Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/90008
Title: Gerir Multimorbilidade e Polifarmacoterapia: o impacto do contexto comunitário, dos registos clínicos e da empatia médica
Other Titles: Managing Multimorbidity and polypharmatherapy: the impact of community context, clinical records and medical empathy
Authors: Marques, Ana Marisa Silva
Orientador: Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares
Keywords: Multimorbilidade; Polifarmacoterapia; MMAS-4; JSPPPE; Registos Clínicos; Multimorbity; Polytherapy; MMAS-4; JSPPPE; Clinical records
Issue Date: 29-Mar-2019
Serial title, monograph or event: Gerir Multimorbilidade e Polifarmacoterapia: o impacto do contexto comunitário, dos registos clínicos e da empatia médica
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Introdução:A multimorbilidade no idoso em Portugal, estimada em 72,7% da população frequentadora de consultas de Medicina Geral e Familiar, aliada à polifarmacoterapia, representa um problema crescente de elevada complexidade na gestão dos regimes terapêuticos e da doença. Os dados nacionais referentes à expressão da polifarmacoterapia e adesão à terapêutica são ainda escassos. O trabalho de lidar com estes doentes implica o conhecimento da Empatia Médica percecionada pelos doentes idosos na consulta e capacitação dos mesmos. Os registos clínicos afiguram-se ferramenta essencial, informativa e, se devidamente utilizada, facilitadora dos contactos de saúde e, consequentemente, potenciadora de melhoraria dos serviços prestados. O contexto comunitário pode ser influenciador da conduta do utente perante a doença. Objetivos:Analisar a influência da empatia médica e dos registos clínicos na gestão da multimorbilidade e polifarmacoterapia no idoso. Analisar a influência do contexto comunitário na adesão à terapêutica. Descrever a carga de patologias e a medicação habitual; nível de adesão à terapêutica e nível de empatia médica percecionado pelo próprio. Metodologia:Estudo observacional em amostragem de conveniência, representativa da população idosa frequentadora de consultas, em duas unidades de cuidados de saúde primários: USF em contexto urbano (PU) e UCSP em contexto rural (PR). Distribuído questionário de preenchimento voluntário em sala de espera e posteriormente consultado registo informático correspondente. Questionário com inquérito epidemiológico; questões respeitantes a fármacos e patologias ativas e avaliação da empatia médica (MMAS e JSPPE). Constituição posterior de subgrupo amostral representativo para consulta dos registos clínicos informáticos e contraposição com as respostas obtidas em questionário. Análise estatística descritiva e inferencial com programa SPSS 24.0. Trabalho aprovado pela Comissão de Ética da ARS Centro, garantindo total anonimato das respostas prestadas. Resultados:Amostra de 224 unidades, 138 de PR e 86 de PU. Subamostra para estudo de registos clínicos constituída por 72 unidades de observação, 47 em PR e 25 em PU. Prevalece: sexo feminino (PR:58%; PU:54,7%); idade entre 65 e 75 anos (PR:54,3%; PU:72,1%) e inferior ao 9º ano (PR:92%; PU:79,1%); 2 a 4 patologias ativas (61%); PR com 65,3% de doentes sem polifarmacoterapia; PU com 41,1% sob polifarmacoterapia; igualdade entre “Excelente” (50%) e “Regular” adesão (49%); em PR prevalece a “Excelente” adesão (58,7%) e em PU a “Regular” adesão (60,5%). Dos inquiridos com menos de 2 doenças ativas, a maioria (81,0%) não estão sob polifarmacoterapia; por sua vez, quando apresentam 2 a 4 doenças ativas a proporção de ausência de polifarmacoterapia (52,6%) é semelhante à de presença de polifarmacoterapia (47,4%). Naqueles que se atribuem mais de 4 doenças ativas, a maioria encontra-se sob polifarmacoterapia (90,9%), (p<0,001). Em PR a população inquirida é mais envelhecida com uma maior percentagem entre 76 e 85 (35,5%) e acima de 85 anos (10,1%)) do que no PU, (p=0,004); a escolaridade inferior ao 9º ano é maioritária em ambas as unidades, assumindo um valor superior em PR (92%), (p=0,007); em média, os inquiridos de PR julgam ter 2,7 doenças e da PU 3,0 doenças (p=0,022) e apresentam um somatório de 2,9 doenças em e 3,7 doenças (p<0,001), respetivamente; referente à adesão, o subgrupo “Excelente” em PR e PU é de 58,7% e 41,3%, respetivamente (p=0,002). Na amostra total, predomina a “Boa” empatia médica percecionada (60,7%). Nenhuma das variáveis estudadas se correlaciona de forma significativa com empatia médica percecionada. Coeficientes de correlação entre número de patologias, fármacos, cápsulas e tomas obtidos pelo questionário e registos médicos é ρ=0,557 (p<0,001), 0,702 (p<0,001), 0,813 (p<0,001) e ρ=0,096 (p=0,678), respetivamente; 59,4% dos homens referem ter 3 a 4 doenças (coincide com os registos clínicos - 59,4%, p=0,424) e a percentagem obtida no SOAP para o mesmo sexo número de patologias é de 75% (p=0,061) - a mesma falta de coincidência verifica-se para ambos os sexos e unidades de saúde estudadas.Discussão:Apresentam-se como limitações: participação de 2 unidades e utilização da sala de espera; como vantagens: integração de contextos culturais distintos e utilização de escalas validadas para a população portuguesa. Não se conseguiu concluir com significância quanto à influência da empatia na adesão, pelo que se reforça importância de novos estudos. Os registos clínicos são uma ferramenta importante para a gestão da Multimorbilidade e da Polifarmacologia. O nível de adesão à terapêutica parece ser influenciado pelo contexto comunitário. O contexto rural deverá ser explorado no sentido de identificar novas ferramentas para a gestão da adesão. Precisamos melhorar os cuidados prestados à população idosa, também através do incremento na investigação em Polifarmacoterapia e Multimorbilidade.
Introduction: Multimorbidity (72.7% prevalence in Portugal) and polypharmacotherapy in the elderly patient is a problem for the patient and for the physician. Due to increasing prevalence of polytherapy, the therapeutic regimens become more complex. National data regarding polytherapy and adherence are scarce. Purpose: Analyze the influence of medical empathy and clinical records in the management of multimorbidity and polypharmacotherapy in the elderly; analyze the influence of community context on adherence to therapy; analyze the pathologies and usual medication (dosage and therapeutic regimen); level of adherence to therapy and level of medical empathy perceived by the patient.Subjects and methods: Observational study. Survey prepared and distributed to patients with ≥65y in 2 primary care health units (224 patients): urban (86) and rural (138). Epidemiological variables, questions related to medication and diseases and 2 validated scales: MMAS (adherence) and JSPPPE (empathy). Then, selection of a representative sample subgroup for consultation of clinical records and comparison with the answers obtained in a questionnaire. Data recording and statistical treatment: descriptive and inferential, using SPSS (p<0.05). Study approved by the Regional Ethics Board. Absolute confidentiality about individual information guaranteed. Results: Sample of 224 units, 138 of PR and 86 of PU. Sub-sample for study of clinical records consisting of 72 observation units, 47 in PR and 25 in PU.Prevalence: female sex (PR: 58%, PU: 54.7%); age at 65-75 years (PR: 54.3%, PU: 72.1%) and less than 9th year (PR: 92%, PU: 79.1%); 2 to 4 active pathologies (61%); PR with 65.3% of non-medicated; PU with 41.1% under polytherapy; equality between excellent (50%) and regular adherence (49%); in PR the excellent adhesion prevails (58.7%) and in PU the regular adhesion (60.5%). Of the respondents with less than 2 active diseases, the majority (81.0%) don´t have polytherapy; in turn, when they present 2 to 4 active diseases the proportion without polytherapy (52.6%) is similar to those with polytherapy (47.4%). In those who attribute more than 4 active diseases, most are under polytherapy (90.9%), (p<0.001). In PR the respondent population is older with a greater percentage between 76-85 (35.5%) and >85 (10.1%)) than in PU, (p=0.004); schooling <9th year is majority in both units, assuming a higher value in PR (92%), (p=0.007); on average, respondents of PR judged to have 2.7 diseases and PU 3.0 diseases (p=0.022) and present a sum of 2.9 diseases in and 3.7 diseases (p<0.001), respectively; (p=0.002), the "Excellent" subgroup in PR and PU was 58.7% and 41.3%, respectively. In the total sample, the perceived medical "good empathy" predominates (60.7%). The correlation coefficients between the number of pathologies, drugs, capsules and shots obtained by the questionnaire and medical records were ρ=0.557 (p<0.001), 0.702 (p<0.001), and none of the studied variables correlated significantly with perceived medical empathy. 0.813 (p<0.001) and ρ=0.096 (p=0.678), respectively; 59.4% of men reported having 3 to 4 diseases (coincident with clinical records - 59.4%, p=0.424) and the percentage obtained in the SOAP for the same sex number of pathologies is 75% (p=0.061) - the same lack of coincidence occurs for both sexes and health units studied.Discussion: The limitations of this study are: the participation of only 2 units and the use of the waiting room; as advantages, the integration of distinct cultural contexts and the use of validated scales for the Portuguese population. Clinical records are an important tool in order to monitor Polytherapy and Multimorbidity. The level of adherence to therapy is influenced by the community context. Rural practice should be explored to identify new tools on adherence management. We need to improve the quality of health care provided to the elderly population, also by increasing research on Polytherapy and Multimorbidity.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/90008
Rights: closedAccess
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