhecidas personalidades da vida política portuguesa, tais como Carlos Morato Roma, Francisco Morais Pessanha, João Guilherme Ratcliff, José Portelli, José Liberato Freire de Carvalho, José Mouzinho da Silveira e Paulo Midosi). O seu dinamismo ideológico revela-se no jornal que fundou (do qual se recolhem preciosas indicações de natureza política, económica, social, cultural e literária), nas sessões que promoveu e na reiterada manifestação pública de pareceres e posições acerca de variados eventos quotidianos da vida liberal portuguesa. Foi, portanto, intensa a campanha propagandística que empreendeu e empenhado o trabalho dos seus sócios no enraizamento dos valores liberais.
The formation of patriotic societies in Portugal in the liberal triennium (1820-1823), during which around eighteen will have been built, distributed by Lisbon (which concentrates the largest number), Porto, Coimbra, Setúbal, Santarém, Covilhã, Alfândega da Fé, Faro, Funchal and Angra, represented a turning point in the paradigms of political participation and citizenship experience that were in force until then. Intended to provide the country with spaces where citizens could, given the magnitude of the historical moment they were going through, think, talk and discuss the events that affected Portugal in the aftermath of the August 1820 revolution, patriotic societies were born, fundamentally, to protect and assist the liberal movement in its complex process of rooting.Oriented for purposes, on the one hand, clearly instructive, among which they emphasize awareness of the importance of political mobilization, civic education, intellectual sociability and the defense of liberal ideals and, on the other hand, manifestly pragmatic, such as surveillance from the actions of men and institutions linked to the newly established regime and, at the same time, of those who, repudiating it, conspiring its end, patriotic societies are often seen as the pulse of the Revolution.Of all the patriotic societies that Portugal knew in the post-revolution period, the Literary Patriotic Society of Lisbon, established in Lisbon on January 2, 1822, was the one that brought together the largest number of members (about 269 names, of which there are known personalities from the Portuguese political life, such as Carlos Morato Roma, Francisco Morais Pessanha, João Guilherme Ratcliff, José Portelli, José Liberato Freire de Carvalho, José Mouzinho da Silveira and Paulo Midosi). His ideological dynamism is revealed in the newspaper he founded (from which precious pointers of a political, economic, social, cultural and literary nature are collected), in the sessions he promoted and in the repeated public manifestation of opinions and positions about various daily events of Portuguese liberal life. Therefore, there was an intense propaganda campaign that undertook and engaged the work of its partners in the establishment of liberal values.
Description: Dissertação de Mestrado em História apresentada à Faculdade de Letras
URI: http://hdl.handle.net/10316/93671
Rights: embargoedAccess
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