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Title: O impacto da música no bem-estar e capacidades cognitivas em pessoas com demência
Other Titles: The impact of music in well-being and cognitive skills on patients with dementia
Authors: Almeida, Mariana Dias
Orientador: Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: Música; Intervenção musical; Demência; Bem-estar; Capacidades cognitivas; Music; Musical intervention; Dementia; Well-being; Cognitive skills
Issue Date: 4-Jun-2019
Serial title, monograph or event: O impacto da música no bem-estar e capacidades cognitivas em pessoas com demência
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: A utilização da intervenção musical na prevenção e terapêutica das doenças do foro demencial é atualmente uma das técnicas não farmacológicas mais estudadas a nível mundial. O seu impacto na estimulação cognitiva e qualidade de vida dos doentes com demência representa uma mais-valia na área da saúde.Objetivo: Verificar o impacto da música no bem-estar e nas capacidades cognitivas de idosos em processo de demenciação que participam em sessões estruturadas e periódicas de intervenção musical num centro de repouso no distrito de Coimbra, Portugal. Métodos: Foram aplicados questionários a 12 participantes, de idades compreendidas entre os 70 e os 95 anos, que se encontram a frequentar sessões de intervenção musical regulares num centro de repouso no distrito de Coimbra. Os questionários, preenchidos por um cuidador formal, avaliaram o estado cognitivo e bem-estar dos participantes no início, término e duas horas após cada sessão de intervenção musical. Os dados recolhidos foram sujeitos a análise descritiva e estatística pelo software informático SPSS versão 25.0. Resultados: Não se verificaram alterações nas capacidades cognitivas de dizer o nome e a idade antes e após as sessões. No entanto verificou-se um aumento na capacidade de resposta na orientação temporal, de 41.1% de respostas positivas antes da sessão para 50% logo após a sessão e na orientação espacial, de 60.1% de respostas positivas antes da sessão para 67.3% logo após a sessão, havendo um retorno para 36.3% e 52.4%, respetivamente, nas 2h após o término das sessões. No parâmetro do bem-estar, não se verificaram alterações nos estados de Responsivo/Não Responsivo e Colaborante/Agressivo antes e após as sessões. No entanto, verificou-se uma melhoria do bem-estar na dualidade Ativo/Apático, de 95.2% de estados ativos antes da sessão para 98.8% logo após a sessão, e na dualidade Calmo/Ansioso, de 89.9% de estados calmos antes da sessão para 100% logo após a sessão, havendo um retorno para 72.0% e 95.2%, respetivamente, nas 2h após o término das sessões. Verificou-se uma variabilidade interpessoal acentuada, mas coerência nas respostas intrapessoais em ambos os parâmetros. Discussão: Vários estudos descrevem que as áreas cerebrais responsáveis pela capacidade musical são das últimas a ser afetadas na demência, o que torna a intervenção musical um estímulo promissor para a manutenção das funções cerebrais e um contributo importante para o bem-estar e qualidade de vida dos doentes. Verifica-se uma melhoria nas capacidades cognitivas de orientação temporo-espacial e nos sintomas de depressão e ansiedade transitórias e rapidamente evanescentes, cuja abordagem parece carecer de maior tempo de investigação com intervenção musical. Conclusão: Parece confirmar-se uma relação positiva entre as sessões de intervenção musical periódicas em indivíduos com demência e a melhoria de algumas capacidades cognitivas temporo-espaciais e bem-estar, nomeadamente na diminuição da apatia e ansiedade logo após as sessões, apesar do efeito por curto período de tempo. São necessários estudos controlados longitudinais para extrapolar as presentes conclusões.
Introdution: The use of music intervention in the prevention and therapy of dementia related diseases is, nowadays, one of the non-pharmacological technics most studied worldwide. Its impact on the cognitive stimulation and well-being of patients with dementia is an improvement in health area.Objective: Verify the impact of music in the well-being and cognitive skills of elderly people in demential process, that participate in structured and periodic sessions of musical intervention in a care home in the district of Coimbra, Portugal. Methods: Questionnaires were applied to 12 participants, with ages between 70 and 90, that are currently attending regular music intervention sessions in a care home in the district of Coimbra. The questionnaires, filled by a formal caregiver, evaluated the cognitive state and well-being of the participants in the beginning, in the end and two hours after each music session. The data were collected and submitted to a descriptive and statistical analysis with the computer software SPSS version 25.0. Results: There were no significant changes on the cognitive skills of saying the name and age, before and after the session. However, there was an improvement of the ability to answer the question on time orientation, from 41.1% positive answers before session to 50% right after session, and on space orientation, from 60.1% positive answers before session to 67.3% right after session, with a return to 36.3% and 52.4%, respectively, two hours after the end of the session. In the well-being parameter, there were no significant changes before and after the session in the stages of Responsive/Non Responsive and Cooperative/Aggressive. However, there was an improvement in the well-being state of Active/Apathetic, from 95.2% active stages before session to 98.8% right after session, and in the stage of Calm/Anxious, from 89.9% calm stages before session to 100% right after session, with a return to 72.0% and 95.2%, respectively, two hours after the end of the session. There was a significant interpersonal variability, with personal coherence on the answers of both parameters. Discussion: Many studies describe that the brain areas responsible for the musical skills are one of the last to get damaged by dementia, which makes musical intervention a promising stimulus for the maintenance of the cerebral functions and an important contribute for the well-being of patients. We can recognize an improvement in the cognitive skills of time-space orientation and in the depression and anxiety symptomatology, although rapidly evanescent, which need further investigation in a longer period of time with musical intervention. Conclusion: A positive relation between periodic music sessions in patients suffering from dementia is confirmed, with improvement in cognitive skills, such as time-space orientation and patients’ well-being, as an attenuation of apathy and anxiety symptoms right after the sessions, despite its persistence for a very short time. More longitudinal studies are needed to extrapolate these conclusions.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/90090
Rights: openAccess
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