Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/90153
Title: Incapacidade e agenciamento em pessoas amputadas: da arte do viver
Other Titles: Disability and agency in amputees: the art of living
Authors: Marquito, Rita Calhaço
Orientador: Quintais, Luís Fernando Gomes da Silva
Keywords: Dor; Memória; Identidade; Autonomização; Criatividade; Pain; Memory; Identity; Empowerment; Creativity
Issue Date: 26-Feb-2020
Serial title, monograph or event: Incapacidade e agenciamento em pessoas amputadas: da arte do viver
Place of publication or event: Departamento de Ciências da Vida
Abstract: A partir da ideia de transversalidade que sempre se impõe na violência do gesto que representa e constitui a amputação, porque precisamente afecta de modo transversal diversos aspectos e camadas de uma vida, ouviram-se as narrativas contadas por cada uma das dezasseis pessoas identificadas com algum tipo de amputação. Observaram-se os contextos em que foram prestados os cuidados de saúde, nas várias etapas, por via das respostas efectuadas pelos dispositivos clínico e legal nacionais no sentido da autonomização e inclusão social destas pessoas: dos esclarecimentos à atenuação de receios, do apoio psicológico às terapêuticas e métodos de reabilitação, na prescrição adequada, no endereçamento para obtenção de meios financeiros compensatórios e de dispositivos de apoio, biomecânicos e outros.Descoordenação, omissões ou falhas verificadas no complexo sistema de que é constituído o dispositivo biomédico — tais como irresolução álgica da dor exacerbada ou crónica, demora na atribuição, inoperabilidade ou falta de ­segurança dos dispositivos de apoio — contribuíram, embora sem esse propósito, para a incapacitação ou a ampliação de uma suposta incapacidade nas pessoas afectadas. Em resposta aos seus problemas, foram encontradas soluções criativas e inspiradoras imaginadas pelas próprias pessoas amputadas. Segundo diferentes estratégias e objectivos, usando da sua imaginação aliada a técnicas hábeis, diligenciaram planos para viver uma vida melhor. Incapacidade e agenciamento apresentam-se aqui como reflexos da mesma problemática. Face à incapacidade, que resulta de uma exterioridade sobretudo clínica e política, foi despoletado o agenciamento — como se de um singular dispositivo reivindicador se tratasse —, que se move acima de tudo por uma interioridade determinada pelo sujeito para conseguir o que julga ser bom para si próprio.
From the idea of transversality that is always imposed in the violence of the gesture that represents and is embodied in amputation, because it precisely affects several aspects and layers of one’s life in a transversal way, narratives told by each of the sixteen people identified with some type of amputation were heard. The contexts in which healthcare was provided, in their various stages, were observed through the responses enacted by the Portuguese clinical and legal establishments towards the autonomy and social inclusion of these people: from query clarification to the mitigation of fears, from psychological support to rehabilitation treatments and methods, as well as adequate prescription and referral to obtain compensatory financial means and support devices, biomechanical and other.Incoordination, omissions or faults found in the complex system on which the biomedical ­establish­ment is founded — such as painful irresolution of exacerbated or chronic pain, delays in the assignment, inoperability or safety issues in support devices, among other causes — contributed, albeit unintentionally, to the incapacitation or amplification of an alleged incapacity in affected people. Creative and inspiring solutions, imagined by the amputees themselves, were found in response to their problems. They sought plans to live a better life by using their imagination combined with skilful techniques according to different strategies and objectives. Disability and agency are thus presented here as reflections of the same issue. In the face of incapacity, which results from an exteriority that is primarily clinical and political, an agency was triggered — as if it were a singular claiming device — which is moved above all by an interiority determined by each subject to achieve what he or she judges to be good for him or herself.
Description: Dissertação de Mestrado em Antropologia Médica e Saúde Global apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia
URI: http://hdl.handle.net/10316/90153
Rights: openAccess
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