Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/92506
Title: Metástases ósseas numa amostra da Colecção de Esqueletos Identificados Século XXI
Other Titles: Bone Metastases in a sample from the 21st century identified skeletal collection
Authors: Antunes, Sara Sofia da Costa
Orientador: Marques, Ana Carina Pinto
Matos, Vítor Miguel Jacinto
Keywords: metástases ósseas; lesões ósseas; CEI/XXI; antropologia forense; bone metastases; bone lesions; CEI/XXI; forensic anthropology
Issue Date: 14-Jul-2020
Serial title, monograph or event: Metástases ósseas numa amostra da Colecção de Esqueletos Identificados Século XXI
Place of publication or event: Laboratório de Antropologia Forense
Abstract: O facto de o aumento da longevidade, alterações das condições ecológicas e socioculturais, e a diminuição de mortes prematuras levarem ao aumento do risco de desenvolver neoplasias nos períodos mais recentes da nossa história, torna a relevância do estudo desta condição patológica extremamente atual.O presente trabalho tem como objetivos a avaliação da prevalência da doença metastática óssea observada numa amostra recente (séc. XXI); a comparação da prevalência, distribuição no esqueleto e distribuição por idade e sexo com uma amostra mais antiga (composta por elementos da Coleção de Esqueletos Identificados de Coimbra e da Coleção do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa, com cronologia dos séculos XIX e XX, [Marques, 2018]); a avaliação de quais os ossos afetados, numa tentativa de possível diagnóstico; e a avaliação de como a presença de sinais neoplásicos ósseos pode ser utilizada como um fator de identificação em antropologia forense.Os remanescentes ósseos estudados compreendem 48 indivíduos do sexo feminino e 55 do sexo masculino (n=103) da Colecção de Esqueletos Identificados Século XXI (CEI/XXI), dos quais 10 (9,7% da totalidade da amostra, três do sexo feminino [2,9%] e sete [6,8%] do masculino) exibiam lesões cuja tipologia e padrão de distribuição permite associar a uma neoplasia maligna secundária. Verificou-se uma predominância de lesões ósseas de tipologia mista (60%, [n=6/10]). As lesões metastáticas observaram-se nas costelas (60%, [n=6/10]), crânio, escápulas, esterno e coxais (40%, [n=4/10]), clavículas, vértebras e fémures (30%, [n=3/10]) e sacro e úmeros (20%, [n=2/10]), não se verificando nos ossos do antebraço, perna, mãos e pés.Os níveis mais elevados de nova formação óssea ocorreram na forma osso imaturo espiculado (30% [3/10]) e, menos frequentemente, com outra tipologia (combinados, os tipos “coral”, “sunburst” e espículas de osso lamelar, representaram 30% [3/10] das lesões osteoblásticas específicas encontradas). Os processos osteolíticos constituíram sobretudo focos osteolíticos localizados (90% [9/10]) e porosidade (60% [6/10]). O conhecimento da tipologia e distribuição das lesões tipicamente associadas a neoplasias malignas secundárias no esqueleto é sem dúvida uma vantagem para o antropólogo forense, permitindo um diagnóstico diferencial acertado, uma correspondência entre dados ante mortem e post mortem e uma consequente probabilidade acrescida de alcançar uma identificação positiva.
Increase in longevity, shifts in the ecological and sociocultural environments, and the decrease in premature deaths contributed to a significant increase in the average risk of developing neoplasias in contemporary populations (Coleman and Rubinas, 2009), which makes the presence study of relevance. The present study aims to evaluate the prevalence of metastatic neoplasms in the skeleton in a recent sample (21st century); the comparison of the prevalence, distribution in the skeleton and distribution by age and sex with an older sample (with elements from the Coimbra Identified Skeletal Collection and Identified Collection of the National Museum of Natural History, Lisbon, with chronology from the 19th and 20th centuries, [Marques, 2018]); the evaluation of which bones are mostly affected, in an attempt to make a possible diagnosis; and evaluating how the presence of bone neoplastic signs can be used as an identification factor in forensic anthropology.The skeletal remnants studied comprise 48 females and 55 males i (n=103) from the 21st Century Identified Skeletal Collection (CEI/XXI), of which 10 (9.7% of the entire sample, three females and seven males) exhibited lesions whose typology and distribution pattern allow the association with a secondary malignant neoplasm. There was a predominance of lesions of mixed typology. Bone modifications were predominant in the ribs (n=60%), skull, scapulae, sternum and os coxae (n=40%, each), clavicles, vertebrae and femurs (n=30, each) and sacrum and humerus (n=20%, each), with no metastatic lesions in the forearm, leg, hands and feet bones.The most common typology of new bone formation occurred in the form of new immature spiculated bone formation (30% [3/10]) and less frequently with other types (combined, the "coral", "sunburst" and lamellar bone spicules types accounted for 30% [3/10] of the specific osteoblastic lesions found). Osteolytic processes were mainly localized osteolytic foci (90% [9/10]) and porosity (60% [6/10]). The understanding of the typology and distribution of lesions typically associated with secondary malignant neoplasms in the skeleton is undoubtedly an advantage for the forensic anthropologist, allowing a correct differential diagnosis, a correspondence between ante mortem and post mortem data and a consequent increased probability of achieving positive identification.
Description: Dissertação de Mestrado em Antropologia Forense apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia
URI: http://hdl.handle.net/10316/92506
Rights: embargoedAccess
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