Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/93399
Title: Alimentação no Mosteiro de Santa Maria da Vitória nos Séculos XVIII e XIX
Other Titles: Food in the Monastery of Santa Maria da Vitória in the 18th and 19 Centuries
Authors: Lagoa, Maria João dos Santos
Orientador: Santos, Maria José Azevedo
Keywords: Alimentação; Dominicanos; Mosteiro; Batalha; Época Moderna; Food; Dominicans; Batalha; Monastery; Modern Era
Issue Date: 21-Oct-2019
Serial title, monograph or event: Alimentação no Mosteiro de Santa Maria da Vitória nos Séculos XVIII e XIX
Place of publication or event: Batalha
Abstract: Based on books of Expense, Receipts, Expenses, Recipes and Inventories of the Monastery of Santa Maria da Vitória (Batalha), preserved in Torre do Tombo, I proposed to collect and interpret a set of data to help explain the eating habits of the monastic population, as well as of lay people, visitors and servants linked to the monastery in the eighteenth and nineteenth centuries. In my work I also analyze the spaces inherent to food, raw materials, utensils, agricultural crops and tools. At this point, I discriminate against the different products that the friars and their guests had access to, such as meat, fish, vegetables, fruits, cereals, seadonings, sweeteners, fats, beverages and other foods. As the universe of the table transposes the simple enumeration of foods, in order to contextualize, I resorted to the crossing of information already studied in works and studies of reference and, whenever possible, I compared it with other orders and monasteries. Finally, supported by studies and cookbooks of the time, I created, that is, I designed examples of dishes and meals. The Batalha Monastery is an important pole of development in the region, maintaining trade with Lisbon, Torres Novas, Alcobaça, Évora, Vieira de Leiria and Porto de Mós, among other places. The analysis of food influences contributed to a deeper knowledge of the Batalhinas culture and society of the years under study. It should be said that it has been proved that in the Monastery, the friars maintain a diet guided by sharing with the poorest. The food serves to nourish the body, and on the table, regulated and simple, come mainly fish, bread and rice pudding. Pilgrims and visitors who stay in the inn find, however, some "pampering" that distinguishes them from the daily life of the religious. In this regard, I can mention that they eat beef, sirloin, broken cod, accompanied by bread, and drink generous wine from the monastery. For dessert, there are Flemish cheeses, fresh cheese, Alentejo and Rabaçal cheese, fruit and chila jams, and "pudim d`ovos". Special mention should be made of the passage of Miguel I, in 1830, when he dined in the convent, turkey, roast suckling pig, kid, capado and hams, all washed down with Port wine and finished with sweets from the convents of Cós and Santa Ana.
Com base em livros de Despesa, Recibos, Gastos, Receitas e Inventários do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha), conservados na Torre do Tombo, propus-me recolher e interpretar um conjunto de dados que ajude a explicar os hábitos alimentares da população monástica, e, bem assim de leigos, visitantes e serviçais ligados ao mosteiro no século XVIII e, sobretudo, no XIX. No trabalho, também, analiso os espaços inerentes à comensalidade, matérias-primas, utensílios, culturas agrícolas e fainas. Neste ponto, discrimino os diferentes produtos a que os frades e seus comensais tinham acesso, como a carne, o pescado, as hortaliças, as frutas, os legumes, os cereais, os temperos, os adoçantes, as gorduras, as bebidas, entre outros. Como o universo da mesa transpõe o simples enumerar de alimentos, para contextualizar, recorri ao cruzamento de informações já estudados em obras e estudos de referência e, sempre que possível, comparei com as outras ordens e mosteiros. Por último, apoiada em estudos e livros de receitas da época, criei, ou seja, projetei exemplos de pratos e refeições.O Mosteiro da Batalha é um importante polo de desenvolvimento na região, mantendo trocas comerciais com Lisboa, Torres Novas, Alcobaça, Évora, Vieira de Leiria e Porto de Mós, entre outros locais. A análise das influências alimentares contribuiu para um conhecimento mais aprofundado da cultura e da sociedade batalhinas dos anos em estudo.Diga-se que ficou provado que, no Mosteiro, os frades mantêm uma alimentação pautada pela partilha com os mais pobres. O alimento serve para nutrir o corpo, e, na mesa, regrada e simples, entram principalmente peixes, pão e arroz-doce. Os peregrinos e visitantes, que pernoitam na hospedaria, encontram, no entanto, alguns “mimos” que os distinguem do quotidiano dos religiosos. A este propósito, posso referir que comem carne de vaca, lombo, bacalhau desfeito, acompanhado de pão, e bebem vinho generoso do mosteiro. À sobremesa, têm ao dispor queijos: fresco, flamengo, do Alentejo e do Rabaçal, compotas de fruta e chila, e pudim de ovos. Merece uma alusão especial a passagem de D. Miguel I, em 1830. Ao jantar, no convento, pode comer, perua, leitão assado, cabrito, capado e presuntos, tudo regado com vinho do Porto, e à sobremesa doces dos conventos de Cós e Santa Ana.
Description: Dissertação de Mestrado em Alimentação: Fontes, Cultura e Sociedade apresentada à Faculdade de Letras
URI: http://hdl.handle.net/10316/93399
Rights: embargoedAccess
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