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Title: Imagens e poder: encenação, rasura e pintura
Other Titles: Images and power: scenario, erasure and painting
Authors: Barroso, Eduardo Paz
Estrada, Rui
Toldy, Teresa 
Keywords: Fotografia; Pintura; Poder; Nazismo; Estalinismo; Photography; Painting; Power; Nazism; Stalinism
Issue Date: 23-Dec-2020
Publisher: CECS
Serial title, monograph or event: Comunicação e Sociedade
Volume: 38
Place of publication or event: Braga
Abstract: Este artigo procura abordar o poder da presença da imagem em três períodos históricos do século XX, algo que se tornou omnipresente nestas épocas históricas, mas que não é exclusivo das mesmas: veja-se a referência ao impacto da visão de parte do corpo descoberto de Frine, levada a julgamento no século IV a.C. A imagem, em dois dos casos aqui apresentados (o nazismo e o estalinismo), constituiu um instrumento ao serviço do poder, com o objetivo de encenar simultaneamente a “heroicidade” e uma normalidade em contraste radical com uma brutalidade que marcou decisivamente a história e constituiu um dos principais momentos de trevas vividos no século XX. Por seu turno, sob Estaline, a imagem é manipulada, tornando o processo de rasura de personagens uma alegoria macabra da sua aniquilação real. A eficácia da reconstrução da realidade, através da manipulação da imagem, passa, assim, por uma ilusão de omnipotência: como se os ditadores tivessem o poder de enunciar, construir e destruir a “realidade”. Na terceira parte, partindo da questão da acentuada erosão das imagens na atualidade, a discussão centra-se na resposta que a pintura abre e problematiza. Ao contrário do carácter efémero da fotografia, a pintura sobrevive a tempos sombrios, persiste teimosamente, como se pode ver no caso de Tuymans. A memória não pode ser apagada. E porque não é programática, porque constitui uma tentativa de despoluição da imagem, rasga o espaço para a busca de sentido.
This article addresses the power of images in three periods of 20th century history. The use of images, particularly of photography, during these periods became omnipresent, although there are many other examples of the power of images over the relevance of words: the sight of Phryne’s partially naked body, for instance, had a big impact in her trial in the 4th century. Two of the examples presented in this paper (Nazism and Stalinism) used images as an instrument of power. They aimed to present simultaneously a sense of heroism and of “normalization” in radical contrast to the brutality that left a decisive mark in history as one of the most tragic dark moments of the 20th century. On the other hand, under Stalin, photos and images were manipulated: erasing people in photos can be understood as a macabre allegory of their annihilation in real life. The efficacy in the re-construction of reality through the manipulation of photos seems to result from an illusional omnipotence, as if dictators had the power to enunciate, create and destroy “reality”. The third part of this article discusses the answer open and given by painting to the increasing erosion of images witnessed nowadays. Painting, contrary to the ephemeral nature of photography, survive dark times. It resists in a stubborn way, as we can see, for instance in the example of Tuymans’ paintings. You cannot erase its memory. Painting is not “programmatic”. It is an attempt to depollute images. And by doing this, it tears open a space for the search for meaning.
URI: http://hdl.handle.net/10316/92371
ISSN: 2183-3575
1645-2089
DOI: 10.17231/comsoc.38(2020).2451
Rights: openAccess
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