Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/89995
Title: Influência do uso de bata branca na comunicação durante a consulta de Medicina Geral e Familiar
Other Titles: Influence of white coat on communication during general and family medicine consultation
Authors: Carreira, Leonor Marques Caetano
Orientador: Caetano, Inês Rosendo Carvalho e Silva
Constantino, Liliana Rute António
Keywords: Bata Branca; Comunicação; Relação Médico-Doente; Satisfação; Confiança; White Coat; Communication; Physician - Patient Relationship; Satisfaction; Trust
Issue Date: 24-May-2019
Serial title, monograph or event: Influência do uso de bata branca na comunicação durante a consulta de Medicina Geral e Familiar
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Introdução: A bata branca é um vestuário usado pelo médico desde o tempo da antiguidade. Vários estudos em outros países demonstraram que esta tem influência na relação médico-doente e que existe algum tipo de preferência sobre qual deve ser o vestuário médico. Em Portugal não existem dados publicados relativos a este tema, nomeadamente em contexto de cuidados de saúde primários.Objetivos: Investigar qual a influência do uso de bata branca ao nível da satisfação, confiança e empatia na relação com os doentes. Secundariamente, o seu impacto no que os doentes percecionam acerca dos conhecimentos médicos, a opinião dos doentes quanto ao vestuário médico e qual o nível de satisfação e conforto dos médicos em consulta com ou sem uso de bata branca.Métodos: Estudo de intervenção com avaliação após exposição ao uso de bata branca ou não, numa amostra quase-aleatória representativa da população que frequenta os centros de saúde pertencentes à ARS Centro, constituída por 286 participantes. Colaboraram 16 médicos de ambos os sexos e diferentes idades, que habitualmente usavam bata branca nas suas consultas. Foram incluídos o primeiro e último pacientes em consulta em cada dia durante 10 dias consecutivos, sendo que em dias alternados o médico fez consulta com uso de bata branca ou sem uso de bata branca. No final da consulta foi distribuído um questionário ao doente com, para além de variáveis sociodemográficas e perguntas simples com resposta em escala de Lickert, a escala “Trust in physician” para avaliar a confiança no médico, na relação com o doente e nas suas competências, e a escala JSPPPE-VP para avaliar a empatia. Foi também distribuído um questionário ao médico em que este indicava qual a sua satisfação e conforto no decorrer da consulta. Foi feita estatística descritiva da amostra e foram comparados os grupos através de estatística inferencial.Resultados: Os grupos da amostra de doentes em consultas com e sem bata branca foram homogéneos em termos de variáveis sociodemográficas, exceto que o grupo de consultas com bata branca tinha mais doentes que faziam toma de medicação (p=0,040). Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos a nível da satisfação, confiança, empatia e conhecimentos percecionados pelos doentes. Já na opinião dos doentes quanto à bata branca verificaram-se diferenças, nomeadamente quando o médico estava vestido com bata, esse grupo de doentes tendia a achar que este era o único vestuário aceitável para este (p<0,001), mas quando este se encontrava em consultas sem bata, esse grupo de doentes tendia a concordar com o facto de haver mais facilidade na comunicação dessa forma (p=0,001). Ambos os grupos de doentes tenderam a concordar com a ausência de bata branca tornar o ambiente mais relaxado. Ao nível do questionário dos médicos, a sua satisfação e conforto com o decorrer da consulta não diferiu significativamente com as alterações no vestuário.Conclusões: Na região centro de Portugal não parece haver grande influência do uso de bata branca na satisfação, confiança e empatia percecionada pelo paciente, em contexto de cuidados se saúde primários. Como principais limitações desta investigação temos o facto de o questionário ter sido entregue pelos médicos aos doentes, algo que poderá ter induzido algum viés nas respostas e ainda o ter sido colhido apenas nesta região e em cuidados de saúde primários, o que impossibilita a sua generalização para a realidade do nosso país e inferir resultados para o contexto hospitalar.
Introduction: The white coat is a physician attire worn since the antiquity time. Several studies in other countries have shown that it influences doctor-patient’s relationship and that there is some kind of preference over what a doctor should wear. In Portugal there are few data on this subject.Objectives: Investigate the influence of the white coat on satisfaction, confidence and empathy in relation to patients. Secondly, its impact on what patients perceive about medical knowledge, patients' opinions about medical clothing, and the level of satisfaction and comfort of physicians in consultation with or without the use of a white coat.Methods: An interventional study with a quasi-randomized representative sample of the population attending the health centers belonging to ARS Centro, consisting of 286 participants. We collaborated with 16 doctors, male and female and of different ages which usually wore white coat in their medical appointments. We included the first and last patients in consultation every day for 10 consecutive days, and every other day the doctor consulted with the use of a white coat or without the use of a white coat. At the end of the consultation, a questionnaire was distributed to the patient. This questionnaire had simple questions with a Lickert scale response, the portuguese version of the scale "Trust in physician" to assess the trust in the physician, both globally and in the medical-patient’s relationship and their medical competences, and the JSPPPE-VP scale to evaluate empathy. A questionnaire was also distributed to the physician in which the doctor indicated what type of attire he used on that appointment and how satisfied and comfortable he was with the consultation.Results: Patient sample groups in consultations with and without white coat were homogeneous in terms of sociodemographic variables, except that the white coat group had more patients taking medication (p=0.040). Afterwards, concerning the goals there were no statistically significant differences between the groups in terms of satisfaction, trust, empathy and knowledge perceived by the patients. However, there were differences in the opinion of the patients about the white coat, especially when the doctor was dressed with the white coat, this group of patients tended to think that this was the only acceptable attire for the physicians (p<0.001). But, when he was in consultations without the white coat, this group of patients tended to agree that communication was easier (p=0.001). Finally, both groups of patients tended to agree that the absence of white coat made the consultation more relaxed. Concerning the physicians' questionnaire, their satisfaction and comfort with the consultation did not differ significantly with different clothing.Conclusions: In the central region of Portugal there is no significant impact of the white coat in empathy, satisfaction and confidence in doctor. As the main limitations of this investigation we have the fact that the questionnaire has been delivered by the doctors to the patients, that may have induced some bias in the answers and, additionally, it has been collected only in the central region primary care which implies the impossibility of its generalization to the reality of our country and to hospital care.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/89995
Rights: embargoedAccess
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