Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/93346
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dc.contributor.advisorPimenta, Fernando Manuel Tavares Martins-
dc.contributor.authorLoza, Luis Alfredo Marquez-
dc.date.accessioned2021-03-10T23:00:34Z-
dc.date.available2021-03-10T23:00:34Z-
dc.date.issued2019-10-09-
dc.date.submitted2021-03-10-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10316/93346-
dc.descriptionDissertação de Mestrado em História apresentada à Faculdade de Letras-
dc.description.abstractA 15 de Março de 1961, a União dos Povos de Angola (UPA) lançou a primeira luta sustentada pela independência de Angola. A UPA justificou a sua luta através de um discurso nacionalista que promovia a descolonização de Angola. A conceção nacionalista da UPA foi largamente influenciada pelas teorias propostas por Frantz Fanon. A este respeito, a UPA considerou que as ações violentas contra os colonizadores brancos e os seus alegados colaboradores mestiços e negros assimilados eram necessárias para eliminar definitivamente o colonialismo português. Assim, esta dissertação recusa as perspetivas simplistas que classificam a UPA de “tribalista” e de “racista”. Pelo contrário, interpreta o discurso político da UPA à luz da teoria da descolonização de Frantz Fanon. Por outro lado, face a eclosão do conflito, o Estado Português assumiu uma posição de resistência política e militar, recusando a descolonização de Angola. Essa posição foi justificada através de um discurso político que atestava que o conflito nacionalista era produto da interferência das potências externas – nomeadamente da União Soviética e dos Estados Unidos da América – nos assuntos internos portugueses. Assim, o discurso político adotado por Portugal refletia o contexto internacional da Guerra Fria, cujas consequências eram evidentes no panorama africano. Neste sentido, esta dissertação procura alcançar uma compreensão mais plena dos discursos políticos da UPA e do Estado Português na fase inicial da luta armada pela independência de Angola (1960-1965). De facto, tanto a UPA, como o Estado Português esperavam justificar – e legitimar – a respetiva posição no conflito angolano. Mas, enquanto a UPA esperava que o seu discurso incentivasse a obtenção de ajuda económica e material necessária para sustentar a guerra de independência, o Estado Português pretendia defender a sua recusa em descolonizar, numa altura em que o colonialismo tinha caído em desfavor na cena internacional.por
dc.description.abstractOn March 15, 1961, the União dos Povos de Angola (UPA) launched the first sustained struggle for Angolan independence. The UPA justified its struggle through a nationalist discourse promoting the decolonization of Angola. The UPA’s conception of Angolan nationalism was largely influenced by the theories proposed by Frantz Fanon. In this regard, the UPA considered that violent actions against white settlers and their alleged mestizo and black assimilado collaborators, were necessary to definitively eliminate Portuguese colonialism. Thus, this dissertation rejects the reductive perspectives that classify the UPA as "tribal" and "racist". On the contrary, it interprets UPA's political discourse in light of Frantz Fanon's theory of decolonization. At the same time, the Portuguese State faced the outbreak of the armed conflict, assuming a position of political and military resistance, refusing to decolonize Angola. This position was justified by a political discourse that contended that the nationalist conflict was the product of the interference of external powers - namely the Soviet Union and the United States of America - in Portuguese internal affairs. Thus, the political discourse adopted by Portugal reflected the international context of the Cold War, whose consequences were evident throughout Africa. In this sense, this dissertation seeks to achieve a deeper understanding of the political discourses of the UPA and the Portuguese State in the initial phase of Angola's armed struggle for independence (1960-1965). The UPA and the Portuguese State both hoped to justify – and legitimize – their position in the Angolan conflict. While the UPA hoped that its discourse would encourage the necessary economic and material aid to sustain a war of independence, the Portuguese State intended to defend its refusal to decolonize, at a time when colonialism had fallen out of favor in the international scene.eng
dc.language.isopor-
dc.rightsopenAccess-
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/-
dc.subjectAngolapor
dc.subjectNacionalismopor
dc.subjectGuerra Colonialpor
dc.subjectUnião dos Povos de Angolapor
dc.subjectDiscursos Políticospor
dc.subjectAngolaeng
dc.subjectNationalismeng
dc.subjectPortuguese Colonial Wareng
dc.subjectUnião dos Povos de Angolaeng
dc.subjectPolitical Discourseseng
dc.titleO Estado Português e a União dos Povos de Angola (1960-1965). Discursos Políticos em Tempos de Descolonizaçãopor
dc.title.alternativeThe Portuguese State and the União dos Povos de Angola (1960-1965). Political Discourses in Times of Decolonizationeng
dc.typemasterThesis-
degois.publication.locationFaculdade de Letras da Universidade de Coimbra-
degois.publication.titleO Estado Português e a União dos Povos de Angola (1960-1965). Discursos Políticos em Tempos de Descolonizaçãopor
dc.peerreviewedyes-
dc.identifier.tid202385906-
thesis.degree.disciplineHistória-
thesis.degree.grantorUniversidade de Coimbra-
thesis.degree.level1-
thesis.degree.nameMestrado em História-
uc.degree.grantorUnitFaculdade de Letras-
uc.degree.grantorID0500-
uc.contributor.authorLoza, Luis Alfredo Marquez::0000-0001-6006-8531-
uc.degree.classification19-
uc.degree.presidentejuriNunes, João Paulo Cabral de Almeida Avelãs-
uc.degree.elementojuriPimenta, Fernando Manuel Tavares Martins-
uc.degree.elementojuriMarques, Maria Alegria Fernandes-
uc.contributor.advisorPimenta, Fernando Manuel Tavares Martins-
item.fulltextCom Texto completo-
item.grantfulltextopen-
item.languageiso639-1pt-
crisitem.advisor.orcid0000-0003-2212-1658-
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