Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/89982
Title: Infeções por Chlamidea Trachomatis: Uma Explosão Silenciosa
Other Titles: Chlamidea Trachomatis Infections: A Silent Explosion
Authors: Brasil, Sofia Correia
Orientador: Dias, Maria Margarida Oliveira Figueiredo
Keywords: Chlamidea Trachomatis; Infeção Genital; Infertilidade; Carcinoma do Ovário; Screening; Chlamidea Trachomatis; Genital Infection; Infertility; Ovarian Carcinoma; Screening
Issue Date: 8-Jan-2019
Serial title, monograph or event: Infeções por Chlamidea Trachomatis: Uma Explosão Silenciosa
Place of publication or event: FMUC
Abstract: Chlamidea trachomatis (CT) é uma bactéria gram-negativa intracelular obrigatória com tropismo marcado para o trato genital, causando cerca de 100 milhões de Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST) por ano. A infeção por CT é maioritariamente assintomática, sendo que 70% a 80% das mulheres e 50% dos homens infetados não desenvolvem sintomas. Apesar da maioria das infeções ser facilmente neutralizada pelo sistema imune, na ausência de diagnóstico e tratamento precoces, mais de 50% das mulheres permanece infetada por um período superior a 1 ano. Esta exposição prolongada conduz a lesões epiteliais que podem condicionar sérias consequências como doença inflamatória pélvica (DIP), gravidez ectópica tubária, infertilidade de causa tubária (TFI) e maior probabilidade de carcinoma do ovário. A prevalência da infeção é variável e existem fatores de risco bem conhecidos para aquisição e resolução da infeção, sendo os fatores clínicos mais importantes a idade de aquisição da infeção, a raça e o tempo decorrido entre o diagnóstico e o início do tratamento.O gold-standard para o diagnóstico é o NAAT (teste de amplificação de ácidos nucleicos).As serologias, um método adequado no diagnóstico da infeção crónica, relacionam-se com as sequelas da infeção e constituem uma abordagem económica e não invasiva na avaliação da infeção. Os exames de imagem assumem importância na monitorização da infeção crónica, nomeadamente na infertilidade e na carcinogénese ovárica. A histerossalpingografia (HSG) e a ecografia transvaginal são os métodos de escolha na avaliação tubar e ovárica, respetivamente. A infertilidade ocorre principalmente devido a obstrução tubar, embora outros mecanismos etiopatogénicos possam estar presentes nomeadamente abortos de repetição e o insucesso da implantação por mecanismos imunes. Apesar do risco de infertilidade após uma infeção por CT não estar estabelecido, o risco parece ser dependente da recorrência e severidade da DIP e estima-se que cada novo episódio possa duplicar esta probabilidade. O carcinoma do ovário como consequência de uma infeção por CT relaciona-se com eventos de inflamação e reparação no útero, tubas, e ovários, com consequente aumento do risco de transformação maligna das células epiteliais. O risco de carcinoma é maior em mulheres com antecedentes de DIP, aumentando com o número de episódios e na raça asiática.CT tem vários mecanismos etiopatógenicos que perpetuam a infeção de forma silenciosa. São necessários mais estudos no sentido de melhorar o conhecimento da história natural da infeção e o impacto das intervenções a nível da população. Tal conhecimento permitirá investir racionalmente no trinómio screening, vacina e biomarcadores, de forma a diminuir as sequelas associadas a esta infeção.
Chlamidea trachomatis (CT) is an obligate intracellular gram-negative with marked tropism for the genital tract, causing about 100 million STIs per year. CT infection is mostly asymptomatic, with 70% to 80% of women and 50% of men infected without developing symptoms.Although most infections are easily neutralized by the immune system, in the absence of an early diagnosis and treatment, more than 50% of women remain infected for more than 1 year. This prolonged exposure leads to epithelial lesions that can condition serious consequences such as pelvic inflammatory disease (PID), tubal ectopic pregnancy, tubal cause infertility (TFI), and increased likelihood of ovarian carcinoma.The prevalence of infection is variable and there are well known risk factors for acquisition and resolution of infection, with the most important clinical factors being the age of acquisition of the infection, race, and time elapsed between diagnosis and initiation of treatment.The gold standard for diagnosis is NAAT (nucleic acid amplification test).Serologies, a suitable method for the diagnosis of chronic infection, are related to the sequelae of infection and constitute an economic and non-invasive approach.Imaging tests are important in the chronic infection monitoring, particularly in infertility and ovarian carcinogenesis. Hysterosalpingography (HSG) and transvaginal ultrasound are the methods of choice in tubal and ovarian evaluation, respectively.Infertility occurs primarily due to tubal obstruction, although other etiopathogenic mechanisms may be present in particular repeat abortions and the failure of implantation by immune mechanisms. Although the risk of infertility after a CT infection is not established, the risk appears to be dependent on the recurrence and severity of PID and it is estimated that each new episode may double this probability.Ovarian carcinoma as a consequence of CT infection is related to inflammation and repair events in the uterus, tubas, and ovaries, with consequent increased risk of malignant transformation of epithelial cells. The risk of carcinoma is higher in women with a history of PID, increasing with the number of episodes and in the Asian race.CT has several etiopathogenic mechanisms that perpetuate the infection silently. More studies are needed to improve the knowledge of the natural history of infection and the impact of interventions at the population level. Such knowledge will allow a rational investment in the screening, vaccination and biomarkers, in order to reduce the associated sequelae.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/89982
Rights: closedAccess
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